segunda-feira, 27 de junho de 2011

Em breve novidades...


 Tenho tanta coisa para contar, mas esses dias eu precisei dar um tempo. Projetos pessoais ficaram em segundo plano.

Quando eu precisei (e sempre que preciso) da minha família, eles não pensam no tempo, nas obrigações, no que podem deixar de ganhar ou qualquer outra coisa. Eu sou cercada pelo amor e atenção deles, cria-se uma muralha para me proteger de qualquer sintoma/pensamento.
Esses dias alguém da MINHA FAMILIA precisou muito da minha presença e sem ser irresponsável como alguns julgaram eu ter sido, eu adaptei minhas condições, adaptei minha diálise e fui pra junto dessa pessoa, que já provou que estará comigo em qualquer situação.
Eu sei que nós renais devemos priorizar nossos tratamento antes de qualquer coisa e eu não seria louca de arriscar minha vida para tentar ajudar outra pessoa, seria criar mais um problema. Eu sou uma das poucas pessoas que conheço (pelo menos na clinica onde eu dialiso), que se interessa de verdade pelo próprio tratamento, e fazer o contrario do que sempre fiz não está em cogitação.
Desrespeitei a orientação médica, mas não fui irresponsável com meu tratamento. Como o próprio médico disse, eu leio muito a respeito, eu conheço os limites do meu corpo, eu tenho pessoas que são parceira, aqui em São Paulo e na cidade que precisei passar esses dias, amparo para qualquer probleminha eu graças a Deus tenho e fui responsável o suficiente para me manter sadia por esse período, e nem precisar de ajuda para nada, simplesmente passei por uma pessoa normal, sem doença, fui responsável o suficiente a ponto de não sentir dor alguma, mal estar algum, ou seja, problema algum. E isso não é questão de sorte, é questão de se conhecer, de saber seu limite, de ter certeza do que me faz bem e do que não faz. É não ultrapassar limites, e ainda assim, conseguir retribuir um mínimo do que eu recebo no dia a dia.
Não voltei com arrependimentos, não voltei com culpa e não voltei com nenhum sintoma além dos que já me acompanham há quase dois anos.
Eu tenho princípios e o maior deles é ficar bem. O segundo é fazer pela minha família o que ela faz por mim.
Ficar vivendo somente pela doença é adoecer ainda mais. Sou grata pela oportunidade de conseguir ajudar, viver somente por mim não valeria a pena.
Eu não sou burra, não sou irresponsável, mas se precisar eu adapto minha vida para ajudar todos que eu amo.
Ponto final.

Em breve escrevo sobre a endoscopia que fiz recentemente, o ultrasom do abdômen e outras coisas que aconteceram.

Fiquem bem, e continuem a lutar, seja qual for sua batalha.

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