sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

1 ano e 2 meses...

Só posso dizer que esse mês foi um dos mais difíceis, e ainda esta sendo. Eu ando nervosa, sem controle emocional nenhum e não é relacionado a hemodiálise e sim com as frustrações da vida. Nenhum remédio esta ajudando a controlar isso, alguns que tentei até pioraram a situação. Eu me esforço muito mesmo, só que eu tropeço, eu caio, mas graças a Deus eu ainda consigo levantar. Eu não sei expressar o que ando sentindo, por isso deixo essa música, que não é para todos entenderem mesmo, por isso não coloco a tradução.

Dilana - Loud Silence

"When your day is dark
And the sun is cold
It's pouring
Your dreams dissolve
You wanna give up can't hang on there's nothing you believe in

Your crying on your knees
Asking oh God why me?
Pains got you crazy
You're feeling so lonely
And no one can hear you
You know I'm hear for you


Hang on
Hold on
It's a loud silence

Like a bird
You want to be high
And you're dying to kill this time
You're aching and breaking
Don't give up please
There's something to believe in


You're dreaming of straight line
You're touching that sacred life
The fears spinning in your mind
Keeps you locked up in side
It seems there's no wind
Oh please let me end

Hang on
Hold on
There's a loud silence

You gotta
Hang on
Hold on
There's a loud silence
Yeah

Screwed up and twisted
You're dancing with demons
You're screaming for needles
To take all your pain
You going insane
As the voices get louder, louder, LOUDER

Hang on
Hold on
It's a loud silence

Hang on
Hold on
It's a loud silence

And the voices keep screaming louder, louder
"

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=eJkAY8Oozas?rel=0&hd=1]

Acho que conclui que falta prazer na minha vida.

Minha mente atualmente esta confusa.
Meu físico atualmente esta medio (tenho dores, mas talvez a esperança que meu tratamento vai dar certo faz com que eu "esqueça" um pouco elas).

1 ano e 2 meses...

Só posso dizer que esse mês foi um dos mais difíceis, e ainda esta sendo. Eu ando nervosa, sem controle emocional nenhum e não é relacionado a hemodiálise e sim com as frustrações da vida. Nenhum remédio esta ajudando a controlar isso, alguns que tentei até pioraram a situação. Eu me esforço muito mesmo, só que eu tropeço, eu caio, mas graças a Deus eu ainda consigo levantar. Eu não sei expressar o que ando sentindo, por isso deixo essa música, que não é para todos entenderem mesmo, por isso não coloco a tradução.

Dilana - Loud Silence

"When your day is dark
And the sun is cold
It's pouring
Your dreams dissolve
You wanna give up can't hang on there's nothing you believe in

Your crying on your knees
Asking oh God why me?
Pains got you crazy
You're feeling so lonely
And no one can hear you
You know I'm hear for you


Hang on
Hold on
It's a loud silence

Like a bird
You want to be high
And you're dying to kill this time
You're aching and breaking
Don't give up please
There's something to believe in


You're dreaming of straight line
You're touching that sacred life
The fears spinning in your mind
Keeps you locked up in side
It seems there's no wind
Oh please let me end

Hang on
Hold on
There's a loud silence

You gotta
Hang on
Hold on
There's a loud silence
Yeah

Screwed up and twisted
You're dancing with demons
You're screaming for needles
To take all your pain
You going insane
As the voices get louder, louder, LOUDER

Hang on
Hold on
It's a loud silence

Hang on
Hold on
It's a loud silence

And the voices keep screaming louder, louder
"



Acho que conclui que falta prazer na minha vida.

Minha mente atualmente esta confusa.
Meu físico atualmente esta medio (tenho dores, mas talvez a esperança que meu tratamento vai dar certo faz com que eu "esqueça" um pouco elas).

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Longa estrada...


N
as ultimas
semanas eu enfrentei uma maré de azar que baixou muito minha bola. Tentei fazer um exame que não deu certo por que me informaram errado o local, senti muitas dores no dia, pois fui obrigada andar muito, o que me levou a uma crise nervosa que abalou todo mundo em casa. Eu acabei conseguindo fazer o exame, ou seja, estressei a toa. O cartão do meu banco foi bloqueado sem motivo algum, e para desbloquear eu preciso ir pessoalmente a agencia, e ela não é próxima de casa. Dias depois uma tempestade feia caiu e um raio atingiu a residência do vizinho, mas o raio acabou afetando aqui também e acabei perdendo equipamentos que são vitais para eu trabalhar (trabalho em casa, pois não consigo sair para trabalhar fora), isso também me frustrou muito e foi mais uma semana com uma crise nervosa terrível, que depois graças ao meu irmão e ao Kah, tudo normalizou, só não fiquei 100% feliz, pois não queria depender de ninguém para resolver minhas coisas, mas uma mão lava a outra, um dia você planta, no dia seguinte o outro colhe, rsrs, brincadeira, nós mesmos colhemos o que plantamos.
Eu preciso aprender a ter paciência e não me abalar na primeira pancada que eu levo e mesmo que eu leve muitas pancadas seguidas, se eu ainda posso me levantar depois delas, porque eu vou reclamar? Pior seria se eu só apanhasse e continuasse no chão, rsrsrs

Na clinica as coisas estão interessantes, apesar de às vezes me assustar, pois nunca vi tanta gente passando mal do jeito que esta acontecendo ultimamente, meu box com certeza é o mais animado. Eu fiz um "tour" em outros boxes quando minha maquina quebrou e eu fui obrigada e ir vagando pela clinica onde havia maquina disponível, e percebi que só meu box é barulhento, hahaha, o resto só dorme, acho que meu box é barulhento graças ao Sr. N. que não deixa ninguém dormir, mas apesar dos escândalos e dos papos mórbidos dele, eu adoro ter ele por lá, tanto que quando ele não aparece a diálise fica triste.
Quando o Sr. O. faleceu eu pensei que iriam colocar a C. de volta no box, pois sempre via ela quieta no box ao lado e como tinha vaga no meu, pensei que ela voltaria, mas como ela estava ficando internada o tempo todo, a vaga foi para uma senhora que começou recentemente a diálise. Ela como qualquer paciente no começo esta cheia de dúvidas, eu estou fazendo mais ou menos o que a C. fazia quando eu comecei, conversando bastante, dando informações basicas, ensinando alguns macetes, rsrs, e ajudando ela mesmo que com palavras eu estou me sentindo tão útil, pois conversamos bastante com ela, (eu e todos do box), explicamos tudo o que sabemos, damos dicas, animamos  e incentivamos ela para seguir a vida normalmente, e eu vejo que o quadro dela esta evoluindo, que aos poucos ela vai se adaptar, assim como acontece com todo mundo. Eu a vejo e lembro como eu era, uma pessoa cheia de incertezas, morrendo de medo de comer qualquer coisa, querendo saber tudo de uma só vez e ao mesmo tempo uma tristeza lá no fundo dos olhos que por mais que as pessoas digam que vai passar essa tristeza ainda insiste em ficar.
Espero continuar ajudando ela com palavras, pois é a única coisa que posso fazer por lá, e vai ser lindo quando ela começar a se sentir mais à vontade na diálise, ela nem deita a cadeira ainda, fica a diálise toda sentadinha e se não esta conversando fica com o olhar distante.
Do lado de fora da clinica umas duas senhoras já me pararam para pedir ajuda e conselhos de como lidar com seus maridos doentes, de como conversar com os médicos, o que elas tinham que fazer, etc, estou gostando de ajudar e isso que faz a hemodiálise não ser algo ruim, eu só quero voltar a andar normalmente para seguir com minha vida.


Eu estou incomodada com alguns fatores como meu peso, com a volta da queda do cabelo, minha pele, entre outros detalhezinhos, mas vou priorizar minhas pernas no momento, a estrada é longa, mas eu avanço :)

Longa estrada...


N
as ultimas
semanas eu enfrentei uma maré de azar que baixou muito minha bola. Tentei fazer um exame que não deu certo por que me informaram errado o local, senti muitas dores no dia, pois fui obrigada andar muito, o que me levou a uma crise nervosa que abalou todo mundo em casa. Eu acabei conseguindo fazer o exame, ou seja, estressei a toa. O cartão do meu banco foi bloqueado sem motivo algum, e para desbloquear eu preciso ir pessoalmente a agencia, e ela não é próxima de casa. Dias depois uma tempestade feia caiu e um raio atingiu a residência do vizinho, mas o raio acabou afetando aqui também e acabei perdendo equipamentos que são vitais para eu trabalhar (trabalho em casa, pois não consigo sair para trabalhar fora), isso também me frustrou muito e foi mais uma semana com uma crise nervosa terrível, que depois graças ao meu irmão e ao Kah, tudo normalizou, só não fiquei 100% feliz, pois não queria depender de ninguém para resolver minhas coisas, mas uma mão lava a outra, um dia você planta, no dia seguinte o outro colhe, rsrs, brincadeira, nós mesmos colhemos o que plantamos.
Eu preciso aprender a ter paciência e não me abalar na primeira pancada que eu levo e mesmo que eu leve muitas pancadas seguidas, se eu ainda posso me levantar depois delas, porque eu vou reclamar? Pior seria se eu só apanhasse e continuasse no chão, rsrsrs

Na clinica as coisas estão interessantes, apesar de às vezes me assustar, pois nunca vi tanta gente passando mal do jeito que esta acontecendo ultimamente, meu box com certeza é o mais animado. Eu fiz um "tour" em outros boxes quando minha maquina quebrou e eu fui obrigada e ir vagando pela clinica onde havia maquina disponível, e percebi que só meu box é barulhento, hahaha, o resto só dorme, acho que meu box é barulhento graças ao Sr. N. que não deixa ninguém dormir, mas apesar dos escândalos e dos papos mórbidos dele, eu adoro ter ele por lá, tanto que quando ele não aparece a diálise fica triste.
Quando o Sr. O. faleceu eu pensei que iriam colocar a C. de volta no box, pois sempre via ela quieta no box ao lado e como tinha vaga no meu, pensei que ela voltaria, mas como ela estava ficando internada o tempo todo, a vaga foi para uma senhora que começou recentemente a diálise. Ela como qualquer paciente no começo esta cheia de dúvidas, eu estou fazendo mais ou menos o que a C. fazia quando eu comecei, conversando bastante, dando informações basicas, ensinando alguns macetes, rsrs, e ajudando ela mesmo que com palavras eu estou me sentindo tão útil, pois conversamos bastante com ela, (eu e todos do box), explicamos tudo o que sabemos, damos dicas, animamos  e incentivamos ela para seguir a vida normalmente, e eu vejo que o quadro dela esta evoluindo, que aos poucos ela vai se adaptar, assim como acontece com todo mundo. Eu a vejo e lembro como eu era, uma pessoa cheia de incertezas, morrendo de medo de comer qualquer coisa, querendo saber tudo de uma só vez e ao mesmo tempo uma tristeza lá no fundo dos olhos que por mais que as pessoas digam que vai passar essa tristeza ainda insiste em ficar.
Espero continuar ajudando ela com palavras, pois é a única coisa que posso fazer por lá, e vai ser lindo quando ela começar a se sentir mais à vontade na diálise, ela nem deita a cadeira ainda, fica a diálise toda sentadinha e se não esta conversando fica com o olhar distante.
Do lado de fora da clinica umas duas senhoras já me pararam para pedir ajuda e conselhos de como lidar com seus maridos doentes, de como conversar com os médicos, o que elas tinham que fazer, etc, estou gostando de ajudar e isso que faz a hemodiálise não ser algo ruim, eu só quero voltar a andar normalmente para seguir com minha vida.


Eu estou incomodada com alguns fatores como meu peso, com a volta da queda do cabelo, minha pele, entre outros detalhezinhos, mas vou priorizar minhas pernas no momento, a estrada é longa, mas eu avanço :)

domingo, 23 de janeiro de 2011

O que causa a IRC?

Existem tantas coisas que fazem perder a função renal, que quando eu penso que já descobri todas as causas, eu me assusto pois descubro mais uma. Vou fazer uma sequencia de topicos explicando as principais delas, e quanto mais eu for descobrindo, mais informação eu vou adicionando, então esse topico aqui será atualizado sempre que eu descobrir mais alguma causa.

As causas mais conhecidas são: Diabetes Mellitus, Hipertensão Arterial, Glomuronefrites e Rins Policisticos, mas existem muitas, muitas e muitas causas. Além das doenças você pode perder seus rins por traumas (acidentes).

Abaixo deixo os links para os textos explicando cada uma delas:

Diabetes Mellitus
Hipertensão Arterial
Rins Policisticos
Glomerulonefrite
Lúpus Eritematoso Sistêmico - (Glomerulonefrite)
Nefropatia por IgA - (Glomerulonefrite)
Nefropatia Membranosa - (Glomerulonefrite)
Nefrite Intersticial - (Glomerulonefrite)
Nefropatia por Analgésicos
Nefropatia por Refluxo
Nefrocalcionose
Amiloidose
Sindrome de Alport

Se alguem perdeu os rins por alguma causa que não está listada aqui, por favor me informe para que esse topico fico o mais completo possivel, é importante para informar e ajudar até a prevenir as pessoas.

O que causa a IRC?

Existem tantas coisas que fazem perder a função renal, que quando eu penso que já descobri todas as causas, eu me assusto pois descubro mais uma. Vou fazer uma sequencia de topicos explicando as principais delas, e quanto mais eu for descobrindo, mais informação eu vou adicionando, então esse topico aqui será atualizado sempre que eu descobrir mais alguma causa.

As causas mais conhecidas são: Diabetes Mellitus, Hipertensão Arterial, Glomuronefrites e Rins Policisticos, mas existem muitas, muitas e muitas causas. Além das doenças você pode perder seus rins por traumas (acidentes).

Abaixo deixo os links para os textos explicando cada uma delas:

Diabetes Mellitus
Hipertensão Arterial
Rins Policisticos
Glomerulonefrite
Lúpus Eritematoso Sistêmico - (Glomerulonefrite)
Nefropatia por IgA - (Glomerulonefrite)
Nefropatia Membranosa - (Glomerulonefrite)
Nefrite Intersticial - (Glomerulonefrite)
Nefropatia por Analgésicos
Nefropatia por Refluxo
Nefrocalcionose
Amiloidose
Sindrome de Alport

Se alguem perdeu os rins por alguma causa que não está listada aqui, por favor me informe para que esse topico fico o mais completo possivel, é importante para informar e ajudar até a prevenir as pessoas.

Amiloidose

Definição:
Distúrbio de causa desconhecida, no qual as proteínas e as fibras insolúveis depositam-se nos tecidos e órgãos, prejudicando suas funções.

Causas, incidência e fatores de risco:

A causa da amiloidose primária é desconhecida. Os sintomas estão relacionados aos órgãos que se tornam afetados com os depósitos. Eles ocorrem nos seguintes órgãos: língua, intestinos, músculos lisos e esqueléticos, nervos, pele, ligamentos, coração, fígado, baço e rins. Esta doença pode ocasionar uma cardiomiopatia, insuficiência renal, síndrome do túnel do carpo, má absorção (absorção inadequada de nutrientes pelo trato intestinal), refluxo gastrointestinal e outras condições. Os depósitos infiltram-se nos órgãos, fazendo com que eles percam a elasticidade e tornem-se rígidos, resultando em barreiras para a absorção e difusão dos metabólitos. A amiloidose secundária pode ocorrer resultante de uma infecção ou doença inflamatória existente.

Os fatores de risco não foram identificados.

Sintomas:
    * fadiga
    * entorpecimento da mão e pés
    * falta de firmeza na mão
    * perda de peso
    * falta de ar
    * inchaço das extremidades
    * dificuldade de deglutição
    * freqüência cardíaca irregular
    * sangramento na pele
    * língua aumentada

Sintomas adicionais que podem estar associados a esta doença:
    * roncos e sibilos
    * fraqueza
    * diminuição na produção de urina
    * outros problemas da língua
    * fezes esbranquiçadas
    * erupções
    * contrações musculares
    * dor articular
    * rouquidão ou mudança de voz

Sinais e exames:
O exame físico pode mostrar um baço ou fígado dilatado. Pode haver sinais de insuficiência cardíaca.

Se houver suspeita de dano a um órgão específico, pode ser realizado um exame para confirmar a amiloidose daquele órgão.

    * biópsia de um tecido ou órgão é positiva para a amiloidose. Uma biópsia da pele que inclui a gordura subcutânea, uma biópsia da mucosa retal, ou uma biópsia de medula óssea são seguras e provavelmente ajudam a confirmar o diagnóstico;
    * avaliação cardíaca pode revelar arritmias, sons cardíacos anormais ou sinais de insuficiência cardíaca
          - ECG mostra anormalidades
          - ecocardiograma mostra um movimento deficiente da parede em razão de rigidez do músculo cardíaco (cardiomiopatia)
    * avaliação renal pode revelar insuficiência renal ou uma síndrome nefrótica
          - o exame de urina tipo 1 mostra proteínas, cilindros ou corpos de gordura
          - creatinina sérica está elevada
          - BUN está elevado
    * ultra-som abdominal pode revelar um fígado ou baço dilatado
    * avaliação para a síndrome do túnel do carpo pode revelar envolvimento do nervo
          - velocidade de condução nervosa mostra um bloqueio de condução
          - há falta de firmeza nas mãos em razão da fraqueza do polegar

Esta doença também pode alterar os resultados dos seguintes exames:
    * biópsia da língua
    * biópsia retal
    * biópsia nervosa
    * biópsia miocárdica
    * biópsia gengival
    * biópsia do túnel do carpo
    * biópsia do tecido adiposo da parede abdominal
    * níveis de ACE
    * proteína de Bence-Jones (quantitativa)
    * imunoeletroforese sérica
    * imunoglobulinas quantitativas (nefelometria)
    * proteína na urina

Tratamento:
Não existe tratamento específico para esta doença. A insuficiência cardíaca, e a insuficiência renal, e outros problemas são tratados de acordo com a necessidade.

Expectativas (prognóstico):

A gravidade da doença depende dos órgãos afetados. O envolvimento do coração e rim pode levar a um insuficiência destes órgãos e morte. O envolvimento sistêmico está associado à morte em um período de 1 a 3 anos.
Complicações:
    * insuficiência cardíaca
    * insuficiência renal
    * insuficiência endócrina (distúrbio hormonal)
    * insuficiência respiratória

Solicitação de assistência médica:
Marque uma consulta com seu médico se surgirem sintomas de amilóidose primária e se houver dificuldade respiratória, inchaço persistente dos tornozelos ou outras áreas, diminuição da produção de urina ou outros sintomas que possam indicar que surgiram complicações.

Prevenção:
Não existe método de prevenção conhecido.

Sindrome de Alport

Nomes alternativos:
Hematúria - nefropatia - surdez, nefrite hemorrágica familiar, nefropatia e surdez hereditárias, nefrite hereditária

Definição:

Distúrbio hereditário (geralmente associado ao cromossomo X) envolvendo lesão nos rins, sangue na urina e, em algumas famílias, perda de audição. O distúrbio também pode incluir perda de visão.

Causas, incidência e fatores de risco:
A síndrome de Alport é muito semelhante à nefrite hereditária e pode estar associada à presença de surdez nervosa e anomalias oculares congênitas. A causa desse distúrbio é uma mutação em um gene de colágeno. O distúrbio é raro, afetando cerca de 2 em cada 10.000 pessoas.

O distúrbio é geralmente brando em mulheres, com sintomas mínimos ou sintoma nenhum. As mulheres podem transmitir o gene do distúrbio a seus filhos mesmo sem apresentar sintomas. Nos homens esses sintomas são mais graves e progridem mais rápido.

O distúrbio causa glomerulonefrite crônica com a destruição dos glomérulos, e sem sintomas aparentes no início. A destruição progressiva dos glomérulos provoca o aparecimento de sangue na urina e diminui a eficiência do sistema de filtragem dos rins. Ocorre perda progressiva da função renal e acúmulo de líquidos e resíduos no organismo, com eventual progressão do quadro para doença renal em estágio terminal (do rim) em idade precoce. O estágio terminal de doença renal causado pela síndrome de Alport freqüentemente se desenvolve entre a adolescência e os 40 anos.

Os fatores de risco incluem histórico familiar de síndrome de Alport, nefrite, doença renal em estágio terminal em parentes do sexo masculino, perda de audição antes dos 30 anos, urina com sangue, glomerulonefrite e problemas semelhantes.

Sintomas:
    * cor da urina anormal
    * sangue na urina
    * perda de audição, mais comum em pacientes masculinos
    * diminuição ou perda de visão, mais comum em pacientes masculinos
    * tosse
    * inchaço nas pernas, pés e tornozelos
    * inchaço generalizado
    * inchaço ao redor dos olhos

Obs.: Pode não haver sintomas em alguns casos. Sintomas de insuficiência renal crônica ou de insuficiência cardíaca podem estar presentes ou se desenvolver.

Sinais e exames:

Os exames não são específicos, exceto para sangue na urina. Minúsculas quantidades de sangue (hematúria microscópica) estão presentes desde o nascimento em quase todos os homens afetados. A pressão sangüínea pode estar alta. O exame dos olhos pode revelar alterações do fundo (parte interna posterior do olho) ou do cristalino, catarata ou protrusão do cristalino (lenticone). O exame dos ouvidos mostra que não há alterações estruturais.

    * a urinálise mostra sangue, proteína e outras anomalias
    * o BUN e a creatinina são elevados
    * a contagem de glóbulos vermelhos, o hematócrito pode diminuir
    * o teste de hematúria é positivo
    * a audiometria pode mostrar surdez nervosa
    * a biópsia renal mostra glomerulonefrite crônica com as alterações clássicas da síndrome de Alport

Tratamento:
Os objetivos do tratamento incluem a monitorização e o controle da progressão da doença e o tratamento dos sintomas. A tarefa mais importante é o controle rigoroso da pressão sangüínea alta.

Será necessário tratar a insuficiência renal crônica, que pode incluir modificações na dieta alimentar, restrição de líquidos e outros procedimentos. Enfim, a insuficiência renal crônica evolui para a doença renal em estágio final exigindo diálise ou transplante.

O reparo da catarata (extração de catarata) pode ser possível com cirurgia, assim como a cirurgia do lenticone anterior.

A perda de audição pode ser permanente. O aconselhamento e a aprendizagem de habilidades próprias para lidar com este problema, como a leitura de lábios e a linguagem de sinais, podem ser benéficos, bem como o uso de aparelhos de surdez. Os homens jovens com síndrome de Alport devem utilizar protetores de ouvido em ambientes com altos níveis de ruído.

Recomenda-se o aconselhamento genético por causa do padrão hereditário do distúrbio.

Expectativas (prognóstico):

No geral, as mulheres têm vida normal sem nenhuma manifestação, exceto pelo sangue na urina. Raramente as mulheres apresentam hipertensão, edema e surdez nervosa como complicações da gestação.

Nos homens há probabilidade de ocorrerem surdez, dificuldades visuais e insuficiência renal em torno dos 50 anos de idade.

Complicações:

    * insuficiência renal crônica
    * doença renal em estágio final
    * surdez permanente
    * diminuição ou perda de visão

Solicitação de assistência médica:
Marque uma consulta com seu médico se aparecerem sintomas que sugerem a síndrome de Alport ou se houver história familiar do distúrbio e planos de ter filhos.
Solicite assistência médica se a produção de urina diminuir ou cessar (isto pode ser um sintoma de insuficiência renal crônica).

Prevenção:
Este distúrbio incomum é hereditário. O conhecimento dos fatores de risco, como o histórico familiar do problema, pode permitir que a condição seja detectada precocemente.

Fonte da informação: http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/

Amiloidose

Definição:
Distúrbio de causa desconhecida, no qual as proteínas e as fibras insolúveis depositam-se nos tecidos e órgãos, prejudicando suas funções.

Causas, incidência e fatores de risco:

A causa da amiloidose primária é desconhecida. Os sintomas estão relacionados aos órgãos que se tornam afetados com os depósitos. Eles ocorrem nos seguintes órgãos: língua, intestinos, músculos lisos e esqueléticos, nervos, pele, ligamentos, coração, fígado, baço e rins. Esta doença pode ocasionar uma cardiomiopatia, insuficiência renal, síndrome do túnel do carpo, má absorção (absorção inadequada de nutrientes pelo trato intestinal), refluxo gastrointestinal e outras condições. Os depósitos infiltram-se nos órgãos, fazendo com que eles percam a elasticidade e tornem-se rígidos, resultando em barreiras para a absorção e difusão dos metabólitos. A amiloidose secundária pode ocorrer resultante de uma infecção ou doença inflamatória existente.

Os fatores de risco não foram identificados.

Sintomas:
    * fadiga
    * entorpecimento da mão e pés
    * falta de firmeza na mão
    * perda de peso
    * falta de ar
    * inchaço das extremidades
    * dificuldade de deglutição
    * freqüência cardíaca irregular
    * sangramento na pele
    * língua aumentada

Sintomas adicionais que podem estar associados a esta doença:
    * roncos e sibilos
    * fraqueza
    * diminuição na produção de urina
    * outros problemas da língua
    * fezes esbranquiçadas
    * erupções
    * contrações musculares
    * dor articular
    * rouquidão ou mudança de voz

Sinais e exames:
O exame físico pode mostrar um baço ou fígado dilatado. Pode haver sinais de insuficiência cardíaca.

Se houver suspeita de dano a um órgão específico, pode ser realizado um exame para confirmar a amiloidose daquele órgão.

    * biópsia de um tecido ou órgão é positiva para a amiloidose. Uma biópsia da pele que inclui a gordura subcutânea, uma biópsia da mucosa retal, ou uma biópsia de medula óssea são seguras e provavelmente ajudam a confirmar o diagnóstico;
    * avaliação cardíaca pode revelar arritmias, sons cardíacos anormais ou sinais de insuficiência cardíaca
          - ECG mostra anormalidades
          - ecocardiograma mostra um movimento deficiente da parede em razão de rigidez do músculo cardíaco (cardiomiopatia)
    * avaliação renal pode revelar insuficiência renal ou uma síndrome nefrótica
          - o exame de urina tipo 1 mostra proteínas, cilindros ou corpos de gordura
          - creatinina sérica está elevada
          - BUN está elevado
    * ultra-som abdominal pode revelar um fígado ou baço dilatado
    * avaliação para a síndrome do túnel do carpo pode revelar envolvimento do nervo
          - velocidade de condução nervosa mostra um bloqueio de condução
          - há falta de firmeza nas mãos em razão da fraqueza do polegar

Esta doença também pode alterar os resultados dos seguintes exames:
    * biópsia da língua
    * biópsia retal
    * biópsia nervosa
    * biópsia miocárdica
    * biópsia gengival
    * biópsia do túnel do carpo
    * biópsia do tecido adiposo da parede abdominal
    * níveis de ACE
    * proteína de Bence-Jones (quantitativa)
    * imunoeletroforese sérica
    * imunoglobulinas quantitativas (nefelometria)
    * proteína na urina

Tratamento:
Não existe tratamento específico para esta doença. A insuficiência cardíaca, e a insuficiência renal, e outros problemas são tratados de acordo com a necessidade.

Expectativas (prognóstico):

A gravidade da doença depende dos órgãos afetados. O envolvimento do coração e rim pode levar a um insuficiência destes órgãos e morte. O envolvimento sistêmico está associado à morte em um período de 1 a 3 anos.
Complicações:
    * insuficiência cardíaca
    * insuficiência renal
    * insuficiência endócrina (distúrbio hormonal)
    * insuficiência respiratória

Solicitação de assistência médica:
Marque uma consulta com seu médico se surgirem sintomas de amilóidose primária e se houver dificuldade respiratória, inchaço persistente dos tornozelos ou outras áreas, diminuição da produção de urina ou outros sintomas que possam indicar que surgiram complicações.

Prevenção:
Não existe método de prevenção conhecido.

Sindrome de Alport

Nomes alternativos:
Hematúria - nefropatia - surdez, nefrite hemorrágica familiar, nefropatia e surdez hereditárias, nefrite hereditária

Definição:

Distúrbio hereditário (geralmente associado ao cromossomo X) envolvendo lesão nos rins, sangue na urina e, em algumas famílias, perda de audição. O distúrbio também pode incluir perda de visão.

Causas, incidência e fatores de risco:
A síndrome de Alport é muito semelhante à nefrite hereditária e pode estar associada à presença de surdez nervosa e anomalias oculares congênitas. A causa desse distúrbio é uma mutação em um gene de colágeno. O distúrbio é raro, afetando cerca de 2 em cada 10.000 pessoas.

O distúrbio é geralmente brando em mulheres, com sintomas mínimos ou sintoma nenhum. As mulheres podem transmitir o gene do distúrbio a seus filhos mesmo sem apresentar sintomas. Nos homens esses sintomas são mais graves e progridem mais rápido.

O distúrbio causa glomerulonefrite crônica com a destruição dos glomérulos, e sem sintomas aparentes no início. A destruição progressiva dos glomérulos provoca o aparecimento de sangue na urina e diminui a eficiência do sistema de filtragem dos rins. Ocorre perda progressiva da função renal e acúmulo de líquidos e resíduos no organismo, com eventual progressão do quadro para doença renal em estágio terminal (do rim) em idade precoce. O estágio terminal de doença renal causado pela síndrome de Alport freqüentemente se desenvolve entre a adolescência e os 40 anos.

Os fatores de risco incluem histórico familiar de síndrome de Alport, nefrite, doença renal em estágio terminal em parentes do sexo masculino, perda de audição antes dos 30 anos, urina com sangue, glomerulonefrite e problemas semelhantes.

Sintomas:
    * cor da urina anormal
    * sangue na urina
    * perda de audição, mais comum em pacientes masculinos
    * diminuição ou perda de visão, mais comum em pacientes masculinos
    * tosse
    * inchaço nas pernas, pés e tornozelos
    * inchaço generalizado
    * inchaço ao redor dos olhos

Obs.: Pode não haver sintomas em alguns casos. Sintomas de insuficiência renal crônica ou de insuficiência cardíaca podem estar presentes ou se desenvolver.

Sinais e exames:

Os exames não são específicos, exceto para sangue na urina. Minúsculas quantidades de sangue (hematúria microscópica) estão presentes desde o nascimento em quase todos os homens afetados. A pressão sangüínea pode estar alta. O exame dos olhos pode revelar alterações do fundo (parte interna posterior do olho) ou do cristalino, catarata ou protrusão do cristalino (lenticone). O exame dos ouvidos mostra que não há alterações estruturais.

    * a urinálise mostra sangue, proteína e outras anomalias
    * o BUN e a creatinina são elevados
    * a contagem de glóbulos vermelhos, o hematócrito pode diminuir
    * o teste de hematúria é positivo
    * a audiometria pode mostrar surdez nervosa
    * a biópsia renal mostra glomerulonefrite crônica com as alterações clássicas da síndrome de Alport

Tratamento:
Os objetivos do tratamento incluem a monitorização e o controle da progressão da doença e o tratamento dos sintomas. A tarefa mais importante é o controle rigoroso da pressão sangüínea alta.

Será necessário tratar a insuficiência renal crônica, que pode incluir modificações na dieta alimentar, restrição de líquidos e outros procedimentos. Enfim, a insuficiência renal crônica evolui para a doença renal em estágio final exigindo diálise ou transplante.

O reparo da catarata (extração de catarata) pode ser possível com cirurgia, assim como a cirurgia do lenticone anterior.

A perda de audição pode ser permanente. O aconselhamento e a aprendizagem de habilidades próprias para lidar com este problema, como a leitura de lábios e a linguagem de sinais, podem ser benéficos, bem como o uso de aparelhos de surdez. Os homens jovens com síndrome de Alport devem utilizar protetores de ouvido em ambientes com altos níveis de ruído.

Recomenda-se o aconselhamento genético por causa do padrão hereditário do distúrbio.

Expectativas (prognóstico):

No geral, as mulheres têm vida normal sem nenhuma manifestação, exceto pelo sangue na urina. Raramente as mulheres apresentam hipertensão, edema e surdez nervosa como complicações da gestação.

Nos homens há probabilidade de ocorrerem surdez, dificuldades visuais e insuficiência renal em torno dos 50 anos de idade.

Complicações:

    * insuficiência renal crônica
    * doença renal em estágio final
    * surdez permanente
    * diminuição ou perda de visão

Solicitação de assistência médica:
Marque uma consulta com seu médico se aparecerem sintomas que sugerem a síndrome de Alport ou se houver história familiar do distúrbio e planos de ter filhos.
Solicite assistência médica se a produção de urina diminuir ou cessar (isto pode ser um sintoma de insuficiência renal crônica).

Prevenção:
Este distúrbio incomum é hereditário. O conhecimento dos fatores de risco, como o histórico familiar do problema, pode permitir que a condição seja detectada precocemente.

Fonte da informação: http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/

Nefrocalcinose

Definição:
Distúrbio do rim que envolve depósitos de cálcio e oxalato ou fosfato nos túbulos renais e interstícios (áreas entre os túbulos); isto pode provocar a redução das funções renais.
Causas, incidência e fatores de risco:

A nefrocalcinose é causada por diversas condições. Entre elas:
    * excesso de excreção de cálcio pelo rim
    * acidose tubular renal
    * espongose medular renal
    * hipercalcemia (níveis altos de cálcio no sangue)
    * necrose renal cortical
    * tuberculose

Fragmentos de oxalato de cálcio ou de fosfato de cálcio podem se desprender do rim e fornecer núcleos para a formação de cálculos (nefrolitíase).

O distúrbio pode eventualmente resultar em uropatia obstrutiva aguda, ou em uma uropatia obstrutiva crônica que eventualmente pode progredir para insuficiência renal. O distúrbio é descoberto quando aparecem os sintomas da insuficiência renal, uropatia obstrutiva ou cálculos do trato urinário.

A nefrocalcinose é relativamente comum em bebês prematuros, em parte pela perda intrínseca de cálcio e em parte pelo aumento da excreção de cálcio quando da administração de diuréticos.

Sintomas:
Inicialmente não há sintomas. Os sintomas associados com os distúrbios podem incluir:

    * aumento do volume de urina ou baixa produção de urina
    * dificuldade para urinar (dificuldade para iniciar a micção)
    * gotejamento da incontinência urinária
    * diminuição da força do jato urinário, jato curto ou fraco
    * aumento da freqüência ou urgência urinária
    * necessidade de urinar durante a noite (noctúria)
    * micção dolorosa (ardor ou pontadas durante a micção)
    * sensação de esvaziamento incompleto da bexiga
    * sangue na urina
    * dor no flanco ou dor nas costas
          - em um ou em ambos os lados
          - pode ser progressiva
          - severa
          - espasmódica (cólicas)
          - pode irradiar-se ou mover-se para a parte inferior do flanco, pélvis, virilha e genitais
    * náuseas, vômitos
    * inchaço geral , retenção de líquidos
    * diminuição da sensibilidade, especialmente nas mãos e pés
    * alterações do estado mental
          - sonolência, letargia, difícil despertar
          - delírio ou confusão
          - coma
    * convulsões
    * sangue no vômito ou nas fezes
    * tendência a hematomas ou sangramentos

Sinais e exames:
Um exame não é específico para a nefrocalcinose, mas pode indicar distúrbios que ocorrem em decorrência da nefrocalcinose. Podem haver sinais de sobrecarga de líquidos, tais como sons cardíacos e pulmonares anormais se a função renal estiver deficiente.

    * filme abdominal mostra calcificação renal
    * tomografia computadorizada abdominal mostra nefrocalcinose
    * outros exames devem ser feitos para diagnosticar e determinar a extensão dos distúrbios associados.

Tratamento:
O objetivo do tratamento é reduzir os sintomas. A causa do distúrbio precisa ser tratada. Se a causa for acidose tubular renal tipo 1, não se deve administrar vitamina D ou cálcio na dieta para corrigir os distúrbios ósseos, uma vez que isto irá piorar a nefrocalcinose. Os medicamentos que aumentam a excreção de cálcio devem ser descontinuados. (CONSULTE SEU MÉDICO PRIMEIRO!)

As condições resultantes do distúrbio devem ser tratadas da maneira usual.

Expectativas (prognósticos):
O resultado do tratamento varia, dependendo da extensão das complicações e da causa do distúrbio.

Complicações:
    * insuficiência renal aguda
    * insuficiência renal crônica
    * cálculos renais
    * uropatia obstrutiva (aguda ou crônica, unilateral ou bilateral)

Solicitação de assistência médica:

Marque uma consulta com seu médico se aparecerem sintomas que sugerem distúrbios associados com a nefrocalcinose.
Os sintomas de emergência são: repentina diminuição da produção de urina, convulsões, vomitar sangue, sangue nas fezes e consciência reduzida.

Prevenção:
O tratamento dos distúrbios causadores, incluindo acidose tubular renal, pode ajudar a prevenir a nefrocalcinose. 

Nefrocalcinose

Definição:
Distúrbio do rim que envolve depósitos de cálcio e oxalato ou fosfato nos túbulos renais e interstícios (áreas entre os túbulos); isto pode provocar a redução das funções renais.
Causas, incidência e fatores de risco:

A nefrocalcinose é causada por diversas condições. Entre elas:
    * excesso de excreção de cálcio pelo rim
    * acidose tubular renal
    * espongose medular renal
    * hipercalcemia (níveis altos de cálcio no sangue)
    * necrose renal cortical
    * tuberculose

Fragmentos de oxalato de cálcio ou de fosfato de cálcio podem se desprender do rim e fornecer núcleos para a formação de cálculos (nefrolitíase).

O distúrbio pode eventualmente resultar em uropatia obstrutiva aguda, ou em uma uropatia obstrutiva crônica que eventualmente pode progredir para insuficiência renal. O distúrbio é descoberto quando aparecem os sintomas da insuficiência renal, uropatia obstrutiva ou cálculos do trato urinário.

A nefrocalcinose é relativamente comum em bebês prematuros, em parte pela perda intrínseca de cálcio e em parte pelo aumento da excreção de cálcio quando da administração de diuréticos.

Sintomas:
Inicialmente não há sintomas. Os sintomas associados com os distúrbios podem incluir:

    * aumento do volume de urina ou baixa produção de urina
    * dificuldade para urinar (dificuldade para iniciar a micção)
    * gotejamento da incontinência urinária
    * diminuição da força do jato urinário, jato curto ou fraco
    * aumento da freqüência ou urgência urinária
    * necessidade de urinar durante a noite (noctúria)
    * micção dolorosa (ardor ou pontadas durante a micção)
    * sensação de esvaziamento incompleto da bexiga
    * sangue na urina
    * dor no flanco ou dor nas costas
          - em um ou em ambos os lados
          - pode ser progressiva
          - severa
          - espasmódica (cólicas)
          - pode irradiar-se ou mover-se para a parte inferior do flanco, pélvis, virilha e genitais
    * náuseas, vômitos
    * inchaço geral , retenção de líquidos
    * diminuição da sensibilidade, especialmente nas mãos e pés
    * alterações do estado mental
          - sonolência, letargia, difícil despertar
          - delírio ou confusão
          - coma
    * convulsões
    * sangue no vômito ou nas fezes
    * tendência a hematomas ou sangramentos

Sinais e exames:
Um exame não é específico para a nefrocalcinose, mas pode indicar distúrbios que ocorrem em decorrência da nefrocalcinose. Podem haver sinais de sobrecarga de líquidos, tais como sons cardíacos e pulmonares anormais se a função renal estiver deficiente.

    * filme abdominal mostra calcificação renal
    * tomografia computadorizada abdominal mostra nefrocalcinose
    * outros exames devem ser feitos para diagnosticar e determinar a extensão dos distúrbios associados.

Tratamento:
O objetivo do tratamento é reduzir os sintomas. A causa do distúrbio precisa ser tratada. Se a causa for acidose tubular renal tipo 1, não se deve administrar vitamina D ou cálcio na dieta para corrigir os distúrbios ósseos, uma vez que isto irá piorar a nefrocalcinose. Os medicamentos que aumentam a excreção de cálcio devem ser descontinuados. (CONSULTE SEU MÉDICO PRIMEIRO!)

As condições resultantes do distúrbio devem ser tratadas da maneira usual.

Expectativas (prognósticos):
O resultado do tratamento varia, dependendo da extensão das complicações e da causa do distúrbio.

Complicações:
    * insuficiência renal aguda
    * insuficiência renal crônica
    * cálculos renais
    * uropatia obstrutiva (aguda ou crônica, unilateral ou bilateral)

Solicitação de assistência médica:

Marque uma consulta com seu médico se aparecerem sintomas que sugerem distúrbios associados com a nefrocalcinose.
Os sintomas de emergência são: repentina diminuição da produção de urina, convulsões, vomitar sangue, sangue nas fezes e consciência reduzida.

Prevenção:
O tratamento dos distúrbios causadores, incluindo acidose tubular renal, pode ajudar a prevenir a nefrocalcinose. 

Nefropatia de Refluxo

Nomes alternativos:
Pielonefrite atrófica crônica, nefropatia - refluxo, refluxo do ureter, refluxo vesicoureteral

Definição:
Condição na qual ocorre dano nas estruturas internas dos rins, em decorrência do fluxo retrógrado de urina para o rim.

Causas, incidência e fatores de risco:

A nefropatia de refluxo ocorre quando há uma deficiência nos mecanismos que normalmente funcionam como uma válvula unidirecional entre os ureteres e a bexiga, o que permite que a urina reflua pelo ureter diretamente até o rim. Se a bexiga estiver infectada, ou a urina apresentar bactérias, isto expõe o rim à possibilidade de uma infecção (pielonefrite). Além disso, a pressão na bexiga geralmente é mais alta que a do rim, especialmente durante a micção. Isto expõe o rim a pressões particularmente altas, comprometendo-o com o passar do tempo por escaras cicatriciais.

O refluxo pode ocorrer quando os ureteres penetram apenas uma pequena distância para dentro da parede da bexiga, antes de se abrirem dentro dela. Normalmente a pressão da urina na bexiga mantém os canais bem fechados, porém, se os canais da parede da bexiga são curtos ou estão ausentes, a pressão dentro dela força a urina a refluir para o ureter.

O refluxo pode estar associado a outras condições, incluindo infecções vesicais, cálculos vesicais, obstrução da saída vesical, bexiga neurogênica, ureteres anormais, ou número anormal de ureteres.

A nefropatia de refluxo pode não apresentar quaisquer sinais óbvios. O refluxo geralmente é descoberto quando se realiza uma avaliação radiológica de uma criança com infecções vesicais repetidas ou suspeitas. Caso seja identificado o refluxo, os irmãos da criança também devem ser avaliados, visto que esta condição pode ter um histórico familiar.

O grau de refluxo, geralmente separado em cinco categorias diferentes, pode ajudar a determinar a forma como a condição deve ser tratada. O refluxo simples, sem maiores complicações, geralmente se enquadra na categoria de Grau I ou II.

A nefropatia de refluxo também pode ser ocasionada por tumefação temporária após um reimplante cirúrgico de ureteres durante um transplante de rim, ou em decorrência de trauma do ureter.

A nefropatia de refluxo ocorre em cerca de 1 em cada 1.000 pessoas, e por ser suficientemente grave, pode causar o distúrbio em aproximadamente 4 em cada 10.000 pessoas. A nefropatia de refluxo pode levar à insuficiência renal crônica e à doença renal em estágio final. Os sintomas podem não estar presentes se apenas um rim for afetado, ou podem ser os mesmos apresentados nas infecções do trato urinário, síndrome nefrótica, ou insuficiência renal crônica.

Os fatores de risco incluem um histórico pessoal ou familiar de refluxo, anomalias congênitas e infecções recorrentes do trato urinário.

Sintomas:
    * infecções do trato urinário feminino repetidas
    * uma única infecção do trato urinário masculino
    * dor no flanco, dor nas costas ou dor abdominal
    * freqüência ou urgência urinária aumentada
    * necessidade de urinar durante a noite
    * ardência ou dor aguda durante a micção
    * sensação de esvaziamento incompleto da bexiga
    * sangue na urina
    * urina escura ou espumosa

Sintomas adicionais que podem estar associados a esta doença:
    * dificuldade para urinar
    * náusea e vômitos
    * anormalidades na unha
    * febre
    * calafrios

Obs.: O distúrbio pode ser assintomático.

Sinais e exames:


A pressão sangüínea pode estar elevada, e podem existir sinais e sintomas de insuficiência renal crônica.

Outros exames incluem:
    * pressão sangüínea
    * ultra-som renal
    * BUN sérico
    * creatinina sérica
    * clearance de creatinina
    * urina tipo 1 ou estudos de urina de 24 horas que apresentam níveis elevados de proteína urinária
    * cultura de urina que mostra infecção
    * varredura radionuclear pode mostrar refluxo vesicoureteral ou hidronefrose (distensão do rim por acúmulo de líquidos na pélvis renal)
    * IVP (pielograma intravenoso) que apresenta hidronefrose, um rim pequeno, ou escaras cicatriciais do rim
    * tomografia computadorizada abdominal, ultra-som dos rins ou do abdome que apresenta hidronefrose, refluxo, um rim pequeno ou escaras cicatriciais
    * um cistouretrograma de evacuação (VCUG) definitivamente diagnostica refluxo vesicoureteral

Tratamento:
O refluxo simples, sem complicações (denominado refluxo primário), inferior ao Grau III, pode ser tratado mediante:
    * observação cuidadosa
    * culturas de urina repetidas
    * antibióticos para evitar a infecção
    * ultra-som dos rins anual para acompanhar o desenvolvimento

Casos mais graves de refluxo podem requerer cirurgia, entre as quais estão:
    * reimplante ureteral
    * correção reconstrutiva

Expectativas (prognóstico):
Os resultados variam, e a maior parte dos casos de refluxo vesicoureteral desaparece espontaneamente. No entanto, os danos ao rim podem ser permanentes. Se apenas um rim estiver comprometido, o outro pode continuar funcionando adequadamente.

A nefropatia de refluxo pode ser a causa de até 20% dos casos de insuficiência renal em crianças e adultos jovens.

Complicações:

    * danos permanentes em um ou ambos os rins
    * insuficiência renal crônica se ambos os rins estiverem comprometidos
          - evoluindo para um doença renal em estágio final
    * infecção crônica ou recorrente do trato urinário
    * síndrome nefrótica
    * hipertensão
    * pielonefrite
    * escara cicatricial renal
    * refluxo persistente
    * obstrução do ureter depois de uma cirurgia

Solicitação de assistência médica:
Solicite assistência médica se aparecerem sintomas que sugerem uma nefropatia de refluxo.
Solicite assistência médica se houver uma redução da produção de urina, ou se aparecerem novos sintomas.

Prevenção:
Pode ser realizado o reimplante cirúrgico do(s) ureter(es) na bexiga, a fim de deter a nefropatia de refluxo. Isto diminui a freqüência e a gravidade das infecções do trato urinário.

O tratamento imediato das condições que causam o refluxo de urina para o rim pode evitar o desenvolvimento da nefropatia de refluxo.

Nefropatia de Refluxo

Nomes alternativos:
Pielonefrite atrófica crônica, nefropatia - refluxo, refluxo do ureter, refluxo vesicoureteral

Definição:
Condição na qual ocorre dano nas estruturas internas dos rins, em decorrência do fluxo retrógrado de urina para o rim.

Causas, incidência e fatores de risco:

A nefropatia de refluxo ocorre quando há uma deficiência nos mecanismos que normalmente funcionam como uma válvula unidirecional entre os ureteres e a bexiga, o que permite que a urina reflua pelo ureter diretamente até o rim. Se a bexiga estiver infectada, ou a urina apresentar bactérias, isto expõe o rim à possibilidade de uma infecção (pielonefrite). Além disso, a pressão na bexiga geralmente é mais alta que a do rim, especialmente durante a micção. Isto expõe o rim a pressões particularmente altas, comprometendo-o com o passar do tempo por escaras cicatriciais.

O refluxo pode ocorrer quando os ureteres penetram apenas uma pequena distância para dentro da parede da bexiga, antes de se abrirem dentro dela. Normalmente a pressão da urina na bexiga mantém os canais bem fechados, porém, se os canais da parede da bexiga são curtos ou estão ausentes, a pressão dentro dela força a urina a refluir para o ureter.

O refluxo pode estar associado a outras condições, incluindo infecções vesicais, cálculos vesicais, obstrução da saída vesical, bexiga neurogênica, ureteres anormais, ou número anormal de ureteres.

A nefropatia de refluxo pode não apresentar quaisquer sinais óbvios. O refluxo geralmente é descoberto quando se realiza uma avaliação radiológica de uma criança com infecções vesicais repetidas ou suspeitas. Caso seja identificado o refluxo, os irmãos da criança também devem ser avaliados, visto que esta condição pode ter um histórico familiar.

O grau de refluxo, geralmente separado em cinco categorias diferentes, pode ajudar a determinar a forma como a condição deve ser tratada. O refluxo simples, sem maiores complicações, geralmente se enquadra na categoria de Grau I ou II.

A nefropatia de refluxo também pode ser ocasionada por tumefação temporária após um reimplante cirúrgico de ureteres durante um transplante de rim, ou em decorrência de trauma do ureter.

A nefropatia de refluxo ocorre em cerca de 1 em cada 1.000 pessoas, e por ser suficientemente grave, pode causar o distúrbio em aproximadamente 4 em cada 10.000 pessoas. A nefropatia de refluxo pode levar à insuficiência renal crônica e à doença renal em estágio final. Os sintomas podem não estar presentes se apenas um rim for afetado, ou podem ser os mesmos apresentados nas infecções do trato urinário, síndrome nefrótica, ou insuficiência renal crônica.

Os fatores de risco incluem um histórico pessoal ou familiar de refluxo, anomalias congênitas e infecções recorrentes do trato urinário.

Sintomas:
    * infecções do trato urinário feminino repetidas
    * uma única infecção do trato urinário masculino
    * dor no flanco, dor nas costas ou dor abdominal
    * freqüência ou urgência urinária aumentada
    * necessidade de urinar durante a noite
    * ardência ou dor aguda durante a micção
    * sensação de esvaziamento incompleto da bexiga
    * sangue na urina
    * urina escura ou espumosa

Sintomas adicionais que podem estar associados a esta doença:
    * dificuldade para urinar
    * náusea e vômitos
    * anormalidades na unha
    * febre
    * calafrios

Obs.: O distúrbio pode ser assintomático.

Sinais e exames:


A pressão sangüínea pode estar elevada, e podem existir sinais e sintomas de insuficiência renal crônica.

Outros exames incluem:
    * pressão sangüínea
    * ultra-som renal
    * BUN sérico
    * creatinina sérica
    * clearance de creatinina
    * urina tipo 1 ou estudos de urina de 24 horas que apresentam níveis elevados de proteína urinária
    * cultura de urina que mostra infecção
    * varredura radionuclear pode mostrar refluxo vesicoureteral ou hidronefrose (distensão do rim por acúmulo de líquidos na pélvis renal)
    * IVP (pielograma intravenoso) que apresenta hidronefrose, um rim pequeno, ou escaras cicatriciais do rim
    * tomografia computadorizada abdominal, ultra-som dos rins ou do abdome que apresenta hidronefrose, refluxo, um rim pequeno ou escaras cicatriciais
    * um cistouretrograma de evacuação (VCUG) definitivamente diagnostica refluxo vesicoureteral

Tratamento:
O refluxo simples, sem complicações (denominado refluxo primário), inferior ao Grau III, pode ser tratado mediante:
    * observação cuidadosa
    * culturas de urina repetidas
    * antibióticos para evitar a infecção
    * ultra-som dos rins anual para acompanhar o desenvolvimento

Casos mais graves de refluxo podem requerer cirurgia, entre as quais estão:
    * reimplante ureteral
    * correção reconstrutiva

Expectativas (prognóstico):
Os resultados variam, e a maior parte dos casos de refluxo vesicoureteral desaparece espontaneamente. No entanto, os danos ao rim podem ser permanentes. Se apenas um rim estiver comprometido, o outro pode continuar funcionando adequadamente.

A nefropatia de refluxo pode ser a causa de até 20% dos casos de insuficiência renal em crianças e adultos jovens.

Complicações:

    * danos permanentes em um ou ambos os rins
    * insuficiência renal crônica se ambos os rins estiverem comprometidos
          - evoluindo para um doença renal em estágio final
    * infecção crônica ou recorrente do trato urinário
    * síndrome nefrótica
    * hipertensão
    * pielonefrite
    * escara cicatricial renal
    * refluxo persistente
    * obstrução do ureter depois de uma cirurgia

Solicitação de assistência médica:
Solicite assistência médica se aparecerem sintomas que sugerem uma nefropatia de refluxo.
Solicite assistência médica se houver uma redução da produção de urina, ou se aparecerem novos sintomas.

Prevenção:
Pode ser realizado o reimplante cirúrgico do(s) ureter(es) na bexiga, a fim de deter a nefropatia de refluxo. Isto diminui a freqüência e a gravidade das infecções do trato urinário.

O tratamento imediato das condições que causam o refluxo de urina para o rim pode evitar o desenvolvimento da nefropatia de refluxo.

Nefropatia por Analgésicos

Nomes alternativos:
Nefrite por fenacetina

Definição:

Dano ao rim causado por superexposição à misturas de medicamentos, especialmente analgésicos de venda livre.

Causas, incidência e fatores de risco:

A nefropatia por analgésicos é um tipo de lesão tóxica dos rins. Normalmente é o resultado de ingestão prolongada ou crônica de analgésicos, especialmente os de venda livre que contêm fenacetina ou paracetamol, medicamentos antiinflamatórios orais e não-esteróides (AINEs), incluindo aspirina (veja salicilatos orais) ou ibuprofeno. A ingestão pode ter sido excessiva, com um consumo total de 2 kg (4 -5 libras) ou mais de medicamentos ingeridos em um período de alguns anos ou aproximadamente 3 comprimidos por dia durante 6 anos. Isso normalmente ocorre como o resultado da automedicação para algum tipo de dor crônica.

A nefropatia por analgésicos ocorre em 4 entre cada 100.000 pessoas, principalmente em mulheres com mais de 30 anos. A incidência diminuiu de maneira significativa, uma vez que a fenacentina não está mais disponível na maioria das preparações de venda livre. Os fatores de risco incluem o uso de analgésicos de venda livre que contêm mais de um ingrediente ativo, dor de cabeça crônica, dor nas costas crônica ou dor musculoesquelética, dor durante a menstruação, alterações emocionais e/ou comportamentais e história de comportamentos de dependência, incluindo fumo, o alcoolismo e o uso excessivo de tranqüilizantes. Pode haver também uma história anterior de infecção do trato urinário (veja ITU - aguda), nefrite intersticial, cálculos renais, azotemia pré-renal, insuficiência cardíaca congestiva ou depleção do volume sangüíneo (como a desidratação).

O dano ocorre nas estruturas internas do rim. Há nefrite intersticial e necrose papilar renal, que eventualmente conduzem à uma insuficiência renal aguda ou insuficiência renal crônica. O tecido do rim pode se desprender e cair na urina. Pode haver sangue e pus na urina, com ou sem cultura positiva ou outros sinais de infecção, e pode haver uma perda mínima ou nenhuma perda de proteína na urina.

Sintomas:
    * debilidade
    * fadiga
    * aumento da freqüência ou urgência urinária
    * sangue na urina
    * dor no flanco ou dor nas costas, cólica renal (ocasional)
    * redução da produção de urina
    * alerta diminuído
          - sonolência
          - confusão, delírio
          - letargia
    * diminuição da sensibilidade, entorpecimento (especialmente das extremidades).
    * náuseas, vômitos
    * hematomas ou sangramento fácil
    * inchaço generalizado

Obs.: Pode ser assintomática.

Sinais e exames:
Um exame pode não ser revelador, mas pode indicar nefrite intersticial ou insuficiência renal. A pressão sangüínea pode estar elevada. Pode haver sinais de sobrecarga de líquidos, incluindo sons anormais no coração e pulmões. O envelhecimento precoce da pele pode ser evidente.

    * uma triagem toxicológica da urina pode ser positiva para salicilatos
    * urina tipo I mostra glóbulos brancos e vermelhos
    * um hemograma completo pode demonstrar anemia com diminuição do número de glóbulos vermelhos
    * um exame histológico dos sedimentos ou tecidos encontrados na urina pode mostrar tecido papilar necrótico (morto)
    * um IPV (pielograma intravenoso) pode demonstrar necrose papilar (morte do tecido) ou papilas desprendidas na pélvis renal ou ureter

Tratamento:
Os objetivos primários do tratamento são prevenir maiores danos e tratar qualquer insuficiência renal existente. Todos os medicamentos analgésicos considerados suspeitos, especialmente os de venda livre, devem ser interrompidos.

Os sinais de insuficiência renal devem ser tratados de acordo com a extensão e a gravidade da insuficiência renal. O tratamento inclui alterações na dieta, restrição de líquidos, diálise, transplante de rim e outros tratamentos.

Aconselhamento, modificações comportamentais ou intervenções semelhantes podem ajudar no desenvolvimento de métodos alternativos do controle da dor crônica.

Expectativas (prognóstico):
O dano ao rim pode ser agudo e temporário, ou crônico e a longo prazo.

Complicações:
    * insuficiência renal aguda
    * insuficiência renal crônica
    * nefrite intersticial
    * necrose papilar renal (morte do tecido)
    * infecções do trato urinário, crônicas ou recorrentes
    * hipertensão
    * carcinoma das células de transição do rim ou ureter
    * carcinoma das células de transição da bexiga

Solicitação de assistência médica:
Solicite assistência médica se os sintomas indicarem a presença de nefropatia por analgésicos, especialmente se houver história do uso de analgésicos.
Marque uma consulta com seu médico se houver sangue ou material sólido na urina ou se houver redução da produção de urina.

Prevenção:

Siga as recomendações do seu médico ao utilizar medicamentos, inclusive os de venda livre. Não exceda a dose recomendada do medicamento sem a supervisão do seu médico. 

Nefropatia por Analgésicos

Nomes alternativos:
Nefrite por fenacetina

Definição:

Dano ao rim causado por superexposição à misturas de medicamentos, especialmente analgésicos de venda livre.

Causas, incidência e fatores de risco:

A nefropatia por analgésicos é um tipo de lesão tóxica dos rins. Normalmente é o resultado de ingestão prolongada ou crônica de analgésicos, especialmente os de venda livre que contêm fenacetina ou paracetamol, medicamentos antiinflamatórios orais e não-esteróides (AINEs), incluindo aspirina (veja salicilatos orais) ou ibuprofeno. A ingestão pode ter sido excessiva, com um consumo total de 2 kg (4 -5 libras) ou mais de medicamentos ingeridos em um período de alguns anos ou aproximadamente 3 comprimidos por dia durante 6 anos. Isso normalmente ocorre como o resultado da automedicação para algum tipo de dor crônica.

A nefropatia por analgésicos ocorre em 4 entre cada 100.000 pessoas, principalmente em mulheres com mais de 30 anos. A incidência diminuiu de maneira significativa, uma vez que a fenacentina não está mais disponível na maioria das preparações de venda livre. Os fatores de risco incluem o uso de analgésicos de venda livre que contêm mais de um ingrediente ativo, dor de cabeça crônica, dor nas costas crônica ou dor musculoesquelética, dor durante a menstruação, alterações emocionais e/ou comportamentais e história de comportamentos de dependência, incluindo fumo, o alcoolismo e o uso excessivo de tranqüilizantes. Pode haver também uma história anterior de infecção do trato urinário (veja ITU - aguda), nefrite intersticial, cálculos renais, azotemia pré-renal, insuficiência cardíaca congestiva ou depleção do volume sangüíneo (como a desidratação).

O dano ocorre nas estruturas internas do rim. Há nefrite intersticial e necrose papilar renal, que eventualmente conduzem à uma insuficiência renal aguda ou insuficiência renal crônica. O tecido do rim pode se desprender e cair na urina. Pode haver sangue e pus na urina, com ou sem cultura positiva ou outros sinais de infecção, e pode haver uma perda mínima ou nenhuma perda de proteína na urina.

Sintomas:
    * debilidade
    * fadiga
    * aumento da freqüência ou urgência urinária
    * sangue na urina
    * dor no flanco ou dor nas costas, cólica renal (ocasional)
    * redução da produção de urina
    * alerta diminuído
          - sonolência
          - confusão, delírio
          - letargia
    * diminuição da sensibilidade, entorpecimento (especialmente das extremidades).
    * náuseas, vômitos
    * hematomas ou sangramento fácil
    * inchaço generalizado

Obs.: Pode ser assintomática.

Sinais e exames:
Um exame pode não ser revelador, mas pode indicar nefrite intersticial ou insuficiência renal. A pressão sangüínea pode estar elevada. Pode haver sinais de sobrecarga de líquidos, incluindo sons anormais no coração e pulmões. O envelhecimento precoce da pele pode ser evidente.

    * uma triagem toxicológica da urina pode ser positiva para salicilatos
    * urina tipo I mostra glóbulos brancos e vermelhos
    * um hemograma completo pode demonstrar anemia com diminuição do número de glóbulos vermelhos
    * um exame histológico dos sedimentos ou tecidos encontrados na urina pode mostrar tecido papilar necrótico (morto)
    * um IPV (pielograma intravenoso) pode demonstrar necrose papilar (morte do tecido) ou papilas desprendidas na pélvis renal ou ureter

Tratamento:
Os objetivos primários do tratamento são prevenir maiores danos e tratar qualquer insuficiência renal existente. Todos os medicamentos analgésicos considerados suspeitos, especialmente os de venda livre, devem ser interrompidos.

Os sinais de insuficiência renal devem ser tratados de acordo com a extensão e a gravidade da insuficiência renal. O tratamento inclui alterações na dieta, restrição de líquidos, diálise, transplante de rim e outros tratamentos.

Aconselhamento, modificações comportamentais ou intervenções semelhantes podem ajudar no desenvolvimento de métodos alternativos do controle da dor crônica.

Expectativas (prognóstico):
O dano ao rim pode ser agudo e temporário, ou crônico e a longo prazo.

Complicações:
    * insuficiência renal aguda
    * insuficiência renal crônica
    * nefrite intersticial
    * necrose papilar renal (morte do tecido)
    * infecções do trato urinário, crônicas ou recorrentes
    * hipertensão
    * carcinoma das células de transição do rim ou ureter
    * carcinoma das células de transição da bexiga

Solicitação de assistência médica:
Solicite assistência médica se os sintomas indicarem a presença de nefropatia por analgésicos, especialmente se houver história do uso de analgésicos.
Marque uma consulta com seu médico se houver sangue ou material sólido na urina ou se houver redução da produção de urina.

Prevenção:

Siga as recomendações do seu médico ao utilizar medicamentos, inclusive os de venda livre. Não exceda a dose recomendada do medicamento sem a supervisão do seu médico.