domingo, 23 de janeiro de 2011

Hipertensão Arterial

Definição:
Distúrbio caracterizado por pressão sangüínea elevada, no qual a pressão sistólica (o número "de cima", que representa a pressão gerada pela batida do coração) está consistentemente acima de 140, ou a pressão diastólica (o número "de baixo", que representa a pressão nos vasos sangüíneos com o coração em repouso) fica persistentemente acima de 90.

Causas, incidência e fatores de risco:
A pressão sangüínea é determinada pela quantidade de sangue bombeada pelo coração, e pelo tamanho e condições das artérias. Muitos outros fatores podem afetá-la, como o volume de água no organismo, o conteúdo de sal do corpo, as condições dos rins, o sistema nervoso ou os vasos sangüíneos, além dos níveis de vários hormônios corporais. Os homens caucasianos e a população afro-americana de ambos os sexos apresentam elevada incidência de hipertensão significativa.

A chamada hipertensão "essencial" não tem uma causa identificável; o quadro pode ser o resultado de fatores genéticos e ambientais, como a ingestão de sal ou outros, e abrange mais de 95% de todos os casos.

A hipertensão "secundária" é aquela provocada por outros distúrbios, entre os quais:
    *      tumores das glândulas adrenais
    *      síndrome de Cushing
    *      distúrbios dos rins
          - glomerulonefrite
          - trombose da veia renal
          - oclusão da artéria renal (estenose da artéria renal)
          - embolia da artéria renal
          - insuficiência renal
    *      uso de medicamentos, drogas ou outras substâncias químicas
    *      gestação ou uso de contraceptivos orais
    *      síndrome hemolítico-urêmica
    *      púrpura de Henoch-Schonlein
    *      periarterite nodosa
    *      enterite por radiação
    *      fibrosis retroperitoneal
    *      tumor de Wilms
    *      outros distúrbios

Sintomas:
    *      dor de cabeça (ocasional)

Se a hipertensão for grave, poderão ocorrer:
    *      cansaço
    *      confusão
    *      alterações de visão
    *      náuseas, vômitos
    *      ansiedade
    *      transpiração excessiva
    *      palidez ou vermelhidão da face ou de outras áreas
    *      tremores musculares
    *      dor tipo angina: dor extrema na região abaixo do esterno
    *      esplenomegalia

Obs.: Freqüentemente os sintomas não se manifestam.

Sintomas adicionais que podem estar associados a esta doença:
    *      nariz sangrando - sintoma
    *      sensações de palpitação
    *      zumbido no ouvido

Sinais e exames:
Pode-se suspeitar da presença de hipertensão quando a pressão sangüínea estiver elevada. A confirmação é feita medindo-se essa pressão a intervalos regulares.
Uma pressão sangüínea sistólica consistentemente elevada acima de 140 (que indica a pressão gerada pelo batimento cardíaco) ou diastólica acima de 90 (que indica a pressão com o coração em repouso), ou que persiste acima da pressão sangüínea normal do paciente é considerada como um quadro de hipertensão. O paciente também pode mostrar sinais de complicações.

Os casos suspeitos e as complicações podem ser avaliados por meio de exames específicos, orientados pelos sintomas apresentados, histórico e resultado do exame clínico do paciente.

Esta doença também pode alterar os resultados dos seguintes exames:
    *      campo visual
    *      contagem de eritrócitos
    *      oftalmoscopia
    *      varredura do fígado
    *      antitripsina alpha-1

Tratamento:
O objetivo do tratamento é o de se reduzir a pressão sangüínea a um nível no qual o risco de complicações seja menor. O tratamento pode ser feito em casa, com supervisão médica rigorosa, ou no hospital.

Os medicamentos podem incluir todos os tipos de diuréticos, reposição de potássio, betabloqueadores, bloqueadores dos canais de cálcio e inibidores da enzima de conversão da angiotensina (ACE). Medicamentos como hidralazina, diazóxido ou nitroprussiato poderão ser necessários caso a pressão sangüínea esteja muito elevada. Entre os outros medicamentos utilizados estão a reserpina, os alcalóides de Rauwolfia ou a guanetidina.

Deve-se verificar a pressão sangüínea a intervalos regulares (conforme recomendado pelo médico).

Mudanças no estilo de vida podem reduzir a pressão sangüínea elevada, entre as quais: perda de peso, exercícios e ajustes na dieta (veja Prevenção).

Expectativas (prognóstico):

A hipertensão é controlável por meio de tratamento. Exige controle por toda a vida e o tratamento pode sofrer ajustes periódicos.
Complicações:
    * doença cardíaca hipertensiva
    * ataques cardíacos
    * insuficiência cardíaca congestiva
    * danos nos vasos sangüíneos (aterosclerose)
    * aneurisma aórtico
    * dano dos rins
    * insuficiência renal
    * derrame
    * dano do cérebro
    * perda de visão

Solicitação de assistência médica:
Consulte o médico quando:
    * houver suspeita de hipertensão
    * a pressão sangüínea permanecer elevada mesmo com tratamento, ou se outros sintomas se desenvolverem.

Prevenção:
As mudanças no estilo de vida podem ajudar no controle da hipertensão. Perca peso, se houver excesso. O excesso de peso sobrecarrega o coração com mais esforço e, em alguns casos, a perda de peso pode representar o único tratamento necessário. Os exercícios aumentam a boa forma do coração. Os ajustes na dieta podem ser muito benéficos, especialmente quando envolvem redução do sódio. Modifique o consumo (a ingestão de sal pode exercer efeitos mínimos nas pessoas de pressão sangüínea normal, mas esses efeitos podem ser profundos nos hipertensos). O sal, o glutamato monossódico e o bicarbonato de sódio são fontes desse mineral.

Siga as recomendações do médico para modificar, tratar ou controlar as possíveis causas de hipertensão secundária.

Fonte da informação: http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/

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