quarta-feira, 23 de maio de 2012

Ticket de Espera...

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=bPC-bmus5fk?rel=0]


Campanha sobre doação de orgãos. Parabéns aos responsáveis por esse video, simplesmente GENIAL.

Vi no blog: http://rinsdakraw.blogspot.com.br

domingo, 20 de maio de 2012

"Profissionais" medíocres... (Parte II)

Uma coisa que acho que não contei aqui foi da minha birra com meu EX-MÉDICO o J. O., nas primeiras semanas que fui para clinica, ele teve a capacidade de falar na minha cara que minha família dava trabalho para ele, só porque ele não me orientava e eu presa na maquina não conseguia ir atrás dele, então pedia para alguém da minha família ir até o consultório tirar algumas duvidas com ele, devido a umas três ou quatro idas ao consultório dele no máximo, minha família acabou sendo julgada por trabalhosa. Depois que ele disse isso na minha frente e a enfermeira chefe concordou, eu peguei uma birra dos dois, então adotei o Dr. L. como meu medico, apesar que nos papeis da clinica, o oficial era o J. O.
Eu que não tenho coragem nem de colocar o "Dr" na frente do nome dele. E perdi o pouco do respeito que tinha por ele. De verdade, um lixo e um verme significa mais pra mim do que ele.
Eu nunca consegui dialogar com esse J. O., ele simplesmente passava no meu box, carimbava o prontuário e sumia, quando conversava era somente assuntos que não tinham nada a vê com o tratamento. Hoje ainda é assim, mas eu não ligo e nem tento mais dialogo com essa criatura.
Eu penso que alguns médicos deveriam trabalhar com pesquisas e deixar quem realmente gosta da profissão para lidar com pacientes. Esse J. O. é um caso assim, ele pode até entender muito do assunto (eu não sei afirmar isso, pois sempre que precisei tive que recorrer ao Dr. L.), mas quando se trata de lidar com paciente o conhecimento dele se torna insignificante (se é que esse conhecimento existe).
Por não conseguir diálogo com ele, mas conseguir um dialogo maravilhoso com o Dr. L., eu me sentia segura na clinica, pois sempre confiei nas dicas e na orientação que o Dr. L. me passava, a situação com o J. O. era tão distante, que nem receita de remédios eu pedia para ele.


Na clinica, os poucos acompanhantes que ficam esperando os pacientes do lado de fora costumam se revezar para ir ao posto de saúde buscar remédio. Minha mãe sempre foi uma das pessoas que ia até o posto para buscar remédio do pessoal da clinica, até de técnicos, parentes dos pacientes ela ia no posto para buscar. Como ela sempre me acompanhava na clinica, aproveitava o tempo que tinha lá e procurava ajudar, ora buscando remédio, ora buscando um salgado no barzinho pra algum paciente que estava com fome/passando mal. Minha mãe acabou deixando de me acompanhar uma temporada, pois teve uma inflamação grave no joelho, não conseguia andar e ficou um bom tempo de molho em casa. Nessa temporada eu contei com outros acompanhantes para buscar meus remédios no posto. Um dia pedi ao Dr. L. uma receita, mas que ele esqueceu de carimbar e eu não percebi.
A esposa do Sr. N foi ate o posto e quando avisaram ela que a receita estava sem carimbo, teve a atenção de pedir para o medico que estava na clinica refazer a receita para ela ir buscar novamente no posto meus remédios.
Para minha infelicidade o medico que estava no dia era o J. O., que não sei porque ficou com muita raiva de ter que refazer a receita e ficou resmungando perto de mim, mas não diretamente comigo. Ficou falando mal do Dr. L., disse coisas preconceituosas que nem vale a pena escrever aqui, mas que não só eu como todos no meu antigo box testemunharam. Foi uma falta de ética tremenda. Eu passei mal de tanta porcaria que ouvi sair daquela boca imunda. Eu não consigo esquecer nenhuma vírgula do que ele falou e para completar uma das recepcionas ainda comentou do lado de fora que ele falou mal de mim e da minha mãe, e olha que nem na clinica ela estava, e detalhe que há meses (ou até anos), não troca nem olhar com ele, para vocês terem uma ideia, se ela dialogou com ele 2x foi muito. Quem era ele para falar mal de um colega de trabalho, falar mal de um paciente e ainda falar mal de uma pessoa que nem lá estava. Eu acreditei no relato da recepcionista, pois vários acompanhantes me confirmaram a versão.
Neste dia eu passei mal, eu chorei de nervoso, eu já estava em depressão, acabei ficando pior, já estava com ideias sombrias, só elevei o grau dessas ideias. Me senti um lixo. O que eu fiz de errado para essa pessoa agir assim? Eu ainda tentei falar com ele, dizendo que minha anemia estava ficando grave, se não era interessante ele aumentar a dose do meu Hemax, ele mal me escutou e não fez nenhuma modificação no prontuário. Então o técnico comentou um tempo depois que o médico já tinha saído do box, "agora você melhora da anemia ne?", achando que o medico tinha modificado a prescrição do Hemax, eu já estava tão nervosa que respondi "que nada, esse inútil nem tocou no meu prontuário, eu não gosto dele", em seguida ele aparece e leva meu prontuário. Acredito que ele me escutou o chamando de inútil, mas a essa altura do campeonato, o inútil foi elogio perto do que ele merecia escutar. Enfim, pensei que ele iria modificar o prontuário, mas ele não fez nada, deve ter pegado o prontuário para anotar meu nome e fazer macumba. Não foi para refazer a receita, pois a receita que o Dr. L. fez tinha meu nome e todos os remédios digitados (ele também implicou com isso, que a receita era digitada e cheia de firula, inveja é fogo...), então não tinha necessidade dele pegar o prontuário para fazer uma nova receita. Também quando ele pegou meu prontuário ele já havia entregado a receita para a esposa do Sr. N., enfim, alguma coisa ele fez com o raio do prontuário, só não descobri o que, sei que da mesma forma que ele foi, ele voltou, sem nenhuma modificação. Eu sei, pois eu revirei o prontuário de ponta cabeça para ver se tinha alguma mudança.
No dia que o Dr. L. apareceu, eu nem havia comentado o acontecido, não queria criar picuinha, mas claro que alguém na clinica falou, só não sei o quanto de detalhes deu. Ele foi conversar comigo, eu só falei que o J. O. não tinha ética alguma, então ele sugeriu que eu mudasse de box e fosse para uma área onde todos os pacientes são oficiais dele, eu aceitei na hora achando que isso resolveria meus problemas. Em parte resolveu, pois agora até nos papeis da clinica o Dr. L. é meu medico, contudo, nos dias que o J. O. esta lá, ao invés do Dr. L. ou qualquer outro médico, eu tenho muito medo, muito, muito, muito medo. Chego tirar menos peso do que preciso tirar só para não correr o risco de passal mal e precisar dele.


Esse J. O. é tão antiético que eu para evitar confusão, quando via ele se aproximar para carimbar os prontuários, pois é somente isso que ele sabe fazer, eu cobria até a cabeça para não cruzar nem olhares com ele. Vou mudar essa postura, afinal não devo nada pra ele.
Outro dia uma senhora que senta do meu lado pediu para ele rever o peso seco dela, então foi a deixa que ele estava esperando, como o box que eu estou é de responsabilidade do Dr. L., o J. O. pediu para ela falar com o Dr. L., pois ele que era o medico dela, que ele não queria mais encrenca. Só que ele é tão contraditório, que quando não tem necessidade alguma para falar, aí ele fala. Ao invés dele atender a mulher ou ao menos calar a boca e sair de perto como ele sempre faz, ele começou a me dar indiretas, chegando a dizer que não gosta de entrar em briga, mas quando entra não quer mais sair dela. Eu pergunto para vocês, é ou não é para ter medo? Na clinica só existe um medico por dia/período. Então no dia que ele esta eu não posso recorrer a ninguém mais a não ser ele. Imaginem se eu passo mal? Eu confesso que comecei a caçar motivos para faltar alguns dias que sei que ele esta lá. Eu arrisco meu tratamento por temer precisar dele. Pior que depender de alguém que não quer te atender, é depender de alguém que declaradamente quer seu mal.
Ele começou com essa encrenca e depois vem me dizer que não gosta de briga? Pelo amor de Deus!
Ele nunca fica mais do que poucos segundos perto de algum paciente e quando fica é para fazer indiretas e ameaças? Que %¨$$#$&$ de médico é esse???


Agora não me resta alternativa a não ser abandonar essa clinica. Eu vou ter que mudar toda minha rotina graças a esse elemento. Vou ter que deixar para trás um medico que eu admiro e confio plenamente. Mais uma vez vou ter que me adaptar a novas pessoas, novos profissionais, um novo local e um novo horário, por não me sentir mais segura na clinica atual. A clinica que eu vou ter que ir até parece boa, mas por eu ter que pegar ônibus para chegar lá não vou poder fazer no primeiro turno, o que vai fazer com que eu perca o dia inteiro, pois quando saio da dialise não tenho concentração nenhuma para fazer as coisas, só recupero depois que repouso um pouco. Fazendo dialise no segundo turno, eu perco a manha e parte da tarde/noite, praticamente dia perdido. Serão três dias por semana que eu vou perder, ou melhor, vou viver intensamente o tratamento.
Agora eu me pergunto, quais serão as consequências disso? Eu não sei, mas esta difícil criar otimismo.


Eu só espero que um dia essa pessoa se ilumine, pois a atitude dela esta trazendo consequências terríveis. Toda ação traz uma reação, eu não acredito em justiça dos homens por esse motivo nem respondo a ameaças e indiretas, mas acredito na divina e aqui se faz aqui se paga.


Só de escrever esse texto, comecei a sentir uma dor absurda no peito, é mole?

sábado, 19 de maio de 2012

"Profissionais" medíocres... (Parte I)

Eu sei que em todos os lugares, em tudo que é profissão, sempre existe uma maça podre.
Ultimamente eu tenho convivido com várias delas. Fazer um tratamento no qual sua vida depende disso, é complicado, mas quando você conta com profissionais dedicados, que respeitam a condição do paciente, que entende que existem dias bons e dias não tão bons assim, o que é difícil se torna até fácil, contudo, quando você se depara com essas maças podres, todo o resto que é bom simplesmente azeda. Parece uma segunda doença, que contamina todo mundo e torna o tratamento insuportável.
Eu passei por duas situações assim esses dias, uma eu "resolvi", a outra eu simplesmente estou empurrando com a barriga.


1ª situação
Pensem em um convênio ruim, agora multipliquem esse ruim por 1000. Essa é a GreenLine, o convênio que comprou a extinta Serma, que era meu convenio.
A GreenLine é tão ruim, mas tão ruim, que eu sou melhor atendida pelo SUS e optei me tratar pelo SUS do que contar com qualquer profissional desse convênio. Eu explico.
Eu tenho um serio problema com minhas veias. Tirando a fistula, é quase impossível tirar sangue de algum lugar do meu corpo. Eu chego ser examinada por enfermeiros de laboratórios por 30, 40min para eles conseguirem dar um jeito milagroso de colher meu sangue. É preciso muita paciência e profissionalismo por parte dos enfermeiros. Toda coleta de exame fora da clinica de hemodiálise é estressante. Sempre levo mais de uma picada, mas geralmente os laboratórios que eu ia autorizada pelo do convenio, as enfermeiras tinham a tal paciência e profissionalismo para executar a missão quase impossível, e faziam com destreza.
Acontece que após a mudança do Serma para GreenLine, alguns exames de sangue não podem ser executados no laboratório que eu estou acostumada, pois segundo os próprios funcionários do convênio, "sai muito caro para eles", então eu tenho que fazer o exame no laboratório próprio deles.
Quando fui pela primeira vez, a primeira enfermeira que tentou, me picou 2x e não conseguiu nada, fui parar na mão de uma segunda, que conseguiu fazer o serviço depois de 30 minutos de apalpada. Seria normal, se todas as picadas não causassem hematomas. O local da coleta era bizarro para não dizer pior. Não tinha a mínima estrutura, nem privacidade, era praticamente em um corredor aberto, com material todo empilhado, um horror, o curativo era algodão e fita crepe. Nem no SUS o curativo é assim. Odiei, por mim não voltava nunca mais.
Bom, apesar dos pesares, o exame foi feito, o resultado saiu, mas para minha infelicidade, tive que fazer novamente um exame de sangue que não era autorizado em nenhum laboratório que não fosso do próprio convênio, e mais uma vez, não pude fazer no laboratório que estou acostumada, MESMO TENDO DIREITO segundo consulta no site/guia de especialidades médicas do meu plano. Onde fui parar? No açougue com fachada de pronto socorro que tem um corredor apelidado de laboratório.
Quando cheguei descobri que o tal laboratório mudou de lugar. Fiquei muito feliz, o corredor era temporário então. Quando fui até o local novo tudo parecida estar de acordo. Havia dois boxes que permitia mais privacidade ao paciente, o material estava guardado de forma mais adequada, apesar das amostras de urina colhidas pelos pacientes terem ficado no balcão, amontoadas umas em cima das outras, sem nenhuma proteção entre elas.
Quando chegou minha vez, uma moça que vou chamar pela inicial J., me chamou até o box, eu avisei que ela teria que usar Scalp (aquelas borboletinhas) com agulha bem fininha, a dita cuja respondeu "tá bom senhora, deixa comigo que eu sei", então ela pega uma seringa normal, com agulha normal e tenta me puncionar, CLARO QUE NÃO DEU CERTO, eu senti um ódio mortal, quase peguei a agulha e enfiei no olho dela. A infeliz ficou conversando com outra funcionaria e praticamente nem prestou atenção no que estava fazendo até que ela ia tentar mais uma vez com agulha normal, eu não aguentei e chamei a atenção dela, ela pegou a scalp fininha, porem mais uma vez, resolveu tentar a sorte em qualquer lugar e CLARO QUE NÃO DEU CERTO. A primeira punção já tinha formado um hematoma, e essa segunda, além do hematoma acabou inchando muito o local, e lá se foi a única veia que com muita dificuldade as enfermeiras do laboratório que eu ia conseguiam colher o sangue. A %&&%#@&$@# da J. conseguiu estourar, acabar, aniquilar a única veinha quebra-galho que tinha. Eu fiquei com sangue nos olhos eu acho. A frustração foi tão grande que não consegui nem me mover do lugar, juro que estava há pouco para partir para agressão física, eu tive que fazer uma força absurda para não partir para a pancada. O pior que a animal, continuou conversando e fazendo o trabalho mais porco que eu já vi na vida. Então chamei a atenção dela, que claro não gostou nem um pouco, e para minha infelicidade não tinha mais ninguém para tirar meu sangue, só essa palhaça.
Resultado três furos, uma veia estourada, dois hematomas e somente três tubinhos de sangue colhidos, pois na terceira punção ela conseguiu explodir a seringa, não me perguntem como foi possível isso, eu não entendi até hoje. Perguntei se o sangue que ela tirou foi o suficiente para todos os exames (29 no total), e ela disse que sim.
Quando cheguei em casa recebi uma ligação que teria que voltar para o laboratório, pois o sangue colhido foi insuficiente para todos os exames. Imaginem meu estado de nervos. Fiquei muito irritada, minha vontade era acabar com essa funcionaria. Então escrevi um e-mail enorme para a ouvidoria da GreenLine, que só disponibiliza o e-mail da ouvidoria, o convênio é tão bom que não tem nenhum telefone a ouvidoria deles, e até hoje (uns 3, 4 meses depois), eu não recebi uma resposta. E olha que nem fui mal educada, escrevi um e-mail grande para explicar minha indignação, foi até um e-mail educado.
Eu voltei para o laboratório e adivinha quem era a única enfermeira disponível? A J. de Jumenta.
Eu quase fui embora, mas não segui minha intuição e encarei mais uma vez a J. de Jamanta. Ela quando me viu ficou branca e tentou fugir da raia, mas acho que quem ela chamou para substituí-la não podia naquele momento. Eu avisei a recepcionista que queria que o prazo para receber os resultados desse exame continuasse o mesmo, que o erro não era meu e que no mesmo dia que receberia os resultados, eu tinha uma consulta e teria que apresentar os exames (era verdade isso). A recepcionista me olhou feio e eu retribuí a olhada.
A recepcionista avisou a J. de Jéca, que deveria colher mais três tubos no mínimo. Depois de mais três punções desastrosas, e pra variar com hematomas, ela conseguiu tirar MEIO TUBO, até estourar uma veia que nem sabia que tinha. E estourou porque ela ficou conversando com outra funcionaria (novamente) e não olhou que a agulhinha estava saindo do lugar. Eu digo que consegui um autocontrole que nunca pensei que tivesse para não sair na mão com essa #%&$¨*#@&%S.
Resultado: O exame milagrosamente saiu, mesmo faltando dois tubos e meio. Eu repeti os exames cinco dias depois no Hospital das Clinicas e depois que a enfermeira ficou uma hora me examinando (não estou mentindo), conseguiu achar uma veia no tato, pois ela não apareceu nem com reza brava e garroteamento apertadíssimo. No HC tiraram seis tubos, contra três e meio do convênio. No HC foram duas picadas contra seis que levei no convenio, os resultados foram completamente diferentes, o que me faz pensar que o convenio jogou qualquer resultado para eu não cair em cima deles mais uma vez. Graças a esse erro, eu perdi uma consulta, pois o exame não ficou pronto na data estipulada, e eu que só consegui remarcar a consulta para novembro. Pois é, prejuízo total.


Olha o resultado:

Uma coisa que queria deixar claro, é que, quando um paciente pede para outro profissional puncionar ao invés do que veio para te puncionar, não quer dizer que você não gosta desse profissional, só quer dizer que você tem mais confiança que outra pessoa te puncione. Isso acontece direto lá na clinica, e infelizmente alguns técnicos levam para o lado pessoal, acham que fulano não gosta deles. Eu vou ser bem honesta, todos que me puncionaram e a veia infiltrou eu tenho certo receio, não chego a pedir para outro funcionário me puncionar, pois já vi que alguns levam para o pessoal, mas eu assumo que sinto medo. Então para os técnicos que leem aqui, por favor, não levem para o pessoal, esse tipo de acidente ainda mais no começo da fistula acontece com frequência, eu sei, mas nós que somos pacientes ficamos com receio sim e acabamos marcando as pessoas que causam isso, não por achar que são maus funcionários, é apesar um medo que cria. É diferente do caso acima. Só estou aproveitando o gancho :)


É isso, esse foi o primeiro sapo, mas existe um sapo maior que estou convivendo com ele ainda, mas logo em breve me livro, a pena é que me livrar do sapo vai fazer com que eu acabe me afastando do meu médico, que é excelente. Eu conto isso na parte II.


Conselho para quem busca um convênio: FUJAM DA GREENLINE!

Beijos para todos...

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Mudança = Adaptação...

Olá Pessoal :)


Eu sei que fiquei devendo inúmeras atualizações, que para quem acompanha, é importante, mas eu precisava dar esse tempinho.
Eu fiquei praticamente esses 2 primeiros anos vivendo intensamente... a doença.
É verdade, eu dormia, acordava, comia, bebia, e vivia a doença, só pensava nisso, só lia sobre isso, só me dedicava a isso. Foram dois anos de "intensivão renal", com certeza se recebesse uma prova no grau da FUVEST relacionada somente a doença renal eu gabaritava ela.
Eu fiquei saturada de informação, saturada de viver tanto e somente a doença.
Eu procurei ser otimista durante todo o tempo e isso foi o que me motivava a procurar informação atrás de informação, pois queria achar os casos de curas inexplicáveis (e achei), queria achar pesquisas em andamento (e achei também), queria me preparar pro que poderia me esperar no futuro (e me preparei), enfim, eu queria me cercar de todas as formas e obter todas as informações possíveis para saber lidar com o problema.
No caminho tive inúmeras infecções urinarias, pensei que teria que fazer uma nefrectomia bilateral (retirar os dois rins que não funcionam mais), e isso me deixou desesperada, pois se surgisse tratamento que utilizasse um pedacinho do rim (mesmo doente) para recriar um novo rim, eu não teria oportunidade de participar já que não teria mais nenhum rim. Varias pessoas me desanimaram dessa ideia, inclusive alguns técnicos e médicos dizendo que esse tipo de coisa ainda vai demorar muito. Fiquei triste com a postura deles, pois eu não sou idiota, eu sei que é difícil, mas eu também sei que a medicina esta evoluindo em uma velocidade considerável e eu tenho quase 30 anos, não estou com um pé na cova, pretendo ver muitos avanços relacionados ao tratamento dessa doença, e porque não a construção de um órgão a partir das minhas próprias celular?
Quando meus pais eram crianças, não tinha TV colorida, nem micro-ondas. A internet e o celular eram coisa de filme de ficção, em 60 anos as coisas evoluíram tanto, mas tanto, que não vejo porque pode conseguir evoluir na área tecnológica e não evoluir nas ciências humanas também, e outra, existe tecnologia envolvida na medicina e ela ajuda muito nos tratamentos. Eu sei que muitos pensavam que no século 21 o mundo seria como nos Jetsons, carros flutuantes, tele transportes e algumas coisinhas a mais, contudo, eu acho inacreditável como em pouco tempo tanta coisa mudou.
A própria hemodiálise/dialise peritoneal, cada ano que passa as maquinas são aprimoradas, novos remédios são lançados para facilitar o tratamento, então por que um transplante não poderia sofrer atualizações? Na verdade elas acontecem, a mudança é sutil, mas acontece.
Por exemplo, alguns países já fazem captação de rins mesmo quando a causa-morte não é morte encefálica, imaginem quantos rins poderiam ser captados nesse caso? Se não acabasse com a fila de transplante renal, pelo menos diminuiria drasticamente ela (como aconteceu no caso de transplante de córneas), e eu espero que o Brasil consiga chegar a esse patamar, que descubra formas seguras de captar órgãos, não somente os rins, de forma que essa angustiante espera seja menor.
Eu sempre disse que não tenho pressa do transplante, e não tenho mesmo, honestamente não me sinto 100% preparada para ele, eu gostaria de estar fisicamente melhor para passar por ele, mas então eu me pergunto, será que alguém esta 100% preparado para o transplante?
Eu fiquei alguns meses engolindo seco a doença, engolindo sapos na clinica, lutando contra pensamentos que insistiam em martelar a minha cabeça. Uma coisa atrapalhava a outra e por esse motivo a bendita depressão me pegou pela segunda vez.
Eu consegui dar a volta por cima, os pensamentos foram expulsos, os sapos foram parcialmente aniquilados (detalhes em um futuro próximo), eu vou me adaptando conforme as dificuldades vão aparecendo e comemorando quando cada pedrinha chata no sapato é jogada pra bem longe.
A vida é assim: mudança = adaptação, como diz um ditado, "problema sem solução, resolvido está".
Eu cheguei à conclusão que se tiver que perder os meus rins que não funcionam, então que assim seja, se a medicina chegar ao ponto de reproduzir rins a partir de células do paciente, com certeza saberá produzir por outros meios, por outras células, ou então pelo menos será uma forma de reduzir a fila do transplante, se não der de um jeito, dará de outro e vamos nos adaptando a isso. Mudança = Adaptação, mudança = adaptação, mudança = adaptação...


Minha única opção é continuar.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Resultados dos Exames...

PRE HEMODIALISE:
Hemoglobina: 10,2
Hematocrito: 29,8

Ureia: 74,4
Calcio Ionico: 1,29
Fosforo: 4,4

Potassio: 4,3
TGP: 13
Aluminio: 11


POS HEMODIALISE:
Ureia: 25,1