segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

1 ano e 3 meses...

Não mudou muita coisa esse mês, as dores aumentam e diminuem sem uma razão aparente, o tratamento segue normalmente, as consultas e exames tambem.
O que esta me assustando um pouco é minha pressão que vem reduzindo, chegei a sair com pressão 6x4, chego em casa detonada, não consigo fazer nada. Meu peso seco tambem esta indefinido, acho que estou muito pesada, preciso tirar mais peso, pois as vezes sinto uma sensação de enforcamento, dependendo da posição que eu fico.
Não esta sendo um bom mês para falar a verdade.
Cada laboratorio que faço o exame de PTH acusa um valor. E para arrumar para minha cabeça, lendo os topicos que escrevi sobre o que causa doença renal, resolvi fazer um exame de sangue, o SAA para ver a amiloidose, que deu 32,60 e o ideal é inferior a 6,40, e agora? É amiloidose que fez eu perder os rins? Não sei, para ter certeza somente uma biopsia. Aquele ditado "quem procura, acha!" é mais do que verdadeiro.
 
Minha mente atualmente esta melhorando.
Meu físico atualmente esta ruim (tenho dores, mas talvez a esperança que meu tratamento vai dar certo faz com que eu "esqueça" um pouco elas).

1 ano e 3 meses...

Não mudou muita coisa esse mês, as dores aumentam e diminuem sem uma razão aparente, o tratamento segue normalmente, as consultas e exames tambem.
O que esta me assustando um pouco é minha pressão que vem reduzindo, chegei a sair com pressão 6x4, chego em casa detonada, não consigo fazer nada. Meu peso seco tambem esta indefinido, acho que estou muito pesada, preciso tirar mais peso, pois as vezes sinto uma sensação de enforcamento, dependendo da posição que eu fico.
Não esta sendo um bom mês para falar a verdade.
Cada laboratorio que faço o exame de PTH acusa um valor. E para arrumar para minha cabeça, lendo os topicos que escrevi sobre o que causa doença renal, resolvi fazer um exame de sangue, o SAA para ver a amiloidose, que deu 32,60 e o ideal é inferior a 6,40, e agora? É amiloidose que fez eu perder os rins? Não sei, para ter certeza somente uma biopsia. Aquele ditado "quem procura, acha!" é mais do que verdadeiro.
 
Minha mente atualmente esta melhorando.
Meu físico atualmente esta ruim (tenho dores, mas talvez a esperança que meu tratamento vai dar certo faz com que eu "esqueça" um pouco elas).

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Rir da propria "desgraça" nunca é d+...

Acho que vou fazer uma tatuagem dessas para ajudar o pessoal da enfermagem a acertar o ponto certo de tirar meu sangue, pois nunca consigo tirar sangue com uma picadinha só. Meu recorde foi 6, na época que eu ainda tinha MUITO medo de agulhas! Normalmente eu levo 3, com muita sorte 2 picadas, o que vocês acham da idéia da tattoo? Hahahaha...



Bom final de semana para todos
, semana que vem começa correria Hosp. Brigadeiro x HC, então é provável que eu não escreva muito aqui.

Rir da propria "desgraça" nunca é d+...

Acho que vou fazer uma tatuagem dessas para ajudar o pessoal da enfermagem a acertar o ponto certo de tirar meu sangue, pois nunca consigo tirar sangue com uma picadinha só. Meu recorde foi 6, na época que eu ainda tinha MUITO medo de agulhas! Normalmente eu levo 3, com muita sorte 2 picadas, o que vocês acham da idéia da tattoo? Hahahaha...



Bom final de semana para todos
, semana que vem começa correria Hosp. Brigadeiro x HC, então é provável que eu não escreva muito aqui.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Sempre uma esperança...

Estou para falar deste livro há meses. Eu o li pouco tempo depois que descobri que precisava de um transplante renal, e apesar de já ter me inscrito na fila de transplante, eu estava em duvidas se queria mesmo optar pelo transplante ou ficar somente na hemodiálise, já que não passava mal, saia da sessão como entrava, sem problema algum.
Eu precisava conversar com algum transplantado, ter algum contato com o "outro lado" do tratamento, mas na clinica nenhum transplantado aparecia para mostrar que era uma boa ou uma má opção. A necessidade de saber o que sente, como é, o que vem antes, o que acontece durante e como reagir depois, me levou a buscar na internet o que não conseguia pessoalmente, eu necessitava mesmo de exemplos, ter provas de que o transplante era a melhor opção. 
Procurei com cautela, pois a internet é uma faca de dois gumes, você pode encontrar muita informação boa e verídica, mas também pode encontrar informações errôneas e individuais, de casos que normalmente não acontecem e infelizmente até inventados por pessoas desocupadas.
Pensei em entrar em contato com os transplantados pelo orkut, mas fiquei com muito medo de ler os tópicos que existiam nas comunidades, era muita informação para ser digerida de uma vez, então comecei a procurar um livro de alguém que contasse como foi sua experiência, e que escrevesse de forma natural e não escondesse o lado bom e o lado ruim, pois se temos que passar por essa experiência, então é bom saber os detalhes, mesmos os mais difíceis de engolir.
No próprio orkut escrevi "livro transplante" e busquei por tópicos, e para minha alegria, encontrei o Rubem, inclusive peço permissão de chamá-lo assim, pelo próprio nome, pois me identifiquei tanto com ele, que considero um grande amigo mesmo tendo trocado 2 ou 3 e-mails (apenas para pedir autorização de divulgar o livro aqui no Casos Renais). Enfim,  eu não li, eu simplesmente DEVOREI o livro. Percebi que os medos que eu tinha, o Rubem teve também quando fazia hemodiálise, os medos que tenho a respeito do transplante, ele também teve, me emocionei em diversas passagens, dei risada em outras, e aprendi muitas coisas que nem passavam pela minha cabeça, e conclui que todo renal crônico tem os mesmos medos, as mesmas cismas, que temos mais coisas em comum do que somente a doença.
O interessante do livro, é que no caso, o transplante dele foi feito com doador vivo, então as pessoas que sentem duvida se querem ser ou não ser doadoras  de algum orgão para um ente querido, basta ler o livro, lá ele não esconde nenhum detalhe, tanto da parte dele, quanto a da doadora.
Recomendo e MUITO a leitura desse livro, principalmente para quem esta confuso em relação ao tratamento ou quer se informar melhor para ajudar um amigo/familiar.

Rubem, você é uma pessoa maravilhosa, o fato de você usar boa parte do seu tempo para escrever esse livro sem a intenção de lucrar com isso, já que você o disponibiliza gratuitamente pelo site, ganhou minha admiração, meu respeito e principalmente meu carinho. Obrigada por compartilhar suas experiências. Que Deus te ilumine sempre e ilumine também sua doadora.

Quem quiser ler o livro dele, basta acessar o site http://www.rubemmyrrha.com/ que tem o link para baixar o livro em formato PDF.

Sempre uma esperança...

Estou para falar deste livro há meses. Eu o li pouco tempo depois que descobri que precisava de um transplante renal, e apesar de já ter me inscrito na fila de transplante, eu estava em duvidas se queria mesmo optar pelo transplante ou ficar somente na hemodiálise, já que não passava mal, saia da sessão como entrava, sem problema algum.
Eu precisava conversar com algum transplantado, ter algum contato com o "outro lado" do tratamento, mas na clinica nenhum transplantado aparecia para mostrar que era uma boa ou uma má opção. A necessidade de saber o que sente, como é, o que vem antes, o que acontece durante e como reagir depois, me levou a buscar na internet o que não conseguia pessoalmente, eu necessitava mesmo de exemplos, ter provas de que o transplante era a melhor opção. 
Procurei com cautela, pois a internet é uma faca de dois gumes, você pode encontrar muita informação boa e verídica, mas também pode encontrar informações errôneas e individuais, de casos que normalmente não acontecem e infelizmente até inventados por pessoas desocupadas.
Pensei em entrar em contato com os transplantados pelo orkut, mas fiquei com muito medo de ler os tópicos que existiam nas comunidades, era muita informação para ser digerida de uma vez, então comecei a procurar um livro de alguém que contasse como foi sua experiência, e que escrevesse de forma natural e não escondesse o lado bom e o lado ruim, pois se temos que passar por essa experiência, então é bom saber os detalhes, mesmos os mais difíceis de engolir.
No próprio orkut escrevi "livro transplante" e busquei por tópicos, e para minha alegria, encontrei o Rubem, inclusive peço permissão de chamá-lo assim, pelo próprio nome, pois me identifiquei tanto com ele, que considero um grande amigo mesmo tendo trocado 2 ou 3 e-mails (apenas para pedir autorização de divulgar o livro aqui no Casos Renais). Enfim,  eu não li, eu simplesmente DEVOREI o livro. Percebi que os medos que eu tinha, o Rubem teve também quando fazia hemodiálise, os medos que tenho a respeito do transplante, ele também teve, me emocionei em diversas passagens, dei risada em outras, e aprendi muitas coisas que nem passavam pela minha cabeça, e conclui que todo renal crônico tem os mesmos medos, as mesmas cismas, que temos mais coisas em comum do que somente a doença.
O interessante do livro, é que no caso, o transplante dele foi feito com doador vivo, então as pessoas que sentem duvida se querem ser ou não ser doadoras  de algum orgão para um ente querido, basta ler o livro, lá ele não esconde nenhum detalhe, tanto da parte dele, quanto a da doadora.
Recomendo e MUITO a leitura desse livro, principalmente para quem esta confuso em relação ao tratamento ou quer se informar melhor para ajudar um amigo/familiar.

Rubem, você é uma pessoa maravilhosa, o fato de você usar boa parte do seu tempo para escrever esse livro sem a intenção de lucrar com isso, já que você o disponibiliza gratuitamente pelo site, ganhou minha admiração, meu respeito e principalmente meu carinho. Obrigada por compartilhar suas experiências. Que Deus te ilumine sempre e ilumine também sua doadora.

Quem quiser ler o livro dele, basta acessar o site http://www.rubemmyrrha.com/ que tem o link para baixar o livro em formato PDF.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Anemia na Insuficiência Renal

A anemia é freqüentemente observada em pacientes com insuficiência renal crônica, sendo responsável por grande parte das queixas desses pacientes. A anemia, quando não tratada, está associada a diversas complicações, dentre elas, as doenças cardíacas. O coração do paciente com anemia tem que “trabalhar” mais, e esse excesso de trabalho pode levar ao desenvolvimento ou à piora das doenças cardíacas. Informe-se! com seu médico sobre essas possiveis complicações. Outras complicações, tais como atraso no crescimento em crianças, disfunções sexuais, diminuição da capacidade de realizar exercícios, diminuição da defesa do organismo (imunidade), estão também associadas à presença de anemia. Desse modo, se você estiver sentindo cansaço aos esforços, indisposição, fraqueza ou tontura, comunique seu médico.

Qual a relação entre o rim e a anemia?
O rim produz um hormônio chamado eritropoetina (EPO), que estimula a produção de glóbulos vermelhos do sangue. O mau funcionamento dos rins diminui a formação desse hormônio, causando anemia.  Para que os glóbulos vermelhos sejam formados corretamente, outros elementos, tais como vitamina B, ácido fólico e principalmente o ferro, devem estar presentes em quantidades corretas, pois são a “matéria-prima” para a “construção” do sangue. Além disso, existem outros fatores que contribuem para o aparecimento ou piora da anemia, tais como perda de sangue, infecção, hiperparatiroidismo e diálise inadequada, entre outros. Avise seu médico sempre que tiver qualquer perda de sangue nas fezes, na diálise ou quando menstruar. É importante que você e seus familiares saibam que a diminuição de eritropoetina e de ferro é a principal responsável pela anemia de quem faz diálise.

Quando tratar a anemia?
A anemia é detectada quando os níveis de hemoglobina e hematócrito estão baixos. Esses exames são realizados obrigatoriamente nas Unidades de Diálise todos os meses. Os pacientes em diálise devem manter a hemoglobina entre 11 e 12 g/dl; e o hematócrito entre 33% e 36%. Pacientes com níveis inferiores a esses devem ser tratados. Entretanto, é importante lembrar que alguns pacientes não apresentam anemia e, portanto, não precisam de tratamento. Procure acompanhar os resultados de seus exames, assim você poderá entender e participar ativamente do seu tratamento.

Como tratar a anemia?
O tratamento da anemia deve ser feito com a reposição de eritropoetina, ferro, complexo B e ácido fólico. Sua participação é fundamental para o sucesso do tratamento. A dispensação de eritropoetina e do ferro endovenoso é rigorosamente controlada pela Secretaria da Saúde. Cada região do país tem um processo para liberar esses medicamentos aos pacientes com indicação de usá-los. O processo de liberação tem validade de apenas três meses, por isso, deve ser sempre renovado pelo médico responsável por sua diálise. Procure informações na sua Unidade de Diálise sobre como e onde receber essas medicações. A reposição de eritropoetina, na maioria das vezes, é feita por via subcutânea, conforme a prescrição do médico. Em algumas situações especiais esse medicamento pode ser administrado por via endovenosa (na veia).  Existem atualmente no Brasil dois tipos de eritropoetina. Você deve ter muito cuidado com o armazenamento dessas medicações, pois uma delas deve ser conservada em geladeira. E não esqueça que para levar essa eritropoetina de casa para a Diálise, você deverá colocá-la em um isopor com gelo. Se necessário, tire suas dúvidas com o seu médico ou com a enfermeira. Em pacientes que fazem hemodiálise, a necessidade de reposição de ferro é geralmente grande, devendo ser feita preferencialmente por via endovenosa. A utilização de comprimidos de ferro não é indicada, pois tomar muitos desses comprimidos pode causar irritação no estômago (gastrite) e obstipação intestinal. Nos pacientes em diálise peritoneal (CAPD ou APD), a necessidade de ferro é menor e, eventualmente, eles podem se beneficiar do uso de comprimidos de ferro. Não fique surpreso ou preocupado se seu médico suspender ou diminuir a dose de eritropoetina temporariamente. Quando a hemoglobina e o hematócrito estiverem acima do recomendado, alguns problemas, como trombose de fístula, piora da eficiência da diálise e hipertensão, podem ocorrer.  O uso do ferro também pode ser suspenso quando a reserva do ferro no organismo estiver alta. Além disso, sugere-se suspender o ferro na presença de infecção. O complexo B e o ácido fólico devem ser tomados diariamente. Além de serem importantes para a produção de sangue, essas vitaminas também ajudam a evitar doenças do coração. Lembre-se de tomá-las. Como você viu, várias complicações da insuficiência renal estão associadas à presença da anemia. Mas agora você sabe que existe um tratamento eficiente e como sua participação é importante. Tratando corretamente a anemia você sentirá maior disposição para o trabalho e estudos, para caminhar ou mesmo fazer exercícios. Você terá também diálises mais tranqüilas e com isso comerá e dormirá melhor. Não esqueça: o tratamento correto da anemia melhora muito a sua qualidade de vida.
Fonte da informação: http://www.inteligentesite.com.br

Nota Pessoal:
Em algumas clinicas, a eritropoetina e outros medicamentos de alto custo são armazenados na própria clinica, não existindo a necessidade do paciente transportar a medicação para clinica, o que facilita e garante a qualidade do medicamento, pois devem ser mantidos em temperatura  e ambientes adequados e às vezes no transporte casa/clinica o remédio pode perder a qualidade por ser mal armazenado.

Anemia na Insuficiência Renal

A anemia é freqüentemente observada em pacientes com insuficiência renal crônica, sendo responsável por grande parte das queixas desses pacientes. A anemia, quando não tratada, está associada a diversas complicações, dentre elas, as doenças cardíacas. O coração do paciente com anemia tem que “trabalhar” mais, e esse excesso de trabalho pode levar ao desenvolvimento ou à piora das doenças cardíacas. Informe-se! com seu médico sobre essas possiveis complicações. Outras complicações, tais como atraso no crescimento em crianças, disfunções sexuais, diminuição da capacidade de realizar exercícios, diminuição da defesa do organismo (imunidade), estão também associadas à presença de anemia. Desse modo, se você estiver sentindo cansaço aos esforços, indisposição, fraqueza ou tontura, comunique seu médico.

Qual a relação entre o rim e a anemia?
O rim produz um hormônio chamado eritropoetina (EPO), que estimula a produção de glóbulos vermelhos do sangue. O mau funcionamento dos rins diminui a formação desse hormônio, causando anemia.  Para que os glóbulos vermelhos sejam formados corretamente, outros elementos, tais como vitamina B, ácido fólico e principalmente o ferro, devem estar presentes em quantidades corretas, pois são a “matéria-prima” para a “construção” do sangue. Além disso, existem outros fatores que contribuem para o aparecimento ou piora da anemia, tais como perda de sangue, infecção, hiperparatiroidismo e diálise inadequada, entre outros. Avise seu médico sempre que tiver qualquer perda de sangue nas fezes, na diálise ou quando menstruar. É importante que você e seus familiares saibam que a diminuição de eritropoetina e de ferro é a principal responsável pela anemia de quem faz diálise.

Quando tratar a anemia?
A anemia é detectada quando os níveis de hemoglobina e hematócrito estão baixos. Esses exames são realizados obrigatoriamente nas Unidades de Diálise todos os meses. Os pacientes em diálise devem manter a hemoglobina entre 11 e 12 g/dl; e o hematócrito entre 33% e 36%. Pacientes com níveis inferiores a esses devem ser tratados. Entretanto, é importante lembrar que alguns pacientes não apresentam anemia e, portanto, não precisam de tratamento. Procure acompanhar os resultados de seus exames, assim você poderá entender e participar ativamente do seu tratamento.

Como tratar a anemia?
O tratamento da anemia deve ser feito com a reposição de eritropoetina, ferro, complexo B e ácido fólico. Sua participação é fundamental para o sucesso do tratamento. A dispensação de eritropoetina e do ferro endovenoso é rigorosamente controlada pela Secretaria da Saúde. Cada região do país tem um processo para liberar esses medicamentos aos pacientes com indicação de usá-los. O processo de liberação tem validade de apenas três meses, por isso, deve ser sempre renovado pelo médico responsável por sua diálise. Procure informações na sua Unidade de Diálise sobre como e onde receber essas medicações. A reposição de eritropoetina, na maioria das vezes, é feita por via subcutânea, conforme a prescrição do médico. Em algumas situações especiais esse medicamento pode ser administrado por via endovenosa (na veia).  Existem atualmente no Brasil dois tipos de eritropoetina. Você deve ter muito cuidado com o armazenamento dessas medicações, pois uma delas deve ser conservada em geladeira. E não esqueça que para levar essa eritropoetina de casa para a Diálise, você deverá colocá-la em um isopor com gelo. Se necessário, tire suas dúvidas com o seu médico ou com a enfermeira. Em pacientes que fazem hemodiálise, a necessidade de reposição de ferro é geralmente grande, devendo ser feita preferencialmente por via endovenosa. A utilização de comprimidos de ferro não é indicada, pois tomar muitos desses comprimidos pode causar irritação no estômago (gastrite) e obstipação intestinal. Nos pacientes em diálise peritoneal (CAPD ou APD), a necessidade de ferro é menor e, eventualmente, eles podem se beneficiar do uso de comprimidos de ferro. Não fique surpreso ou preocupado se seu médico suspender ou diminuir a dose de eritropoetina temporariamente. Quando a hemoglobina e o hematócrito estiverem acima do recomendado, alguns problemas, como trombose de fístula, piora da eficiência da diálise e hipertensão, podem ocorrer.  O uso do ferro também pode ser suspenso quando a reserva do ferro no organismo estiver alta. Além disso, sugere-se suspender o ferro na presença de infecção. O complexo B e o ácido fólico devem ser tomados diariamente. Além de serem importantes para a produção de sangue, essas vitaminas também ajudam a evitar doenças do coração. Lembre-se de tomá-las. Como você viu, várias complicações da insuficiência renal estão associadas à presença da anemia. Mas agora você sabe que existe um tratamento eficiente e como sua participação é importante. Tratando corretamente a anemia você sentirá maior disposição para o trabalho e estudos, para caminhar ou mesmo fazer exercícios. Você terá também diálises mais tranqüilas e com isso comerá e dormirá melhor. Não esqueça: o tratamento correto da anemia melhora muito a sua qualidade de vida.
Fonte da informação: http://www.inteligentesite.com.br

Nota Pessoal:
Em algumas clinicas, a eritropoetina e outros medicamentos de alto custo são armazenados na própria clinica, não existindo a necessidade do paciente transportar a medicação para clinica, o que facilita e garante a qualidade do medicamento, pois devem ser mantidos em temperatura  e ambientes adequados e às vezes no transporte casa/clinica o remédio pode perder a qualidade por ser mal armazenado.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Um poema...

"O dia mais belo: hoje
A coisa mais fácil: errar
O maior obstáculo: o medo
O maior erro: o abandono
A raiz de todos os males: o egoísmo
A distração mais bela: o trabalho
A pior derrota: o desânimo
Os melhores professores: as crianças
A primeira necessidade: comunicar-se
O que traz felicidade: ser útil aos demais
O pior defeito: o mau humor
A pessoa mais perigosa: a mentirosa
O pior sentimento: o rancor
O presente mais belo: o perdão
o mais imprescindível: o lar
A rota mais rápida: o caminho certo
A sensação mais agradável: a paz interior
A maior proteção efetiva: o sorriso
O maior remédio: o otimismo
A maior satisfação: o dever cumprido
A força mais potente do mundo: a fé
As pessoas mais necessárias: os pais
A mais bela de todas as coisas: O AMOR!
"
(Madre Tereza de Calcutá)


Independente de religião é ou não é um dos textos mais sábios que uma pessoa poderia escrever? Simples e objetivo.

Um poema...

"O dia mais belo: hoje
A coisa mais fácil: errar
O maior obstáculo: o medo
O maior erro: o abandono
A raiz de todos os males: o egoísmo
A distração mais bela: o trabalho
A pior derrota: o desânimo
Os melhores professores: as crianças
A primeira necessidade: comunicar-se
O que traz felicidade: ser útil aos demais
O pior defeito: o mau humor
A pessoa mais perigosa: a mentirosa
O pior sentimento: o rancor
O presente mais belo: o perdão
o mais imprescindível: o lar
A rota mais rápida: o caminho certo
A sensação mais agradável: a paz interior
A maior proteção efetiva: o sorriso
O maior remédio: o otimismo
A maior satisfação: o dever cumprido
A força mais potente do mundo: a fé
As pessoas mais necessárias: os pais
A mais bela de todas as coisas: O AMOR!
"
(Madre Tereza de Calcutá)


Independente de religião é ou não é um dos textos mais sábios que uma pessoa poderia escrever? Simples e objetivo.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Solo Sagrado


Quando fiquei doente, pensei que nunca mais iria ver essas cenas. Só indo para entender como esse lugar é mágico, e faz o nosso corpo, mente e alma entrar em sintonia, parece que tudo volta a funcionar em equilíbrio. Levou quase 1 ano e 3 meses, mas consegui novamente ir para o "meu cantinho de paz".





















Não existe lugar no mundo que eu ame tanto ficar do que no Solo Sagrado, e graças a Deus ele esta a uns 40 minutos de distancia da minha casa. É o lugar onde eu encontro paz, recarrego as minhas energias, entro em contato comigo e com Deus. Para quem não conhece, recomendo muito ir. E que bom que consegui ir lá mais uma vez.

Nota pessoal: O Solo Sagrado é um templo da igreja Messiânica, contudo, você não precisa ser membro da igreja para entrar lá. Quem tem interesse em conhecer acesse: http://solosagrado.org.br/ ou pode entrar em contato comigo que eu explico direitinho como chegar lá :)

Solo Sagrado


Quando fiquei doente, pensei que nunca mais iria ver essas cenas. Só indo para entender como esse lugar é mágico, e faz o nosso corpo, mente e alma entrar em sintonia, parece que tudo volta a funcionar em equilíbrio. Levou quase 1 ano e 3 meses, mas consegui novamente ir para o "meu cantinho de paz".





















Não existe lugar no mundo que eu ame tanto ficar do que no Solo Sagrado, e graças a Deus ele esta a uns 40 minutos de distancia da minha casa. É o lugar onde eu encontro paz, recarrego as minhas energias, entro em contato comigo e com Deus. Para quem não conhece, recomendo muito ir. E que bom que consegui ir lá mais uma vez.

Nota pessoal: O Solo Sagrado é um templo da igreja Messiânica, contudo, você não precisa ser membro da igreja para entrar lá. Quem tem interesse em conhecer acesse: http://solosagrado.org.br/ ou pode entrar em contato comigo que eu explico direitinho como chegar lá :)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Um novo dia...

Além de problemas para caminhar e fazer o que eu quero sem depender de ninguém eu devo estar com algum problema psiquiátrico, pois meu humor anda muito alterado, eu já tentei ajuda por remédios, mas acho que a melhor ajuda tem que ser eu criar uma força de vontade GIGANTESCA e espantar maus pensamentos sempre que eles vierem e ignorar as conversas de pessoas ignorantes e mal informadas.

O texto anterior foi um desabafo de um sentimento que estava presente no momento, por isso acho importante não deletar ele, nem tudo são flores, mas não vou deixar que tudo vire espinho.

Deixo uma musica linda, que me ajuda a tocar a vida...
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=QVmAUVvy2TA?rel=0&hd=1]

Quem tem preconceito contra pessoas doentes, de raça diferente, pessoas que não tem o pensamente que você tem, que não segue a mesma religião, que não é da mesma cor, que tem uma opção sexual diferente da tradicional, que não tem o tipo físico que são "sugeridos" pela midia como perfeição, ou seja, que não partilha do que a maioria acha "certo", por favor, mantenha a distancia, ou abra sua mente, porque ninguém nasceu igual a ninguém, e muitas pessoas não escolheram ser o que são, mas tiveram e tem que aceitar o que são

Cada um sabe a dor e a delicia de ser o que é.

Um novo dia...

Além de problemas para caminhar e fazer o que eu quero sem depender de ninguém eu devo estar com algum problema psiquiátrico, pois meu humor anda muito alterado, eu já tentei ajuda por remédios, mas acho que a melhor ajuda tem que ser eu criar uma força de vontade GIGANTESCA e espantar maus pensamentos sempre que eles vierem e ignorar as conversas de pessoas ignorantes e mal informadas.

O texto anterior foi um desabafo de um sentimento que estava presente no momento, por isso acho importante não deletar ele, nem tudo são flores, mas não vou deixar que tudo vire espinho.

Deixo uma musica linda, que me ajuda a tocar a vida...


Quem tem preconceito contra pessoas doentes, de raça diferente, pessoas que não tem o pensamente que você tem, que não segue a mesma religião, que não é da mesma cor, que tem uma opção sexual diferente da tradicional, que não tem o tipo físico que são "sugeridos" pela midia como perfeição, ou seja, que não partilha do que a maioria acha "certo", por favor, mantenha a distancia, ou abra sua mente, porque ninguém nasceu igual a ninguém, e muitas pessoas não escolheram ser o que são, mas tiveram e tem que aceitar o que são

Cada um sabe a dor e a delicia de ser o que é.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Resultado dos Exames...

PRE HEMODIALISE:
Hemoglobina: 10,2

Hematocrito: 31,2

Ureia: 121,9
Creatinina: 11,8
Calcio Ionico: 1,28

Fosforo: 4,7
Potassio: 5,0
TGP: 68
HBsAG: Não Reagente
ANTI-Hbs: Reagente (Leitura 277,8)


POS HEMODIALISE:
Ureia: 30,8
NOTA: ANTI-HBs: Reagente quando esse exame acusa que esta "reagente" significa que existe imunidade para Hepatite B. No caso, eu tive que tomar 5x a vacina para pegar a imunidade, demorei, mas consegui.


Resultado dos Exames...

Hemoglobina: 10,2
Hematocrito: 31,2


Ureia: 121,9
Creatinina: 11,8

Calcio Ionico: 1,28

Fosforo: 4,7
Potassio: 5,0
TGP: 68

HBsAG: Não Reagente
ANTI-Hbs: Reagente (Leitura 277,8)

PÓS HEMODIALISE:

Ureia: 30,8

NOTA: ANTI-HBs: Reagente quando esse exame acusa que esta "reagente" significa que existe imunidade para Hepatite B. No caso, eu tive que tomar 5x a vacina para pegar a imunidade, demorei, mas consegui.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Eu sobrevivo, mas não vivo...

(Os que buscam somente palavras otimistas, por favor, pulem esse texto e vá ao próximo)

Minha pressão atual esta 7x5, estou digitando rápido apenas para registrar alguns detalhes.
Eu acabei de assistir um programa na MTV chamado TrueLife, e o tema era "Eu preciso de um transplante". No caso uma menina de 20 e poucos anos, renal crônica que iria transplantar, pois a mãe iria doar um rim a ela, e um rapaz também com 20 e poucos anos (eu acho) que estava com leucemia, e depois de tanta quimioterapia, precisou de um transplante de medula, onde seu irmão seria o doador. O programa foi emocionante, quase chorei, pois a menina que iria transplantar, já havia transplantado antes, mas perdeu o rim, pois parou de tomar os remédios necessários para manter o rim transplantado funcionando. O rapaz iria receber a medula do irmão., e o medico falando que ele tinha 50% de chance de sobreviver se fizesse o transplante e 90% a 100% de chance de morrer se não fizesse o transplante. Eu fiquei um pouco magoada por ver que a menina não se cuidou, e ainda teve uma segunda chance de receber um novo órgão, fiquei pensando, uns tem muito e outros nada tem.
Ambos fizeram o transplante e deu tudo certo, então quis procurar o vídeo do programa, eu queria disponibilizar aqui, mas na busca acabei descobrindo algo que me deixou abalada, o rapaz que fez o transplante de medula acabou falecendo meses após o transplante. Fiquei revoltada novamente, pois era um rapaz otimista, que nada havia feito para prejudicar o próprio corpo, como fez a menina, que praticamente desperdiçou um órgão. E ele morreu, enquanto a menina até onde eu consegui informação, esta viva. Achei injusto, mas parei para pensar. O primeiro transplante da menina foi aos 13 anos, que pessoa nessa idade vai ter real ciência da importância de tomar todos os remédios que eram necessários. Acredito que nesta idade a obrigação de certificar que a menina estivesse tomando o medicamento corretamente seria dos pais. Enfim, acabei entendendo um pouco o que a menina fez com ela mesma. Mas ainda continuo pensando, por que alguns têm tanto, não dão valor, não aproveitam, parece até que brincam com a vida, enquanto muitos que sonham, se dedicam, querem com toda a vontade do mundo ser, ter, fazer, e não tem absolutamente nada. A menina brincou com a vida esta viva, o rapaz que tanto valorizou a dele, não esta mais aqui.

Isso me chateia...

Daqui alguns dias eu faço 28 anos, não terminei meus estudos,  quase não viajei na vida, não comprei um carro, não comecei a pensar em uma casa própria (e provavelmente nem condição pra isso vou ter), e de forma alguma posso pensar em construir uma família. Há poucos dias o cachorro do vizinho foi sacrificado pois estava doente (mas já estava velhinho) e eu fiquei muito abalada e descobri que nem um cachorro vou poder ter, pois não tenho equilíbrio emocional para dizer adeus a um animal se um dia for necessário. E as pessoas me dizem "que bom que você ficou doente nova, pois você vai conseguir agüentar mais fácil", eu detesto ouvir isso, pois quem fica renal crônico com seus 60, 70 anos, conseguiu ir estudar, ter o seu carro, sua casa e sua família, e se não tem nada disso, pelo menos teve tempo de ir atrás de tudo isso. Se eu chegar aos 60, 70 anos, eu vou estar muito mais debilitada que os que descobriram com 60, 70 anos, então, por favor, TENHAM TATO QUANDO CONVERSAR COM UM RENAL CRONICO.

Desculpem, hoje estou revoltada.

Eu sobrevivo, mas não vivo...

(Os que buscam somente palavras otimistas, por favor, pulem esse texto e vá ao próximo)

Minha pressão atual esta 7x5, estou digitando rápido apenas para registrar alguns detalhes.
Eu acabei de assistir um programa na MTV chamado TrueLife, e o tema era "Eu preciso de um transplante". No caso uma menina de 20 e poucos anos, renal crônica que iria transplantar, pois a mãe iria doar um rim a ela, e um rapaz também com 20 e poucos anos (eu acho) que estava com leucemia, e depois de tanta quimioterapia, precisou de um transplante de medula, onde seu irmão seria o doador. O programa foi emocionante, quase chorei, pois a menina que iria transplantar, já havia transplantado antes, mas perdeu o rim, pois parou de tomar os remédios necessários para manter o rim transplantado funcionando. O rapaz iria receber a medula do irmão., e o medico falando que ele tinha 50% de chance de sobreviver se fizesse o transplante e 90% a 100% de chance de morrer se não fizesse o transplante. Eu fiquei um pouco magoada por ver que a menina não se cuidou, e ainda teve uma segunda chance de receber um novo órgão, fiquei pensando, uns tem muito e outros nada tem.
Ambos fizeram o transplante e deu tudo certo, então quis procurar o vídeo do programa, eu queria disponibilizar aqui, mas na busca acabei descobrindo algo que me deixou abalada, o rapaz que fez o transplante de medula acabou falecendo meses após o transplante. Fiquei revoltada novamente, pois era um rapaz otimista, que nada havia feito para prejudicar o próprio corpo, como fez a menina, que praticamente desperdiçou um órgão. E ele morreu, enquanto a menina até onde eu consegui informação, esta viva. Achei injusto, mas parei para pensar. O primeiro transplante da menina foi aos 13 anos, que pessoa nessa idade vai ter real ciência da importância de tomar todos os remédios que eram necessários. Acredito que nesta idade a obrigação de certificar que a menina estivesse tomando o medicamento corretamente seria dos pais. Enfim, acabei entendendo um pouco o que a menina fez com ela mesma. Mas ainda continuo pensando, por que alguns têm tanto, não dão valor, não aproveitam, parece até que brincam com a vida, enquanto muitos que sonham, se dedicam, querem com toda a vontade do mundo ser, ter, fazer, e não tem absolutamente nada. A menina brincou com a vida esta viva, o rapaz que tanto valorizou a dele, não esta mais aqui.

Isso me chateia...

Daqui alguns dias eu faço 28 anos, não terminei meus estudos,  quase não viajei na vida, não comprei um carro, não comecei a pensar em uma casa própria (e provavelmente nem condição pra isso vou ter), e de forma alguma posso pensar em construir uma família. Há poucos dias o cachorro do vizinho foi sacrificado pois estava doente (mas já estava velhinho) e eu fiquei muito abalada e descobri que nem um cachorro vou poder ter, pois não tenho equilíbrio emocional para dizer adeus a um animal se um dia for necessário. E as pessoas me dizem "que bom que você ficou doente nova, pois você vai conseguir agüentar mais fácil", eu detesto ouvir isso, pois quem fica renal crônico com seus 60, 70 anos, conseguiu ir estudar, ter o seu carro, sua casa e sua família, e se não tem nada disso, pelo menos teve tempo de ir atrás de tudo isso. Se eu chegar aos 60, 70 anos, eu vou estar muito mais debilitada que os que descobriram com 60, 70 anos, então, por favor, TENHAM TATO QUANDO CONVERSAR COM UM RENAL CRONICO.

Desculpem, hoje estou revoltada.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Diálise Peritoneal

Diálise peritoneal é o processo de depuração do sangue no qual a transferência de solutos e líquidos ocorre através de uma membrana semipermeável (o peritônio) que separa dois compartimentos. Um deles é a cavidade abdominal, onde está contida a solução de diálise; o outro é o capilar peritoneal, onde se encontra o sangue com excesso de escórias nitrogenadas, potássio e outras substâncias. O peritônio age como um filtro, permitindo a transferência de massa entre os dois compartimentos. Consiste em uma membrana semipermeável, heterogênea e com múltiplos poros de diferentes tamanhos.

A diálise peritoneal é uma terapia de substituição renal.

Diálise peritoneal passo-a-passo
A solução de diálise é introduzida na cavidade abdominal através de um cateter, onde permanece por um determinado tempo para que ocorram as trocas entre a solução e o sangue (esse processo é chamado de permanência). De um modo geral, as escórias nitrogenadas e líquidos passam do sangue para a solução de diálise, a qual é posteriormente drenada da cavidade peritoneal. Após isso, uma nova solução é infundida, repetindo assim o processo dialítico e dando início a um novo ciclo de diálise.

Portanto, cada ciclo de diálise peritoneal (conhecido como troca) possui três fases: infusão, permanência e drenagem. O número de trocas ou ciclos realizados por dia, assim como o tempo de permanência e drenagem, dependem da modalidade de diálise peritoneal escolhida de acordo com as características clínicas de cada paciente.

Mecanismos de transferência de massas
    * Difusão: solutos urêmicos e potássio, difundem-se do sangue do capilar peritoneal para a solução de diálise, obedecendo a um gradiente de concentração; enquanto que o cálcio, glicose e lactato, difundem-se da cavidade para o sangue em uma escala menor.
    * Ultrafiltração: a osmolaridade mais elevada da solução de diálise gera uma ultrafiltração de água e solutos do sangue para a cavidade abdominal através do peritônio (processo chamado de ultrafiltração osmótica).
    * Absorção: há uma absorção constante de soluto e água da cavidade abdominal através dos vasos linfáticos do peritônio.

Modalidades de diálise peritoneal
    * Diálise Peritoneal Intermitente (DPI): o tratamento é dado durante 24 a 48 horas, em ambiente hospitalar, com troca a cada 1 ou 2 horas, e com freqüência de 2 vezes por semana. Pode ser feita manualmente ou por cicladora. Indicada em pacientes com alta permeabilidade, função renal residual significativa e alguns casos de IRA.
    * Diálise Peritoneal Ambulatorial Contínua (CAPD): nessa modalidade o abdome fica sempre preenchido com líquido, normalmente são feitas 4 trocas por dia e é a mais adequada para a maioria dos pacientes.
    * Diálise Peritoneal Noturna (NIPD): a diálise é realizada a noite pela cicladora, enquanto o paciente dorme, por um período de 8 a 10 horas. Durante o dia a cavidade abdominal fica vazia
    * Diálise Peritoneal Contínua por Cicladora (CCPD): as trocas são feitas durante a noite pela cicladora e durante o dia a cavidade abdominal permanece com líquido de diálise.
    * CCPD com troca manual: uma ou mais trocas extras são realizadas durante o dia para melhor adequação do paciente.

Conceitos
    * Diálise peritoneal manual: as trocas são realizadas manualmente pelo paciente ou por terceiros com treinamento prévio. Exemplo: CAPD
    * Diálise peritoneal automática: as trocas são feitas por um dispositivo mecânico chamado cicladora, a qual é previamente programada para realizar as trocas de acordo com as necessidades de cada paciente. Exemplos: NIPD, CCPD, DPI por cicladora.
    * Diálise intermitente: é quando ocorrem intervalos entre as diálises, ou seja, durante determinado período a cavidade abdominal fica vazia, não ocorrendo o processo dialítico. Exemplos: NIPD, DPI.
    * Diálise contínua: nesse modo, ocorre diálise sem interrupção durante 24 horas por dia. Dessa forma o abdome fica sempre preenchido por líquido de diálise. Exemplos: CCPD, CAPD.

Fonte da informação: http://pt.wikipedia.org/


Como realizar a diálise peritoneal?
A diálise peritoneal pode ser realizada em casa, no trabalho, na escola ou mesmo durante sua viagem de férias. Ela utiliza uma membrana semipermeável que existe dentro do corpo, como um filtro natural.
Este filtro é o peritônio, uma membrana que reste o abdômen. Ela envolve e protege os órgãos internos do corpo, sendo uma área ricamente vascularizada, ideal para realizar a diálise.

Acesso Peritoneal: através de uma pequena cirurgia, um cateter (tubo flexível biocompatível) é implantado no abdômen e permite que a solução de diálise entre e saia da cavidade peritoneal. O cateter é permanente e indolor.
Para a realização da terapia, a solução de diálise é infundida na cavidade peritoneal por meio de um cateter. Uma pequena parte do cateter fica externo ao abdômen, sendo o veículo de comunicação entre a cavidade peritoneal e as bolsas de solução de diálise. O volume de solução a ser infundido varia de acordo com a área de superfície corpórea do paciente, isto é, o tamanho de cada pessoa.
A diálise acontece na presença da solução na cavidade peritoneal. O excesso de água e as substâncias tóxicas que saem do sangue, passam através da membrana peritoneal e ficam acumulados na solução de diálise.
Após algum período (4 a 6 horas), a solução de diálise precisa ser trocada, por estar cheia de substâncias tóxicas e água. Quando isso ocorre, o líquido antigo é drenado e uma nova solução de diálise é infundida.
A Diálise Peritoneal é um tratamento lento, natural e contínuo, realizado diariamente (nas 24 horas), assemelha-se ao funcionamento do rim. A remoção de líquido e toxinas ocorrem normalmente, sem intercorrências clínicas que necessitem de visitas e cuidados diários dos profissionais dos hospitais ou centros de diálise.


Quais são as modalidade da Diálise Peritoneal Contínua Domiciliar?
A Diálise Peritoneal pode ser feita manualmente pelo paciente durante o dia, denominada Diálise Peritoneal Ambulatorial Contínua – DPAC, ou com ajuda de uma pequena máquina cicladora. Essa modalidade é chamada de Diálise Peritoneal Automatizada – DPA.
Os dois métodos de Diálise Peritoneal podem ser eficazes. Discuta com sua equipe clínica renal qual é o método mais indicado para você.


Diálise Peritoneal Ambulatorial Contínua (DPAC)
É uma alternativa da Terapia Renal Substitutiva que existe no Brasil desde 1980. A DPAC permite a realização da diálise no seu domicílio em todo o território nacional, sem restrição de raça, idade ou condição social. Antes de ingressar na DPAC: o paciente e seus familiares passam por um período de treinamento realizado pelo enfermeiro da Unidade de Diálise, durante o qual serão capacitados para realizar as trocas de bolsas de solução de DPAC, cuidados com o cateter e a identificar eventuais complicações que podem ocorrer no tratamento.
A DPAC permite drenar e infundir por gravidade, a solução de diálise na cavidade peritoneal, usando bolsas plásticas conectadas ao sistema de equipo em “Y”.
O sistema de DPAC O sistema de troca de bolsas de DPAC utiliza um equipo em “Y” conectado a 2 bolsas plásticas, uma vazia e outra contendo a solução de diálise.
A bolsa cheia contendo a solução de diálise é infundida e a bolsa vazia é usada para drenar a solução antiga que estava na cavidade peritoneal.
Da mesma forma que diversas doenças podem dar origem à perda total da função renal, o peso e a altura diferem de um paciente para outro e a prescrição de DPAC varia no número de trocas de bolsas e volume de solução a ser infundido.
Normalmente, são realizadas 4 trocas de bolsas diariamente, que podem ser adaptadas aos horários e estilo de vida do paciente.
O procedimento de troca leva aproximadamente 30 minutos, ou seja, as trocas podem ser feitas pela manhã antes de sair de casa, no almoço, à tardinha e à noite antes de dormir.
No período de permanência da solução dentro do abdômen, aproximadamente 4 – 6 horas, a membrana peritoneal em contato com a solução de diálise atua como um filtro para o sangue. Após este período, uma nova troca de DPAC é realizada.
Durante o período entre as trocas o paciente fica livre das bolsas, mantendo um pequeno equipo de transferência fechado, fixado e escondido em baixo das roupas.


O que é a Diálise Peritoneal Automática (DPA)
A Diálise Peritoneal Automatizada – DPA, foi regulamentada e custeada pelo SUS – Sistema Único de Saúde – em 1999. Essa diálise também é realizada no peritônio e consiste no uso da membrana peritoneal, do cateter flexível, de bolsas plásticas contendo solução de diálise peritoneal e uma máquina cicladora.
A DPA, permite a realização da diálise no seu domicílio em todo o território nacional, sem restrição de raça, idade ou condição social.


Antes de ingressar na DPA:
 O paciente, familiares e/ou outra pessoa indicada, passam por um período de treinamento, ministrado pelo enfermeiro da Unidade de Diálise. O enfermeiro especialista capacita-os para utilizar a técnica correta de conexão e desconexão do paciente, manipulação do sistema, manuseio da cicladora, cuidados com o cateter e identificação de eventuais complicações associadas à terapia.
A DPA permite drenar e infundir automaticamente, a solução de diálise na cavidade peritoneal. O equipo cassete é utilizado para a infusão e o líquido drenado é levado diretamente ao ralo sanitário através de uma extensão de drenagem.


O sistema de DPA

O médico de equipe clínica renal prescreve a diálise peritoneal conforme as características do paciente: peso, altura e capacidade própria do peritônio em filtrar as toxinas para realização eficiente da DPA.
A enfermeira da equipe insere na máquina cicladora do paciente, de acordo com a prescrição médica, os dados relativos a sua diálise: volume de infusão da solução de diálise, volume total da terapia e tempo total da diálise.
Com base nos dados inseridos, a máquina de DPA monitora e controla automaticamente os ciclos da diálise peritoneal: número de infusões da solução, tempo de permanência na cavidade peritooneal e volume do líquido de cada drenagem.
No procedimento de DPA todas as bolsas de solução que serão utilizadas na terapia são conectadas ao sistema que permite a infusão precisa de volumes que variam de 60 a 3000mL, graças ao uso da cicladora automática.
Geralmente o paciente se conecta à máquina e inicia a diálise. A cicladora controla automaticamente a infusão, permanência e drenagem da solução, guardando na sua memória os registros das últimas terapias realizadas.
Normalmente o volume de infusão da solução por ciclo para um paciente adulto é em torno de 2 litros e o volume total utilizado varia de 8 a 16 litros que podem ser infundidos de 8 a 12 horas durante a noite.
Alguns pacientes podem ficar com a cavidade seca durante o dia, outros permanecem com o líquido na cavidade peritoneal. Em alguns casos se faz necessário o acréscimo de uma ou duas trocas manuais por dia.

Beneficios da Diálise Peritoneal Contínua Domiciliar - CAPD e DPA
    * Diálise mais lenta e estável, maior estabilidade cardíaca, menor variação de peso, e sintomas de remoção excessiva de líquidos, maior controle da pressão arterial e da anemia;
    * Preserva a função renal residual por mais tempo, promovendo uma melhor qualidade de vida e remoção mais eficientes das substancias tóxicas e de líquidos;
    * O paciente é orientado e treinado para realizar seu próprio cuidado em casa;
    * Desejo de independência e liberdade de deslocamentos;
    * Maior flexibilidade de horários para realizar a diálise;
    * Menor deslocamento a clínicas e hospitais, principalmente idosos e pacientes que requerem acompanhantes;
    * Uma única visita ao mês para exames e controle clínico;
    * Maior liberdade de dieta, frutas e líquidos;
    * Possibilidade de retorno das atividades profissionais, escolares e do lar, bem como de lazer (ir à praia, andar de bicicleta, jogar bola);
    * Maior convívio social e familiar;
    * Maior possibilidade de desenvolvimento físico e de crescimento para as crianças;
    * Preservação dos vasos, não necessitando da punção de 6 agulhas semanais para a diálise, acesso peritoneal permanete.
    * Maior liberdade para passeios e viagens longas;

Com a DPA:
    * Redução do número de trocas ao dia;
    * Menor risco de infecções;
  * Ciclos de diálise mais precisos, controlados automaticamente, possibilitando a prescrição de pequenos e grandes volumes.

Limitações da Diálise Peritoneal Contínua Domiciliar - CAPD e DPA
    * Risco de infecção peritoneal - Peritonite devido a cuidados precários com o cateter e alterações no procedimento de troca;
    * Necessidade de auto cuidar-se assumindo o compromisso de quatro trocas por dia na CAPD;
    * Dependência de familiar para realização das trocas no caso de limitações motoras e visuais;
    * Possibilidade de ganho de peso;
    * Necessidade de estocagem de material em casa.

Vivendo com a Diálise Peritoneal
A Diálise Peritoneal Domiciliar é uma opção dialítica para quase todos os pacientes com a Doença Renal Crônica.
Muitos paciente em Diálise Peritoneal retornam às suas atividades sociais e profissionais.
A equipe clínica renal pode orientar o paciente em relação aos diferentes locais de troca (trabalho, escola, domicílio).
Desde que o local esteja limpo, as trocas de bolsas de DPAC podem ser realizadas e os pacientes em DPA podem carregar sua máquina cicladora para o local de férias.
Provisoriamente, os pacientes em DPA podem desejar mudar para DPAC durante sua estada longe de casa ou em circunstâncias especiais.
Esportes e exercícios são importantes também para os pacientes em Diálise Peritoneal, e todos são encorajados a ter uma atividade física. Recomenda-se sempre seguir orientação da equipe clínica antes de iniciar uma nova rotina de exercícios.
Como em qualquer doença crônica, podem existir momentos em que os pacientes se sintam cansados em realizar a diálise.
O mais importante é lembrar que nunca se está sozinho. A doença renal acomete várias pessoas em toda a parte do mundo e sempre existirá uma equipe clínica especializada pronta para dar suporte e orientação, tanto para os pacientes como para seus familiares.
A diálise Peritoneal é um tratamento simples e flexível. Qualquer modalidade escolhida, DPAC ou DPA, é de fácil aprendizado e logo se torna parte de uma rotina diária.
Muitos pacientes são capazes de levar uma vida completamente independente, longe do ambiente hospitalar e se sentem seguros porque sabem que, caso necessitem, sempre há ajuda e orientação de profissionais especializados.


Fonte da informação: Guia da Diálise Peritoneal Baxter (http://www.baxter.com.br)

Como não fiz e nem tive contato com pessoas que fazem ou já fizeram, o texto acima é apenas uma pesquisa que fiz, não posso fornecer detalhes pessoais sobre o assunto.

Diálise Peritoneal

Diálise peritoneal é o processo de depuração do sangue no qual a transferência de solutos e líquidos ocorre através de uma membrana semipermeável (o peritônio) que separa dois compartimentos. Um deles é a cavidade abdominal, onde está contida a solução de diálise; o outro é o capilar peritoneal, onde se encontra o sangue com excesso de escórias nitrogenadas, potássio e outras substâncias. O peritônio age como um filtro, permitindo a transferência de massa entre os dois compartimentos. Consiste em uma membrana semipermeável, heterogênea e com múltiplos poros de diferentes tamanhos.

A diálise peritoneal é uma terapia de substituição renal.

Diálise peritoneal passo-a-passo
A solução de diálise é introduzida na cavidade abdominal através de um cateter, onde permanece por um determinado tempo para que ocorram as trocas entre a solução e o sangue (esse processo é chamado de permanência). De um modo geral, as escórias nitrogenadas e líquidos passam do sangue para a solução de diálise, a qual é posteriormente drenada da cavidade peritoneal. Após isso, uma nova solução é infundida, repetindo assim o processo dialítico e dando início a um novo ciclo de diálise.

Portanto, cada ciclo de diálise peritoneal (conhecido como troca) possui três fases: infusão, permanência e drenagem. O número de trocas ou ciclos realizados por dia, assim como o tempo de permanência e drenagem, dependem da modalidade de diálise peritoneal escolhida de acordo com as características clínicas de cada paciente.

Mecanismos de transferência de massas
    * Difusão: solutos urêmicos e potássio, difundem-se do sangue do capilar peritoneal para a solução de diálise, obedecendo a um gradiente de concentração; enquanto que o cálcio, glicose e lactato, difundem-se da cavidade para o sangue em uma escala menor.
    * Ultrafiltração: a osmolaridade mais elevada da solução de diálise gera uma ultrafiltração de água e solutos do sangue para a cavidade abdominal através do peritônio (processo chamado de ultrafiltração osmótica).
    * Absorção: há uma absorção constante de soluto e água da cavidade abdominal através dos vasos linfáticos do peritônio.

Modalidades de diálise peritoneal
    * Diálise Peritoneal Intermitente (DPI): o tratamento é dado durante 24 a 48 horas, em ambiente hospitalar, com troca a cada 1 ou 2 horas, e com freqüência de 2 vezes por semana. Pode ser feita manualmente ou por cicladora. Indicada em pacientes com alta permeabilidade, função renal residual significativa e alguns casos de IRA.
    * Diálise Peritoneal Ambulatorial Contínua (CAPD): nessa modalidade o abdome fica sempre preenchido com líquido, normalmente são feitas 4 trocas por dia e é a mais adequada para a maioria dos pacientes.
    * Diálise Peritoneal Noturna (NIPD): a diálise é realizada a noite pela cicladora, enquanto o paciente dorme, por um período de 8 a 10 horas. Durante o dia a cavidade abdominal fica vazia
    * Diálise Peritoneal Contínua por Cicladora (CCPD): as trocas são feitas durante a noite pela cicladora e durante o dia a cavidade abdominal permanece com líquido de diálise.
    * CCPD com troca manual: uma ou mais trocas extras são realizadas durante o dia para melhor adequação do paciente.

Conceitos
    * Diálise peritoneal manual: as trocas são realizadas manualmente pelo paciente ou por terceiros com treinamento prévio. Exemplo: CAPD
    * Diálise peritoneal automática: as trocas são feitas por um dispositivo mecânico chamado cicladora, a qual é previamente programada para realizar as trocas de acordo com as necessidades de cada paciente. Exemplos: NIPD, CCPD, DPI por cicladora.
    * Diálise intermitente: é quando ocorrem intervalos entre as diálises, ou seja, durante determinado período a cavidade abdominal fica vazia, não ocorrendo o processo dialítico. Exemplos: NIPD, DPI.
    * Diálise contínua: nesse modo, ocorre diálise sem interrupção durante 24 horas por dia. Dessa forma o abdome fica sempre preenchido por líquido de diálise. Exemplos: CCPD, CAPD.

Fonte da informação: http://pt.wikipedia.org/


Como realizar a diálise peritoneal?
A diálise peritoneal pode ser realizada em casa, no trabalho, na escola ou mesmo durante sua viagem de férias. Ela utiliza uma membrana semipermeável que existe dentro do corpo, como um filtro natural.
Este filtro é o peritônio, uma membrana que reste o abdômen. Ela envolve e protege os órgãos internos do corpo, sendo uma área ricamente vascularizada, ideal para realizar a diálise.

Acesso Peritoneal: através de uma pequena cirurgia, um cateter (tubo flexível biocompatível) é implantado no abdômen e permite que a solução de diálise entre e saia da cavidade peritoneal. O cateter é permanente e indolor.
Para a realização da terapia, a solução de diálise é infundida na cavidade peritoneal por meio de um cateter. Uma pequena parte do cateter fica externo ao abdômen, sendo o veículo de comunicação entre a cavidade peritoneal e as bolsas de solução de diálise. O volume de solução a ser infundido varia de acordo com a área de superfície corpórea do paciente, isto é, o tamanho de cada pessoa.
A diálise acontece na presença da solução na cavidade peritoneal. O excesso de água e as substâncias tóxicas que saem do sangue, passam através da membrana peritoneal e ficam acumulados na solução de diálise.
Após algum período (4 a 6 horas), a solução de diálise precisa ser trocada, por estar cheia de substâncias tóxicas e água. Quando isso ocorre, o líquido antigo é drenado e uma nova solução de diálise é infundida.
A Diálise Peritoneal é um tratamento lento, natural e contínuo, realizado diariamente (nas 24 horas), assemelha-se ao funcionamento do rim. A remoção de líquido e toxinas ocorrem normalmente, sem intercorrências clínicas que necessitem de visitas e cuidados diários dos profissionais dos hospitais ou centros de diálise.


Quais são as modalidade da Diálise Peritoneal Contínua Domiciliar?
A Diálise Peritoneal pode ser feita manualmente pelo paciente durante o dia, denominada Diálise Peritoneal Ambulatorial Contínua – DPAC, ou com ajuda de uma pequena máquina cicladora. Essa modalidade é chamada de Diálise Peritoneal Automatizada – DPA.
Os dois métodos de Diálise Peritoneal podem ser eficazes. Discuta com sua equipe clínica renal qual é o método mais indicado para você.


Diálise Peritoneal Ambulatorial Contínua (DPAC)
É uma alternativa da Terapia Renal Substitutiva que existe no Brasil desde 1980. A DPAC permite a realização da diálise no seu domicílio em todo o território nacional, sem restrição de raça, idade ou condição social. Antes de ingressar na DPAC: o paciente e seus familiares passam por um período de treinamento realizado pelo enfermeiro da Unidade de Diálise, durante o qual serão capacitados para realizar as trocas de bolsas de solução de DPAC, cuidados com o cateter e a identificar eventuais complicações que podem ocorrer no tratamento.
A DPAC permite drenar e infundir por gravidade, a solução de diálise na cavidade peritoneal, usando bolsas plásticas conectadas ao sistema de equipo em “Y”.
O sistema de DPAC O sistema de troca de bolsas de DPAC utiliza um equipo em “Y” conectado a 2 bolsas plásticas, uma vazia e outra contendo a solução de diálise.
A bolsa cheia contendo a solução de diálise é infundida e a bolsa vazia é usada para drenar a solução antiga que estava na cavidade peritoneal.
Da mesma forma que diversas doenças podem dar origem à perda total da função renal, o peso e a altura diferem de um paciente para outro e a prescrição de DPAC varia no número de trocas de bolsas e volume de solução a ser infundido.
Normalmente, são realizadas 4 trocas de bolsas diariamente, que podem ser adaptadas aos horários e estilo de vida do paciente.
O procedimento de troca leva aproximadamente 30 minutos, ou seja, as trocas podem ser feitas pela manhã antes de sair de casa, no almoço, à tardinha e à noite antes de dormir.
No período de permanência da solução dentro do abdômen, aproximadamente 4 – 6 horas, a membrana peritoneal em contato com a solução de diálise atua como um filtro para o sangue. Após este período, uma nova troca de DPAC é realizada.
Durante o período entre as trocas o paciente fica livre das bolsas, mantendo um pequeno equipo de transferência fechado, fixado e escondido em baixo das roupas.


O que é a Diálise Peritoneal Automática (DPA)
A Diálise Peritoneal Automatizada – DPA, foi regulamentada e custeada pelo SUS – Sistema Único de Saúde – em 1999. Essa diálise também é realizada no peritônio e consiste no uso da membrana peritoneal, do cateter flexível, de bolsas plásticas contendo solução de diálise peritoneal e uma máquina cicladora.
A DPA, permite a realização da diálise no seu domicílio em todo o território nacional, sem restrição de raça, idade ou condição social.


Antes de ingressar na DPA:
 O paciente, familiares e/ou outra pessoa indicada, passam por um período de treinamento, ministrado pelo enfermeiro da Unidade de Diálise. O enfermeiro especialista capacita-os para utilizar a técnica correta de conexão e desconexão do paciente, manipulação do sistema, manuseio da cicladora, cuidados com o cateter e identificação de eventuais complicações associadas à terapia.
A DPA permite drenar e infundir automaticamente, a solução de diálise na cavidade peritoneal. O equipo cassete é utilizado para a infusão e o líquido drenado é levado diretamente ao ralo sanitário através de uma extensão de drenagem.


O sistema de DPA

O médico de equipe clínica renal prescreve a diálise peritoneal conforme as características do paciente: peso, altura e capacidade própria do peritônio em filtrar as toxinas para realização eficiente da DPA.
A enfermeira da equipe insere na máquina cicladora do paciente, de acordo com a prescrição médica, os dados relativos a sua diálise: volume de infusão da solução de diálise, volume total da terapia e tempo total da diálise.
Com base nos dados inseridos, a máquina de DPA monitora e controla automaticamente os ciclos da diálise peritoneal: número de infusões da solução, tempo de permanência na cavidade peritooneal e volume do líquido de cada drenagem.
No procedimento de DPA todas as bolsas de solução que serão utilizadas na terapia são conectadas ao sistema que permite a infusão precisa de volumes que variam de 60 a 3000mL, graças ao uso da cicladora automática.
Geralmente o paciente se conecta à máquina e inicia a diálise. A cicladora controla automaticamente a infusão, permanência e drenagem da solução, guardando na sua memória os registros das últimas terapias realizadas.
Normalmente o volume de infusão da solução por ciclo para um paciente adulto é em torno de 2 litros e o volume total utilizado varia de 8 a 16 litros que podem ser infundidos de 8 a 12 horas durante a noite.
Alguns pacientes podem ficar com a cavidade seca durante o dia, outros permanecem com o líquido na cavidade peritoneal. Em alguns casos se faz necessário o acréscimo de uma ou duas trocas manuais por dia.

Beneficios da Diálise Peritoneal Contínua Domiciliar - CAPD e DPA
    * Diálise mais lenta e estável, maior estabilidade cardíaca, menor variação de peso, e sintomas de remoção excessiva de líquidos, maior controle da pressão arterial e da anemia;
    * Preserva a função renal residual por mais tempo, promovendo uma melhor qualidade de vida e remoção mais eficientes das substancias tóxicas e de líquidos;
    * O paciente é orientado e treinado para realizar seu próprio cuidado em casa;
    * Desejo de independência e liberdade de deslocamentos;
    * Maior flexibilidade de horários para realizar a diálise;
    * Menor deslocamento a clínicas e hospitais, principalmente idosos e pacientes que requerem acompanhantes;
    * Uma única visita ao mês para exames e controle clínico;
    * Maior liberdade de dieta, frutas e líquidos;
    * Possibilidade de retorno das atividades profissionais, escolares e do lar, bem como de lazer (ir à praia, andar de bicicleta, jogar bola);
    * Maior convívio social e familiar;
    * Maior possibilidade de desenvolvimento físico e de crescimento para as crianças;
    * Preservação dos vasos, não necessitando da punção de 6 agulhas semanais para a diálise, acesso peritoneal permanete.
    * Maior liberdade para passeios e viagens longas;

Com a DPA:
    * Redução do número de trocas ao dia;
    * Menor risco de infecções;
  * Ciclos de diálise mais precisos, controlados automaticamente, possibilitando a prescrição de pequenos e grandes volumes.

Limitações da Diálise Peritoneal Contínua Domiciliar - CAPD e DPA
    * Risco de infecção peritoneal - Peritonite devido a cuidados precários com o cateter e alterações no procedimento de troca;
    * Necessidade de auto cuidar-se assumindo o compromisso de quatro trocas por dia na CAPD;
    * Dependência de familiar para realização das trocas no caso de limitações motoras e visuais;
    * Possibilidade de ganho de peso;
    * Necessidade de estocagem de material em casa.

Vivendo com a Diálise Peritoneal
A Diálise Peritoneal Domiciliar é uma opção dialítica para quase todos os pacientes com a Doença Renal Crônica.
Muitos paciente em Diálise Peritoneal retornam às suas atividades sociais e profissionais.
A equipe clínica renal pode orientar o paciente em relação aos diferentes locais de troca (trabalho, escola, domicílio).
Desde que o local esteja limpo, as trocas de bolsas de DPAC podem ser realizadas e os pacientes em DPA podem carregar sua máquina cicladora para o local de férias.
Provisoriamente, os pacientes em DPA podem desejar mudar para DPAC durante sua estada longe de casa ou em circunstâncias especiais.
Esportes e exercícios são importantes também para os pacientes em Diálise Peritoneal, e todos são encorajados a ter uma atividade física. Recomenda-se sempre seguir orientação da equipe clínica antes de iniciar uma nova rotina de exercícios.
Como em qualquer doença crônica, podem existir momentos em que os pacientes se sintam cansados em realizar a diálise.
O mais importante é lembrar que nunca se está sozinho. A doença renal acomete várias pessoas em toda a parte do mundo e sempre existirá uma equipe clínica especializada pronta para dar suporte e orientação, tanto para os pacientes como para seus familiares.
A diálise Peritoneal é um tratamento simples e flexível. Qualquer modalidade escolhida, DPAC ou DPA, é de fácil aprendizado e logo se torna parte de uma rotina diária.
Muitos pacientes são capazes de levar uma vida completamente independente, longe do ambiente hospitalar e se sentem seguros porque sabem que, caso necessitem, sempre há ajuda e orientação de profissionais especializados.


Fonte da informação: Guia da Diálise Peritoneal Baxter (http://www.baxter.com.br)

Como não fiz e nem tive contato com pessoas que fazem ou já fizeram, o texto acima é apenas uma pesquisa que fiz, não posso fornecer detalhes pessoais sobre o assunto.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Palavras... pedidos... sentidos...

Deus,

Humildemente peço ao senhor que não me deixe sentir frustração quando ver pessoas da minha idade conquistando suas coisas e eu aqui estacionada, sem a chance de realizar algumas das minhas vontades, ao contrario, preencha meu coração com alegria, por ver que essas pessoas aproveitam a oportunidade que tem.
Senhor, mesmo que uma inveja involuntária bata na porta do meu coração, por favor, me ajude a espantar e ignorar essa perturbação insistente. Ajude-me a evoluir, a aceitar que cada pessoa tem sua missão, sua trajetória na vida, e principalmente, me ajude a aceitar a vida como ela é.
Deus, eu não peço ao Senhor cargas mais leves, sim ombros mais fortes.

Amém.

Palavras... pedidos... sentidos...

Deus,

Humildemente peço ao senhor que não me deixe sentir frustração quando ver pessoas da minha idade conquistando suas coisas e eu aqui estacionada, sem a chance de realizar algumas das minhas vontades, ao contrario, preencha meu coração com alegria, por ver que essas pessoas aproveitam a oportunidade que tem.
Senhor, mesmo que uma inveja involuntária bata na porta do meu coração, por favor, me ajude a espantar e ignorar essa perturbação insistente. Ajude-me a evoluir, a aceitar que cada pessoa tem sua missão, sua trajetória na vida, e principalmente, me ajude a aceitar a vida como ela é.
Deus, eu não peço ao Senhor cargas mais leves, sim ombros mais fortes.

Amém.