domingo, 31 de outubro de 2010

Salada de Macarrão (leve)


Eu gosto muito de cozinhar. Geralmente tudo que faço costuma ter uma boa aceitação da família, rs, mas fazia tempo que não preparava nada em casa. Ontem fui com meu irmão e minha mãe no supermercado e quando me deparei com os pimentões lembrei de quando eu fazia salada de macarrão e minha mãe se acabava, rsrs, então resolvi fazer. É um prato simples e muito rápido de fazer, só não sabia se a receita servia para pacientes renais, mas dei uma pesquisada e aparentemente não tem contra indicação, apenas moderação no consumo, então vou deixar a receita abaixo.


 RECEITA:

- 1 pacote de macarrão parafuso
- 1/2 Pimentão vermelho
- 1/2 Pimentão verde
- 1/2 Pimentão amarelo
- 1/2 cebola
- 1 tomate
- 1 xícara de chá de maionese
- 2 colheres de sopa de azeite
- Salsinha
- Cebolinha
- Sal


Modo de Preparo:
- Coloque o macarrão para cozinhar, enquanto isso, pique em cubos pequenos os pimentões, o tomate e a cebola. Pique também a salsinha sem os talos e a cebolinha.
- Após o macarrão cozinhar, escoa-o e deixe esfriar.
- Assim que o macarrão esfriar, coloque-o em um recipiente e jogue o azeite por cima do macarrão, misture como se estivesse temperando o macarrão.
Adicione aos poucos os pimentões, o tomate e a cebola e misture para que não fique só em um lugar. Quando terminar, coloque a salsinha e a cebolinha por cima e misture novamente, em seguida adicione a maionese e mais uma vez misture. No final, adicione o sal a gosto, tendo muito cuidado para não salgar. 
Leve a geladeira por pelo menos 30 minutos antes de servir.

Rendimento: 6 porções bem servidas.


Dicas:
1- Não misture todos os ingredientes de uma vez, pois pode ficar pimentão de um lado, cebola do outro, etc.
2- Você pode adicionar alguma proteína animal, como carne ou frango desfiado.
3- Essa salada tem diversas versões, você pode ainda adicionar milho e ervilha, apenas evite enlatados, procure comprar produtos naturais.
4- Eu gosto de fazer essa salada para servir no dia seguinte, assim o macarrão absorve todos os sabores.
5- Ao adicionar o sal, procure ir provando até chegar o ponto certo, lembrando que pacientes renais não podem consumir grande quantidade de sódio.
6- Existem maioneses à venda que possuem a taxa de sódio reduzida.


Propriedades nutricionais por porção:

Pimentão Verde:
Caloria: 4
Ferro: 0,1mg
Fósforo: 3mg
Potássio: 29mg
Cálcio: 2mg

Pimentão Vermelho:
Caloria: 4
Ferro: 0,3mg
Fósforo: 3mg
Potássio: 35mg
Cálcio: 1mg

Pimentão Amarelo:
Caloria: 5
Ferro: 0,4mg
Fósforo: 3mg
Potássio: 36mg
Cálcio: 1mg

Macarrão Parafuso:
Caloria: 230
Ferro: 1,6mg
Fósforo: 85mg
Potássio: 103mg
Cálcio: 11mg

Tomate:
Caloria: 3
Ferro: 0,08mg
Fósforo: 4mg
Potássio: 34mg
Cálcio: 2mg

Cebola:
Caloria: 5
Ferro: 0,3mg
Fósforo: 5mg
Potássio: 42mg
Cálcio: 10mg

Maionese:
Caloria: 70
Ferro: 0,1mg
Fósforo: 4mg
Potássio: 5mg
Cálcio: 3mg

Total aproximado:
Caloria: 421
Ferro: 2,88mg
Fósforo: 107mg
Potássio: 284mg
Cálcio: 30mg

Salada de Macarrão (leve)


Eu gosto muito de cozinhar. Geralmente tudo que faço costuma ter uma boa aceitação da família, rs, mas fazia tempo que não preparava nada em casa. Ontem fui com meu irmão e minha mãe no supermercado e quando me deparei com os pimentões lembrei de quando eu fazia salada de macarrão e minha mãe se acabava, rsrs, então resolvi fazer. É um prato simples e muito rápido de fazer, só não sabia se a receita servia para pacientes renais, mas dei uma pesquisada e aparentemente não tem contra indicação, apenas moderação no consumo, então vou deixar a receita abaixo.


 RECEITA:

- 1 pacote de macarrão parafuso
- 1/2 Pimentão vermelho
- 1/2 Pimentão verde
- 1/2 Pimentão amarelo
- 1/2 cebola
- 1 tomate
- 1 xícara de chá de maionese
- 2 colheres de sopa de azeite
- Salsinha
- Cebolinha
- Sal


Modo de Preparo:
- Coloque o macarrão para cozinhar, enquanto isso, pique em cubos pequenos os pimentões, o tomate e a cebola. Pique também a salsinha sem os talos e a cebolinha.
- Após o macarrão cozinhar, escoa-o e deixe esfriar.
- Assim que o macarrão esfriar, coloque-o em um recipiente e jogue o azeite por cima do macarrão, misture como se estivesse temperando o macarrão.
Adicione aos poucos os pimentões, o tomate e a cebola e misture para que não fique só em um lugar. Quando terminar, coloque a salsinha e a cebolinha por cima e misture novamente, em seguida adicione a maionese e mais uma vez misture. No final, adicione o sal a gosto, tendo muito cuidado para não salgar. 
Leve a geladeira por pelo menos 30 minutos antes de servir.

Rendimento: 6 porções bem servidas.


Dicas:
1- Não misture todos os ingredientes de uma vez, pois pode ficar pimentão de um lado, cebola do outro, etc.
2- Você pode adicionar alguma proteína animal, como carne ou frango desfiado.
3- Essa salada tem diversas versões, você pode ainda adicionar milho e ervilha, apenas evite enlatados, procure comprar produtos naturais.
4- Eu gosto de fazer essa salada para servir no dia seguinte, assim o macarrão absorve todos os sabores.
5- Ao adicionar o sal, procure ir provando até chegar o ponto certo, lembrando que pacientes renais não podem consumir grande quantidade de sódio.
6- Existem maioneses à venda que possuem a taxa de sódio reduzida.


Propriedades nutricionais por porção:

Pimentão Verde:
Caloria: 4
Ferro: 0,1mg
Fósforo: 3mg
Potássio: 29mg
Cálcio: 2mg

Pimentão Vermelho:
Caloria: 4
Ferro: 0,3mg
Fósforo: 3mg
Potássio: 35mg
Cálcio: 1mg

Pimentão Amarelo:
Caloria: 5
Ferro: 0,4mg
Fósforo: 3mg
Potássio: 36mg
Cálcio: 1mg

Macarrão Parafuso:
Caloria: 230
Ferro: 1,6mg
Fósforo: 85mg
Potássio: 103mg
Cálcio: 11mg

Tomate:
Caloria: 3
Ferro: 0,08mg
Fósforo: 4mg
Potássio: 34mg
Cálcio: 2mg

Cebola:
Caloria: 5
Ferro: 0,3mg
Fósforo: 5mg
Potássio: 42mg
Cálcio: 10mg

Maionese:
Caloria: 70
Ferro: 0,1mg
Fósforo: 4mg
Potássio: 5mg
Cálcio: 3mg

Total aproximado:
Caloria: 421
Ferro: 2,88mg
Fósforo: 107mg
Potássio: 284mg
Cálcio: 30mg

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

11 meses...

Chegando à reta final para completar um ano.

Faz tempo que não tenho uma pressão 12x8, geralmente esta 9x5 o que me preocupa muito, pois eu estou me alimentando, estou tomando todas as medicações, e a pressão que costumava cair durante e após a hemodiálise, agora cai constantemente, eu já entro na clinica com pressão baixa. Já aumentaram meu peso seco umas 5 vezes desde que comecei a hemodiálise, mesmo assim só vejo minha pressão cada vez mais baixa, e por isso, esse mês não consegui fazer quase nada, estou perdendo momentos que não queria perder, minhas amigas de infância estão para casar e eu não consegui ir em nenhum chá-bar, tenho trabalho acumulado, é tanta pendência que não cumpro por causa da pressão. Estou começando a desconfiar da maquina de diálise, mas como não entendo nada disso, é mera desconfiança.
O meu braço infiltrou novamente e eu que fui culpada, pois o dobrei sem querer. Ele ainda esta enorme, mas não dói e o mais importante, a fistula funciona.
Teve também a preocupação com minha mãe, mas agora já estou mais tranquila.
Fiz a cintilografia das paratireóides, mas ainda não saiu o resultado.
Fiquei quase duas semanas gripada.
Esse mês a bruxa ta solta, rsrsrs, não é a toa que é halloween.

É isso aí... 
Por pior que pareça a situação, eu nunca vou dizer a Deus que tenho um grande problema, e sim ao problema, que eu tenho um grande Deus ;)

Minha mente atualmente esta normal.
Meu físico atualmente esta ruim (mais fácil dizer onde não sinto dor, rsrsrs).

11 meses...

Chegando à reta final para completar um ano.

Faz tempo que não tenho uma pressão 12x8, geralmente esta 9x5 o que me preocupa muito, pois eu estou me alimentando, estou tomando todas as medicações, e a pressão que costumava cair durante e após a hemodiálise, agora cai constantemente, eu já entro na clinica com pressão baixa. Já aumentaram meu peso seco umas 5 vezes desde que comecei a hemodiálise, mesmo assim só vejo minha pressão cada vez mais baixa, e por isso, esse mês não consegui fazer quase nada, estou perdendo momentos que não queria perder, minhas amigas de infância estão para casar e eu não consegui ir em nenhum chá-bar, tenho trabalho acumulado, é tanta pendência que não cumpro por causa da pressão. Estou começando a desconfiar da maquina de diálise, mas como não entendo nada disso, é mera desconfiança.
O meu braço infiltrou novamente e eu que fui culpada, pois o dobrei sem querer. Ele ainda esta enorme, mas não dói e o mais importante, a fistula funciona.
Teve também a preocupação com minha mãe, mas agora já estou mais tranquila.
Fiz a cintilografia das paratireóides, mas ainda não saiu o resultado.
Fiquei quase duas semanas gripada.
Esse mês a bruxa ta solta, rsrsrs, não é a toa que é halloween.

É isso aí... 
Por pior que pareça a situação, eu nunca vou dizer a Deus que tenho um grande problema, e sim ao problema, que eu tenho um grande Deus ;)

Minha mente atualmente esta normal.
Meu físico atualmente esta ruim (mais fácil dizer onde não sinto dor, rsrsrs).

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Sem deixar a peteca cair...

Ontem não consegui fazer hemodiálise, meu braço tem uma infiltração enorme (hematoma), esta praticamente o dobro do tamanho, então como não peguei muito peso (500g) deu para adiar por dois dias a sessão. O meu braço estava doendo muito, tiveram que puncionar para ao menos fazer a medicação, e como doeu muito, eu não aguentei e comecei a chorar, e ninguém imagina o quanto eu odeio chorar, principalmente na frente dos outros, nossa, e pior que não conseguia evitar, tentava respirar fundo para controlar, punha a mão na cara (o que fez eu me sentir uma besta, rsrsrs), enfim, fiquei mal, desconfortável, impaciente, e um monte de coisas ruins, deixei toda negatividade da situação me dominar.
Cheguei em casa parecendo que tinha tomado um sonífero, de tanto sono que sentia, mas não pegava no sono (devido a medicação), só consegui adormecer depois de ter visto o exame da minha mãe, que acusou litíase e microlitíases nos rins (basicamente pedra nos rins), senti um alivio enorme, e isso foi a marretada final, dormi e dormi muito, tanto que quebrei a promessa de ligar para o Dr. L. para saber se eu tinha que fazer hemodiálise urgente ou se conseguiria esperar até quinta feira, mas ele me ligou, rsrsrs, os exames estavam OK.

Hoje quando acordei, a dor no braço estava quase inexistente, então consegui retornar ao bom humor. Assim que acordei, lembrei de uma musica que tem uma das letras mais bonitas que conheço. Eu costumo recarregar minhas energias ouvindo musicas com letras otimistas, letras que incentivam a lutar, continuar, enfim, musicas que tocam fundo o coração e a alma. Vou deixar a letra aqui embaixo. Para quem quiser a tradução, clique aqui.


Keep On Singin' my Song
(Christina Aguilera)


Oohhh, Yeah, Oooh Huh
I woke up this morning with a smile on my face
And nobody's gonna bring me down today
Been feeling like nothing's been going my way lately
But I decided right here,right now,that my outlooks gonna change
That's why I'm gonna
Say goodbye to all the tears I've cried
Everytime somebody hurt my pride
Feelin' like they won't let me live life
And take the time to look at what is mine
I see every blessing so clearly
And I thank God for what I got from above
I believe they can take anything from me
But they can't succeed in taking my inner peace from me
They can say all they wanna say about me, But I'm
I'm gonna carry on (carry on)
I'mma keep on (keep on) singin' my song
I never wanna dwell on the pain again
There's no use in relivin' how I hurt back then
Rememberin' too well the hell I felt when I was runnin' out of faith
Every step I'm 'bout to take well it's towards a better day
Cause I'm about to
Say farewell to every single lie
And all the fears I've held too long inside
Everytime I felt I couldn't try
All the negativity and strife
Cause too long I've been strugglin', couldn't go on
But now I've found I'm feelin' strong and I'm moving on
I believe they can take anything from me
But they can't succeed in taking my inner peace from me
They can say all they wanna say about me, but I'm
I'm gonna carry on (carry on)
I'mma keep on (keep on) singin' my song
Everytime I tried to be what they wanted from me
It never came naturally, so I ended up in misery
Was unable to see all the good around me
Wasting so much energy on what they thought of me
Than simply just rememberin' to breathe, I've learned
I'm humanly unable to please everyone at the same time
So now I find my peace of mind living one day at a time
In the end I answer to one God
Comes down to one love
Till I get to heaven above
I have made the decision
Never to give in
Till the day I die no matter what
I'm gonna carry on, I'mma keep on singin' my song...
(They can't take anything from me)
I believe that they can do what they wanna.
Say what they wanna say
(They can say what they wanna)
But I'm gonna keep on
(Keep on )
I believe it
That they can take from me
But they can't take my inner peace
Oh, yeah, yeah, yeah, yeah, yeah, yeah,
Say what you wanan say, I am gonna sing my song
Oh, Oh, Oh, Oh, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah

E chega de mal humor, afinal, começou a chegar boas noticias.

Sem deixar a peteca cair...

Ontem não consegui fazer hemodiálise, meu braço tem uma infiltração enorme (hematoma), esta praticamente o dobro do tamanho, então como não peguei muito peso (500g) deu para adiar por dois dias a sessão. O meu braço estava doendo muito, tiveram que puncionar para ao menos fazer a medicação, e como doeu muito, eu não aguentei e comecei a chorar, e ninguém imagina o quanto eu odeio chorar, principalmente na frente dos outros, nossa, e pior que não conseguia evitar, tentava respirar fundo para controlar, punha a mão na cara (o que fez eu me sentir uma besta, rsrsrs), enfim, fiquei mal, desconfortável, impaciente, e um monte de coisas ruins, deixei toda negatividade da situação me dominar.
Cheguei em casa parecendo que tinha tomado um sonífero, de tanto sono que sentia, mas não pegava no sono (devido a medicação), só consegui adormecer depois de ter visto o exame da minha mãe, que acusou litíase e microlitíases nos rins (basicamente pedra nos rins), senti um alivio enorme, e isso foi a marretada final, dormi e dormi muito, tanto que quebrei a promessa de ligar para o Dr. L. para saber se eu tinha que fazer hemodiálise urgente ou se conseguiria esperar até quinta feira, mas ele me ligou, rsrsrs, os exames estavam OK.

Hoje quando acordei, a dor no braço estava quase inexistente, então consegui retornar ao bom humor. Assim que acordei, lembrei de uma musica que tem uma das letras mais bonitas que conheço. Eu costumo recarregar minhas energias ouvindo musicas com letras otimistas, letras que incentivam a lutar, continuar, enfim, musicas que tocam fundo o coração e a alma. Vou deixar a letra aqui embaixo. Para quem quiser a tradução, clique aqui.


Keep On Singin' my Song
(Christina Aguilera)


Oohhh, Yeah, Oooh Huh
I woke up this morning with a smile on my face
And nobody's gonna bring me down today
Been feeling like nothing's been going my way lately
But I decided right here,right now,that my outlooks gonna change
That's why I'm gonna
Say goodbye to all the tears I've cried
Everytime somebody hurt my pride
Feelin' like they won't let me live life
And take the time to look at what is mine
I see every blessing so clearly
And I thank God for what I got from above
I believe they can take anything from me
But they can't succeed in taking my inner peace from me
They can say all they wanna say about me, But I'm
I'm gonna carry on (carry on)
I'mma keep on (keep on) singin' my song
I never wanna dwell on the pain again
There's no use in relivin' how I hurt back then
Rememberin' too well the hell I felt when I was runnin' out of faith
Every step I'm 'bout to take well it's towards a better day
Cause I'm about to
Say farewell to every single lie
And all the fears I've held too long inside
Everytime I felt I couldn't try
All the negativity and strife
Cause too long I've been strugglin', couldn't go on
But now I've found I'm feelin' strong and I'm moving on
I believe they can take anything from me
But they can't succeed in taking my inner peace from me
They can say all they wanna say about me, but I'm
I'm gonna carry on (carry on)
I'mma keep on (keep on) singin' my song
Everytime I tried to be what they wanted from me
It never came naturally, so I ended up in misery
Was unable to see all the good around me
Wasting so much energy on what they thought of me
Than simply just rememberin' to breathe, I've learned
I'm humanly unable to please everyone at the same time
So now I find my peace of mind living one day at a time
In the end I answer to one God
Comes down to one love
Till I get to heaven above
I have made the decision
Never to give in
Till the day I die no matter what
I'm gonna carry on, I'mma keep on singin' my song...
(They can't take anything from me)
I believe that they can do what they wanna.
Say what they wanna say
(They can say what they wanna)
But I'm gonna keep on
(Keep on )
I believe it
That they can take from me
But they can't take my inner peace
Oh, yeah, yeah, yeah, yeah, yeah, yeah,
Say what you wanan say, I am gonna sing my song
Oh, Oh, Oh, Oh, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah

E chega de mal humor, afinal, começou a chegar boas noticias.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Correria...

Esses últimos dias estão agitados, são várias consultas, exames, compromissos, por esse motivo estou me dedicando pouco aqui.

Minha mãe descobriu esses dias que também esta com algum problema nos rins, mas se Deus quiser, são somente pedras nos rins, nada que chegue perto do meu caso. Mas como mãe é mãe, é impossível não ficar preocupada, então estou concentrada mais nela do que em mim, amanhã pegamos o resultado de um ultrasom que ela fez, espero ter noticias boas para relaxar, a ultima pessoa que quero ver com dor ou sofrendo é ela.

Hoje também fiz uma cintilografia e ultrasom da paratireóide, o ultrasom fiquei sabendo pelo próprio medico que executou o exame, que as paratireóides estão normais, o que me deixou encanada, vou esperar o resultado da cintilografia que saí somente dia 2/11/2010, até lá, fico com um ponto de interrogação na cabeça, em breve explico como é a cintilografia, mas adianto que é tranqüilo.

Desde terça passada, meu braço esta dolorido, pois na hemodiálise eu bobiei e a agulha varou a veia, na terça não tinha hematoma, mas depois da hemodiálise de quinta feira, meu braço ficou quase igual quando puncionaram a primeira vez, não sei nem se amanhã vou conseguir fazer hemodiálise, pois não consigo deixar o braço reto, rsrs, enfim, vou deixar os profissionais da clinica avaliarem se vale a pena ou não.

É isso, vou escrever pouco hoje, pois o braço dói até para digitar. Postei dois textos abaixo que achei aqui semana passada, que eu escrevi uns dias depois que tive alta da internação. É um texto fraquinho, mas descreve o que passei no começo.

Até a próxima :)

Correria...

Esses últimos dias estão agitados, são várias consultas, exames, compromissos, por esse motivo estou me dedicando pouco aqui.

Minha mãe descobriu esses dias que também esta com algum problema nos rins, mas se Deus quiser, são somente pedras nos rins, nada que chegue perto do meu caso. Mas como mãe é mãe, é impossível não ficar preocupada, então estou concentrada mais nela do que em mim, amanhã pegamos o resultado de um ultrasom que ela fez, espero ter noticias boas para relaxar, a ultima pessoa que quero ver com dor ou sofrendo é ela.

Hoje também fiz uma cintilografia e ultrasom da paratireóide, o ultrasom fiquei sabendo pelo próprio medico que executou o exame, que as paratireóides estão normais, o que me deixou encanada, vou esperar o resultado da cintilografia que saí somente dia 2/11/2010, até lá, fico com um ponto de interrogação na cabeça, em breve explico como é a cintilografia, mas adianto que é tranqüilo.

Desde terça passada, meu braço esta dolorido, pois na hemodiálise eu bobiei e a agulha varou a veia, na terça não tinha hematoma, mas depois da hemodiálise de quinta feira, meu braço ficou quase igual quando puncionaram a primeira vez, não sei nem se amanhã vou conseguir fazer hemodiálise, pois não consigo deixar o braço reto, rsrs, enfim, vou deixar os profissionais da clinica avaliarem se vale a pena ou não.

É isso, vou escrever pouco hoje, pois o braço dói até para digitar. Postei dois textos abaixo que achei aqui semana passada, que eu escrevi uns dias depois que tive alta da internação. É um texto fraquinho, mas descreve o que passei no começo.

Até a próxima :)

Através II

I
Através daqueles olhos conhecidos
Ela sentiu-se com sorte
Percebeu que não ficaria sozinha
Nem em vida e nem em morte

II
Através daqueles lábios conhecidos
Ela respirou aliviada
E mesmo que as coisas piorassem
Estaria sempre amparada

III
Através daquelas mãos conhecidas
Ela recebeu proteção
E todo seu medo e angustia
Desapareceram de seu coração

IV
Através daquelas vozes conhecidas
Ela aos poucos pode perceber
Que apesar da luta ser grande
Ela poderia vencer
(Ana P. T. - 23/12/2009)


I - Quando a família estava reunida no quarto do hospital.
II - Quando meus pais revezavam para ficar comigo na internação e meu irmão corria atrás de informação.
III - Quando o Kah segurava minha mão, tentando sempre me consolar.
IV - Quando eu recebia ligações preocupadas no hospital dos familiares e amigos.

Através I

I
Através daqueles olhos estranhos
Ela percebeu seu renascimento
A noticia não era boa
Mas explicava seu sofrimento

II
Através daqueles lábios estranhos
Ela sentiu seu coração partir
Antes que pudesse entender
Tudo o que estaria por vir

III
Através daquelas mãos estranhas
Ela chorou por não entender
Sentiu-se sozinha, desanimou.
Gritou e surtou até amanhecer.

IV
Através daquelas vozes estranhas
Ela demorou a acreditar
Achou injusto e complicado
Queria dormir e não mais acordar
(Ana P. T. - 23/12/2009)


I - Quando o ortopedista identificou a anemia, posteriormente a IRC.
II - Quando o primeiro medico da internação falou sobre a hemodiálise e o transplante.
III - Quando fiz o ultra-som, confirmando a IRC.
IV - Quando passei a noite sozinha na UTI.

Através II

I
Através daqueles olhos conhecidos
Ela sentiu-se com sorte
Percebeu que não ficaria sozinha
Nem em vida e nem em morte

II
Através daqueles lábios conhecidos
Ela respirou aliviada
E mesmo que as coisas piorassem
Estaria sempre amparada

III
Através daquelas mãos conhecidas
Ela recebeu proteção
E todo seu medo e angustia
Desapareceram de seu coração

IV
Através daquelas vozes conhecidas
Ela aos poucos pode perceber
Que apesar da luta ser grande
Ela poderia vencer
(Ana P. T. - 23/12/2009)


I - Quando a família estava reunida no quarto do hospital.
II - Quando meus pais revezavam para ficar comigo na internação e meu irmão corria atrás de informação.
III - Quando o Kah segurava minha mão, tentando sempre me consolar.
IV - Quando eu recebia ligações preocupadas no hospital dos familiares e amigos.

Através I

I
Através daqueles olhos estranhos
Ela percebeu seu renascimento
A noticia não era boa
Mas explicava seu sofrimento

II
Através daqueles lábios estranhos
Ela sentiu seu coração partir
Antes que pudesse entender
Tudo o que estaria por vir

III
Através daquelas mãos estranhas
Ela chorou por não entender
Sentiu-se sozinha, desanimou.
Gritou e surtou até amanhecer.

IV
Através daquelas vozes estranhas
Ela demorou a acreditar
Achou injusto e complicado
Queria dormir e não mais acordar
(Ana P. T. - 23/12/2009)


I - Quando o ortopedista identificou a anemia, posteriormente a IRC.
II - Quando o primeiro medico da internação falou sobre a hemodiálise e o transplante.
III - Quando fiz o ultra-som, confirmando a IRC.
IV - Quando passei a noite sozinha na UTI.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Aos familiares/amigos...

A Laura entrou em contato comigo, perguntando o que ela poderia fazer para ajudar o pai dela a aceitar o tratamento. Bom, só posso ajudar com minha experiência e com as que ouvi e presenciei, o correto é pedir orientação psicológica na própria clinica onde o paciente dialisa.

Aceitar o tratamento nos primeiros dias é muito difícil. Acredito ser mais difícil ainda para quem é pego de surpresa, onde é internado e descobre que vai ter que fazer hemodiálise sendo que nem desconfiava que tinha algum problema nos rins.

Imagina você de um dia pro outro descobrir que 3x por semana você vai precisar ser ligado em uma maquina para continuar vivendo, que existe 2 órgãos dentro de você que não funcionam e que isso não tem cura, pois mesmo transplantando você ainda vai ser dependente de remédios cujo efeitos colaterais as vezes são até piores que a própria hemodiálise, e ainda sim, um dia você voltara para hemodiálise. Não é fácil absorver isso de uma forma racional em pouco tempo. Todo o processo de aceitar a doença, aceitar o tratamento, aceitar sua nova condição de vida não acontece de um dia pro outro.

Algumas pessoas conseguem lidar melhor com o diagnostico, outras nem tanto, mas sempre leva um tempo, nada é imediato. Nessa hora os familiares precisam de paciência redobrada, pois todo tipo de reação negativa pode acontecer por parte do paciente. 

Eu por exemplo, nos primeiros dias tive muitas crises de pânico, alucinações, confusão mental e tristeza. No meu caso eu achava ruim, principalmente por não ter informação nenhuma, os profissionais que me atendiam, estavam preocupados com o físico, pois a urgência era normalizar meus exames, então as orientações que recebiam eram confusas e incompletas, mas por que eu queria praticamente receber uma bíblia sobre a doença, rs, e não funciona assim. Na internação, minha PA era sempre 12x8, mas quando o médico entrava no quarto, minha PA chegava até 15x9, pois eu sentia medo, e esse medo era por pura falta de informação, se não fosse meu namorado e meu irmão/cunhada que se informavam por fora e me explicavam depois, eu com certeza teria surtado, graças a paciência deles eu aos poucos fui entendendo melhor o que estava acontecendo e me adptando ao tratamento.
Aceitar que você tem uma doença dessa gravidade sem ter sintomas é complicado, imagina, você dorme bem, se alimenta bem, sua pressão é normal, você não tem febre, e de repente, aparece o medico e te avisa: "seus rins pararam de funcionar". Como assim? ,
A insuficiência renal crônica é uma doença silenciosa, e infelizmente, muitas pessoas morrem com falência renal sem ao menos ter desconfiado de que seus rins pararam.
Enfim, querer que um renal crônico aceite suas condições de cara, é pedir muito, sim, por mais otimista, por mais consciente que a pessoa seja, ela não vai aceitar na boa, ela pode mascarar para não preocupar as pessoas que gosta, mas com certeza o inicio é horrível para todos, e exigir que a pessoa entenda e aceite sem problemas, em minha opinião é até cruel.

Os conselhos que eu posso dar:
- Tenha paciência.
- Dê muita atenção ao renal crônico.
- Procure conhecer a doença, pesquise bastante, e em lugares confiáveis (na parte de link tem sites onde as informações passadas são de confiança).
- Converse com pacientes que estão na mesma situação e faça com que o doente participe da conversa.
- Confie na equipe medica que irá cuidar dele.
- Procure orientação psicológica.
- Dê tempo ao tempo, aos poucos a pessoa vai assimilando o tratamento e começa a reagir melhor a tudo isso.

É importante saber também, que cada pessoa é diferente da outra, então não pegue de exemplo tudo o que você ver ou ouvir, o que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra.

Se alguém sentir a necessidade de conversar, basta escrever, a minha maior intenção aqui é ajudar.

Aos familiares/amigos...

A Laura entrou em contato comigo, perguntando o que ela poderia fazer para ajudar o pai dela a aceitar o tratamento. Bom, só posso ajudar com minha experiência e com as que ouvi e presenciei, o correto é pedir orientação psicológica na própria clinica onde o paciente dialisa.

Aceitar o tratamento nos primeiros dias é muito difícil. Acredito ser mais difícil ainda para quem é pego de surpresa, onde é internado e descobre que vai ter que fazer hemodiálise sendo que nem desconfiava que tinha algum problema nos rins.

Imagina você de um dia pro outro descobrir que 3x por semana você vai precisar ser ligado em uma maquina para continuar vivendo, que existe 2 órgãos dentro de você que não funcionam e que isso não tem cura, pois mesmo transplantando você ainda vai ser dependente de remédios cujo efeitos colaterais as vezes são até piores que a própria hemodiálise, e ainda sim, um dia você voltara para hemodiálise. Não é fácil absorver isso de uma forma racional em pouco tempo. Todo o processo de aceitar a doença, aceitar o tratamento, aceitar sua nova condição de vida não acontece de um dia pro outro.

Algumas pessoas conseguem lidar melhor com o diagnostico, outras nem tanto, mas sempre leva um tempo, nada é imediato. Nessa hora os familiares precisam de paciência redobrada, pois todo tipo de reação negativa pode acontecer por parte do paciente. 

Eu por exemplo, nos primeiros dias tive muitas crises de pânico, alucinações, confusão mental e tristeza. No meu caso eu achava ruim, principalmente por não ter informação nenhuma, os profissionais que me atendiam, estavam preocupados com o físico, pois a urgência era normalizar meus exames, então as orientações que recebiam eram confusas e incompletas, mas por que eu queria praticamente receber uma bíblia sobre a doença, rs, e não funciona assim. Na internação, minha PA era sempre 12x8, mas quando o médico entrava no quarto, minha PA chegava até 15x9, pois eu sentia medo, e esse medo era por pura falta de informação, se não fosse meu namorado e meu irmão/cunhada que se informavam por fora e me explicavam depois, eu com certeza teria surtado, graças a paciência deles eu aos poucos fui entendendo melhor o que estava acontecendo e me adptando ao tratamento.
Aceitar que você tem uma doença dessa gravidade sem ter sintomas é complicado, imagina, você dorme bem, se alimenta bem, sua pressão é normal, você não tem febre, e de repente, aparece o medico e te avisa: "seus rins pararam de funcionar". Como assim? ,
A insuficiência renal crônica é uma doença silenciosa, e infelizmente, muitas pessoas morrem com falência renal sem ao menos ter desconfiado de que seus rins pararam.
Enfim, querer que um renal crônico aceite suas condições de cara, é pedir muito, sim, por mais otimista, por mais consciente que a pessoa seja, ela não vai aceitar na boa, ela pode mascarar para não preocupar as pessoas que gosta, mas com certeza o inicio é horrível para todos, e exigir que a pessoa entenda e aceite sem problemas, em minha opinião é até cruel.

Os conselhos que eu posso dar:
- Tenha paciência.
- Dê muita atenção ao renal crônico.
- Procure conhecer a doença, pesquise bastante, e em lugares confiáveis (na parte de link tem sites onde as informações passadas são de confiança).
- Converse com pacientes que estão na mesma situação e faça com que o doente participe da conversa.
- Confie na equipe medica que irá cuidar dele.
- Procure orientação psicológica.
- Dê tempo ao tempo, aos poucos a pessoa vai assimilando o tratamento e começa a reagir melhor a tudo isso.

É importante saber também, que cada pessoa é diferente da outra, então não pegue de exemplo tudo o que você ver ou ouvir, o que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra.

Se alguém sentir a necessidade de conversar, basta escrever, a minha maior intenção aqui é ajudar.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A vida é um teatro...

Há quem goste de drama, onde um alfinete fora do lugar já faça a pessoa cair no desespero, outros que gostem de uma comedia e até na maior das tragédias conseguem achar graça.
Eu não sei dizer qual lado da mascara eu uso mais, acho que apesar da doença, eu estou conseguindo certo equilíbrio, e um equilíbrio que até me espanta, eu honestamente não esperava ficar tão calma como estou, eu não esperava perder meus medos da forma que perdi, não esperava ter a compreensão que hoje tenho.

Minha adolescência foi rebelde sem causa total, eu comprava briga por pouca coisa, não aceitava nada diferente do que eu queria, e isso gerava tanta discussão, que até hoje tem gente que tem medo de ficar sozinho comigo (sem mentira).
Encarar a doença da forma como estou encarando me espanta, e com certeza espanta minha família também, e cito apenas minha família, pois eles viveram praticamente toda fase "drama queen", e com certeza a Ana Paula de hoje não é NADA da Ana Paula de antes.
Talvez com o passar dos anos, eu amadureci, mas acredito que o fato de ter uma doença que não me deixa outra opção a não ser encarar, me fez valorizar mais as coisas/pessoas, e isso me mudou.
Às vezes tenho medo de estar em choque, de não ter caído a ficha do que esta acontecendo comigo, tenho medo de desesperar, surtar, de querer fugir dessa realidade.
É por isso que gosto de escrever sobre o assunto, de obter o maximo de informação possível. Eu me sinto mais segura sabendo o sobre a doença, o que pode acontecer, o que posso fazer para melhorar, e o que não fazer para piorar. Eu cheguei à conclusão que eu preciso perder a sensibilidade para encarar melhor tudo isso.

O Dr. L. outro dia me perguntou por que eu conto até quantas agulhadas eu já tomei, rsrs, eu sei que parece coisa de alcoólatra em terapia ou presidiário contando quantos dias faltam para sair da prisão, mas é minha forma de fortalecer a psico, de ver que eu suportei tudo isso e ainda estou viva, que vou poder contar a próxima agulhada. Tem pessoas que colecionam medalhas, outras selos, mas eu, no momento só quero colecionar minhas agulhadas, e ter orgulho delas, pois é graças a elas que estou bem. É bizarra essa linha de pensamento, talvez só pessoas que estão na mesma situação que eu consiga entender, e talvez nem elas, vai ver sou louca mesmo, rsrs.

Dizem que problema sem solução, é problema resolvido. Minha parte é me cuidar seguir as recomendações medicas e tomar os remédios corretamente, nos intervalos de tudo isso, tentar levar uma vida normal.

Entre o drama e a comedia, hoje estou optando pela comedia, pois o drama cedo ou tarde me espera.

A vida é um teatro...

Há quem goste de drama, onde um alfinete fora do lugar já faça a pessoa cair no desespero, outros que gostem de uma comedia e até na maior das tragédias conseguem achar graça.
Eu não sei dizer qual lado da mascara eu uso mais, acho que apesar da doença, eu estou conseguindo certo equilíbrio, e um equilíbrio que até me espanta, eu honestamente não esperava ficar tão calma como estou, eu não esperava perder meus medos da forma que perdi, não esperava ter a compreensão que hoje tenho.

Minha adolescência foi rebelde sem causa total, eu comprava briga por pouca coisa, não aceitava nada diferente do que eu queria, e isso gerava tanta discussão, que até hoje tem gente que tem medo de ficar sozinho comigo (sem mentira).
Encarar a doença da forma como estou encarando me espanta, e com certeza espanta minha família também, e cito apenas minha família, pois eles viveram praticamente toda fase "drama queen", e com certeza a Ana Paula de hoje não é NADA da Ana Paula de antes.
Talvez com o passar dos anos, eu amadureci, mas acredito que o fato de ter uma doença que não me deixa outra opção a não ser encarar, me fez valorizar mais as coisas/pessoas, e isso me mudou.
Às vezes tenho medo de estar em choque, de não ter caído a ficha do que esta acontecendo comigo, tenho medo de desesperar, surtar, de querer fugir dessa realidade.
É por isso que gosto de escrever sobre o assunto, de obter o maximo de informação possível. Eu me sinto mais segura sabendo o sobre a doença, o que pode acontecer, o que posso fazer para melhorar, e o que não fazer para piorar. Eu cheguei à conclusão que eu preciso perder a sensibilidade para encarar melhor tudo isso.

O Dr. L. outro dia me perguntou por que eu conto até quantas agulhadas eu já tomei, rsrs, eu sei que parece coisa de alcoólatra em terapia ou presidiário contando quantos dias faltam para sair da prisão, mas é minha forma de fortalecer a psico, de ver que eu suportei tudo isso e ainda estou viva, que vou poder contar a próxima agulhada. Tem pessoas que colecionam medalhas, outras selos, mas eu, no momento só quero colecionar minhas agulhadas, e ter orgulho delas, pois é graças a elas que estou bem. É bizarra essa linha de pensamento, talvez só pessoas que estão na mesma situação que eu consiga entender, e talvez nem elas, vai ver sou louca mesmo, rsrs.

Dizem que problema sem solução, é problema resolvido. Minha parte é me cuidar seguir as recomendações medicas e tomar os remédios corretamente, nos intervalos de tudo isso, tentar levar uma vida normal.

Entre o drama e a comedia, hoje estou optando pela comedia, pois o drama cedo ou tarde me espera.

Fistula Arterio-Venosa (FAV)



O que é uma FAV?
A FAV é uma  anastomose (ligação direta) entre uma veia e uma artéria periférica de pequeno calibre. É confeccionada nos membros superiores, de preferência no antebraço não dominante -  esquerdo nos indivíduos destros e  direito nos canhotos.
Habitualmente é confeccionada utilizando a artéria radial, já que esta não é a artéria dominante em termos de irrigação da mão. Quanto mais distal for confeccionada melhor, isto para que um maior número de veias se possa desenvolver, oferecendo assim inúmeros locais de punção. Normalmente as fistulas do cotovelo desenvolvem uma rede vascular muito restrita e podem dificultar a circulação da mão.Outra razão para construir a FAV no punho é que em  caso de falência da FAV radial, ainda persistem inúmeros locais acima desta onde se pode efetuar nova anastomose.
A FAV é o acesso vascular definitivo para o tratamento hemodialítico, pela sua facilidade de utilização e pelos poucos riscos que apresenta.

O que são artérias?
Artérias  são vasos sanguíneos que partindo do coração se  vão ramificando  sucessivamente,  cada ramo de menor calibre que o anterior,  até  se tornarem em arteríolas e depois em capilares, irrigando todo o organismo. São vasos resistentes e muito elásticos. Esta elasticidade é importante para a dinâmica sanguínea, pois se dilatam com os jactos de sangue que provêm do coração, ajudando a bombeá-lo para diante. A sua resistência deve-se à existência de três camadas que  constituem a sua parede, nomeadamente à camada constituída por fibras musculares e elásticas. A sua principal função é a de transportar o sangue rico em oxigênio - sangue arterial - a todas as partes do organismo.  É a existência de oxigênio que confere ao sangue arterial a sua cor vermelho vivo.

O que são veias?
As veias também são vasos sanguíneos. Ao contrário das artérias, as veias transportam sangue vindo de todas as partes do organismo para o coração. As paredes das veias  são mais finas e frágeis, sendo constituídas apenas por duas camadas, em que nenhuma delas é constituída por fibras musculares. Isto porque o sangue dentro delas não exerce pressão.  O sangue retorna ao coração de diversas formas, nomeadamente através da gravidade, do vácuo relativo que existe aquando da diástole (fase de enchimento das aurículas do coração) e através da pressão positiva através das artérias e da ação dos músculos.  Nos membros  inferiores  devido à distância e para vencer a gravidade,  as veias dispõem de válvulas que ao abrirem e fecharem  fragmentam a coluna de sangue, facilitando a sua ascensão e impedindo que este volte para trás.

O que é que acontece quando se liga uma artéria a uma veia?
Fundamentalmente o que acontece é que vão ocorrer alterações importantes ao nível das veias que têm ligação com a artéria.  Estando sujeitas  à pressão forte e constante de uma artéria,  vão dilatar, tornando-se mais salientes e fáceis de puncionar.  Por um mecanismo adaptativo à pressão sanguínea do seu interior, vai ocorrer espessamento das paredes da veia, conferindo-lhe assim maior  resistência. Vão-se arterializar.

Este é precisamente o objetivo fundamental da FAV: o desenvolvimento de uma rede venosa superficial, constituída por veias dilatadas e resistentes, com elevado fluxo sanguíneo, capazes de suportar punções repetidas ao longo de anos.

A arterialização  das veias manifesta-se, para além dos aspectos já focados:
* na coloração do sangue, que se torna mais claro devido à  mistura de sangue venoso e arterial.
* no tipo de hemorragia que se verifica quando são lesadas. O sangue sai com pressão em jatos intermitentes.
* no tempo de hemóstase que é mais longo.

A ligação entre  a veia e a artéria vão levar ao aparecimento de um frêmito que se sente quando se apalpa a FAV. O frêmito é a sensação de movimento que o sangue gera ao passar na anastomose e que se pode sentir e ouvir sobre a FAV.

Que tipos de FAV existem?
Como regra geral, cada artéria é acompanhada por uma veia que se denomina de veia satélite. Tal como as artérias, as veias também se situam profundamente. Porém nos membros, para além das veias profundas que acompanham as artérias, encontramos inúmeras veias superficiais que se distribuem na região subcutânea.

Para a execução da FAV  utiliza-se uma artéria do membro superior e a respectiva veia satélite.

Existem sobretudo três tipos de fistulas que têm o nome da artéria e veia utilizada na sua confecção.

No punho:
* FAV rádio-cefálica ( mais comum )
* FAV cúbito-basílica (muito rara)

No cotovelo:
* FAV bráquio-cefálica

Onde se confecciona a FAV?
A FAV deve ser confeccionada, de preferência, num centro cirúrgico por um médico especialista em cirurgia vascular. Geralmente é utilizada anestesia local para a sua confecção. É uma cirurgia simples que demora em média 15 a 30 minutos.


Que cuidados se devem ter antes da confecção da FAV?
Quando se prevê que mais tarde ou mais cedo  a pessoa vai precisar fazer hemodiálise, deve-se preservar  os vasos sanguíneos do seu braço não dominante. Assim, não devem ser  efetuadas  punções  para colheitas de sangue, administração de medicação ou outro fim nos braços. Sempre que precisar colher sangue utilize as veias da mão.

Na altura da confecção da FAV, dependendo da situação específica do doente em causa,  o médico poderá prescrever  medicação anti-agregante plaquetária, como por exemplo, o ácido acetilsalisílico, com o objetivo de diminuir a possibilidade de se formarem coágulos, prevenindo a trombose da FAV (formação de coágulos = trombos)

Também pode suspender temporariamente a medicação anti-hipertensora com o objetivo de manter um bom fluxo sanguíneo e  evita a hipotensão, que é um fator de risco para a trombose da FAV. Isto porque o fluxo de sangue ao longo da anastomose se torna demasiado lento.

A partir do momento em que a FAV foi confeccionada não deve:
* Medir pressão no braço da FAV.
* Dormir sobre o braço da FAV.
* Utilizar roupas e objetos apertados. Se a FAV é no punho, não utilizar relógio nesse braço.
* Efetuar punções para coleta de exames no braça do FAV.
* Administrar medicação no braço da FAV.

IMPORTANTE: As veias do braço da FAV só devem ser manuseadas por técnicos de diálise. Só estes têm o conhecimento e a  experiência para puncioná-las.

A verificação do frêmito deve ser efetuada diariamente, pelo menos de manhã e à noite. Em caso de diminuição ou ausência, deve-se massagear energicamente a zona da FAV e ir imediatamente para clinica de  diálise.

O que é a maturação da FAV?
O processo de arterialização das veias  não é um processo imediato.  Leva um tempo. Utilizar uma fistula pouco após a sua confecção leva irremediavelmente à sua destruição. Isto porque as veias ainda não estão preparadas para serem puncionadas. O tempo de maturação da FAV é  variável, mas em média considera-se que sempre que possível uma FAV seja utilizada depois 30 dias após a sua confecção.
Se por um lado algumas fistulas ao fim deste tempo já desenvolveram capazmente a rede venosa, outras há que demoram meses.  Isto depende das características do individuo  e de patologias que possam estar associadas, como é o caso da Diabetes.
Durante o processo de maturação, devem ser feito alguns exercícios  que ajudam a dilatar e a fortalecer as veias. Neste tempo, se for necessário fazer hemodiálise, devem ser utilizados os cateteres centrais como forma de acesso à circulação sanguínea.

Quais  são as vantagens da FAV?
* Ausência de tubos penetrantes na superfície corporal
* Uso normal do braço fora das sessões de HD
* Risco reduzido de infecção e trombose.
* Acesso simples e rápido à  circulação sanguínea.

E as desvantagens?
* Necessidade de punção
* Necessidade de efetuar hemóstase
* Mau aspecto do braço devido à hipertrofia das veias e cicatrizes dos locais puncionados
* Necessidade de tempo para a sua maturação
* Risco de má permeabilização em caso de hematoma, por exemplo.

Fistula Arterio-Venosa (FAV)



O que é uma FAV?
A FAV é uma  anastomose (ligação direta) entre uma veia e uma artéria periférica de pequeno calibre. É confeccionada nos membros superiores, de preferência no antebraço não dominante -  esquerdo nos indivíduos destros e  direito nos canhotos.
Habitualmente é confeccionada utilizando a artéria radial, já que esta não é a artéria dominante em termos de irrigação da mão. Quanto mais distal for confeccionada melhor, isto para que um maior número de veias se possa desenvolver, oferecendo assim inúmeros locais de punção. Normalmente as fistulas do cotovelo desenvolvem uma rede vascular muito restrita e podem dificultar a circulação da mão.Outra razão para construir a FAV no punho é que em  caso de falência da FAV radial, ainda persistem inúmeros locais acima desta onde se pode efetuar nova anastomose.
A FAV é o acesso vascular definitivo para o tratamento hemodialítico, pela sua facilidade de utilização e pelos poucos riscos que apresenta.

O que são artérias?
Artérias  são vasos sanguíneos que partindo do coração se  vão ramificando  sucessivamente,  cada ramo de menor calibre que o anterior,  até  se tornarem em arteríolas e depois em capilares, irrigando todo o organismo. São vasos resistentes e muito elásticos. Esta elasticidade é importante para a dinâmica sanguínea, pois se dilatam com os jactos de sangue que provêm do coração, ajudando a bombeá-lo para diante. A sua resistência deve-se à existência de três camadas que  constituem a sua parede, nomeadamente à camada constituída por fibras musculares e elásticas. A sua principal função é a de transportar o sangue rico em oxigênio - sangue arterial - a todas as partes do organismo.  É a existência de oxigênio que confere ao sangue arterial a sua cor vermelho vivo.

O que são veias?
As veias também são vasos sanguíneos. Ao contrário das artérias, as veias transportam sangue vindo de todas as partes do organismo para o coração. As paredes das veias  são mais finas e frágeis, sendo constituídas apenas por duas camadas, em que nenhuma delas é constituída por fibras musculares. Isto porque o sangue dentro delas não exerce pressão.  O sangue retorna ao coração de diversas formas, nomeadamente através da gravidade, do vácuo relativo que existe aquando da diástole (fase de enchimento das aurículas do coração) e através da pressão positiva através das artérias e da ação dos músculos.  Nos membros  inferiores  devido à distância e para vencer a gravidade,  as veias dispõem de válvulas que ao abrirem e fecharem  fragmentam a coluna de sangue, facilitando a sua ascensão e impedindo que este volte para trás.

O que é que acontece quando se liga uma artéria a uma veia?
Fundamentalmente o que acontece é que vão ocorrer alterações importantes ao nível das veias que têm ligação com a artéria.  Estando sujeitas  à pressão forte e constante de uma artéria,  vão dilatar, tornando-se mais salientes e fáceis de puncionar.  Por um mecanismo adaptativo à pressão sanguínea do seu interior, vai ocorrer espessamento das paredes da veia, conferindo-lhe assim maior  resistência. Vão-se arterializar.

Este é precisamente o objetivo fundamental da FAV: o desenvolvimento de uma rede venosa superficial, constituída por veias dilatadas e resistentes, com elevado fluxo sanguíneo, capazes de suportar punções repetidas ao longo de anos.

A arterialização  das veias manifesta-se, para além dos aspectos já focados:
* na coloração do sangue, que se torna mais claro devido à  mistura de sangue venoso e arterial.
* no tipo de hemorragia que se verifica quando são lesadas. O sangue sai com pressão em jatos intermitentes.
* no tempo de hemóstase que é mais longo.

A ligação entre  a veia e a artéria vão levar ao aparecimento de um frêmito que se sente quando se apalpa a FAV. O frêmito é a sensação de movimento que o sangue gera ao passar na anastomose e que se pode sentir e ouvir sobre a FAV.

Que tipos de FAV existem?
Como regra geral, cada artéria é acompanhada por uma veia que se denomina de veia satélite. Tal como as artérias, as veias também se situam profundamente. Porém nos membros, para além das veias profundas que acompanham as artérias, encontramos inúmeras veias superficiais que se distribuem na região subcutânea.

Para a execução da FAV  utiliza-se uma artéria do membro superior e a respectiva veia satélite.

Existem sobretudo três tipos de fistulas que têm o nome da artéria e veia utilizada na sua confecção.

No punho:
* FAV rádio-cefálica ( mais comum )
* FAV cúbito-basílica (muito rara)

No cotovelo:
* FAV bráquio-cefálica

Onde se confecciona a FAV?
A FAV deve ser confeccionada, de preferência, num centro cirúrgico por um médico especialista em cirurgia vascular. Geralmente é utilizada anestesia local para a sua confecção. É uma cirurgia simples que demora em média 15 a 30 minutos.


Que cuidados se devem ter antes da confecção da FAV?
Quando se prevê que mais tarde ou mais cedo  a pessoa vai precisar fazer hemodiálise, deve-se preservar  os vasos sanguíneos do seu braço não dominante. Assim, não devem ser  efetuadas  punções  para colheitas de sangue, administração de medicação ou outro fim nos braços. Sempre que precisar colher sangue utilize as veias da mão.

Na altura da confecção da FAV, dependendo da situação específica do doente em causa,  o médico poderá prescrever  medicação anti-agregante plaquetária, como por exemplo, o ácido acetilsalisílico, com o objetivo de diminuir a possibilidade de se formarem coágulos, prevenindo a trombose da FAV (formação de coágulos = trombos)

Também pode suspender temporariamente a medicação anti-hipertensora com o objetivo de manter um bom fluxo sanguíneo e  evita a hipotensão, que é um fator de risco para a trombose da FAV. Isto porque o fluxo de sangue ao longo da anastomose se torna demasiado lento.

A partir do momento em que a FAV foi confeccionada não deve:
* Medir pressão no braço da FAV.
* Dormir sobre o braço da FAV.
* Utilizar roupas e objetos apertados. Se a FAV é no punho, não utilizar relógio nesse braço.
* Efetuar punções para coleta de exames no braça do FAV.
* Administrar medicação no braço da FAV.

IMPORTANTE: As veias do braço da FAV só devem ser manuseadas por técnicos de diálise. Só estes têm o conhecimento e a  experiência para puncioná-las.

A verificação do frêmito deve ser efetuada diariamente, pelo menos de manhã e à noite. Em caso de diminuição ou ausência, deve-se massagear energicamente a zona da FAV e ir imediatamente para clinica de  diálise.

O que é a maturação da FAV?
O processo de arterialização das veias  não é um processo imediato.  Leva um tempo. Utilizar uma fistula pouco após a sua confecção leva irremediavelmente à sua destruição. Isto porque as veias ainda não estão preparadas para serem puncionadas. O tempo de maturação da FAV é  variável, mas em média considera-se que sempre que possível uma FAV seja utilizada depois 30 dias após a sua confecção.
Se por um lado algumas fistulas ao fim deste tempo já desenvolveram capazmente a rede venosa, outras há que demoram meses.  Isto depende das características do individuo  e de patologias que possam estar associadas, como é o caso da Diabetes.
Durante o processo de maturação, devem ser feito alguns exercícios  que ajudam a dilatar e a fortalecer as veias. Neste tempo, se for necessário fazer hemodiálise, devem ser utilizados os cateteres centrais como forma de acesso à circulação sanguínea.

Quais  são as vantagens da FAV?
* Ausência de tubos penetrantes na superfície corporal
* Uso normal do braço fora das sessões de HD
* Risco reduzido de infecção e trombose.
* Acesso simples e rápido à  circulação sanguínea.

E as desvantagens?
* Necessidade de punção
* Necessidade de efetuar hemóstase
* Mau aspecto do braço devido à hipertrofia das veias e cicatrizes dos locais puncionados
* Necessidade de tempo para a sua maturação
* Risco de má permeabilização em caso de hematoma, por exemplo.

domingo, 10 de outubro de 2010

Resultado dos Exames...

PRE HEMODIALISE:
Hemoglobina: 11,6

Hematocrito: 34,6

Ureia: 97,6
Creatinina: 9,0
Calcio Ionico: 1,29

Fosforo: 4,6
Potassio: 4,7
TGP: 17

POS HEMODIALISE:
Ureia: 29,6


Resultado dos Exames...

Hemoglobina: 11,6
Hematocrito: 34,6

Ureia: 97,6
Creatinina: 9,0

Calcio Ionico: 1,29
Fosforo: 4,6
Potassio: 4,7
TGP: 17

PÓS HEMODIALISE:

Ureia: 29,6

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Explicação dos exames...

Vou deixar abaixo uma pequena explicação dos principais exames de sangue que um Renal Crônico faz, pois outro dia na clinica vi pacientes que já fazem há anos hemodiálise, e não sabiam o que era o TGP, e também, por que eu aprendi uma boa hoje, rs.

Uréia: A dosagem da uréia no sangue é utilizada para avaliar a função renal, ou para confirmar e/ou avaliar a evolução de uma patologia que afete a função dos rins.

Creatinina:
Serve para avaliar a função renal, particularmente a forma de excreção de creatinina pelos rins e, por conseguinte, os produtos do metabolismo das proteínas. É também utilizado para controlar a evolução e o tratamento das patologias renais.

Hematócrito:
Expressa a concentração de glóbulos vermelhos no sangue. Valores baixos podem indicar a presença de anemia; perda sanguínea; hemólise; leucemia; hipertiroidismo; cirrose; hiperhidratação.

Hemoglobina:
A hemoglobina é o pigmento que dá a cor aos glóbulos vermelhos (eritrócitos) e tem a função vital de transportar o oxigênio dos pulmões aos tecidos. Esse exame serve para identificar uma anemia.

Fósforo:
Esse exame é realizado para avaliar o nível sangüíneo de fósforo, particularmente na presença de distúrbios que provocam níveis anormais de fósforo. Níveis acima do normal podem indicar metástase óssea, hipocalcemia, hipoparatireoidismo, aumento da ingestão ou da infusão IV de PO4, doença hepática, insuficiência renal e sarcoidose

Potássio: 
Esse exame é realizado para avaliar o nível sangüíneo de potássio. Os níveis elevados de potássio no organismo são identificados como hipercalemia. Para se chegar a essa condição existem, em geral, outras causas, como função renal (dos rins) reduzida, degradação de proteínas ou infecção grave. Se não há uma causa subjacente para esse aumento nos níveis de potássio, os rins têm a capacidade de lidar com essa grande quantidade de mineral, impedindo o aumento nos níveis do sangue.

Cálcio Iônico:
O cálcio sérico é normalmente medido para monitorar ou fazer uma triagem das doenças dos ossos ou dos distúrbios na regulação do cálcio (ou seja, doenças da glândula paratireóide ou dos rins). O cálcio ionizado é medido quando outros fatores complicam a interpretação do exame normal de cálcio sérico (por exemplo, a presença de quantidades anormais de albuminas ou imunoglobulinas). A medição do nível de cálcio sérico é útil para determinar a causa dos problemas renais ou da tireóide e também para verificar se há a quantidade de vitamina D necessária no organismo da pessoa. Todas as células requerem cálcio para várias funções. O cálcio é especialmente importante na estrutura dos ossos e na atividade neuromuscular.

TGP:
Auxilia no diagnóstico de doenças hepáticas, sendo mais sensível que a TGO. Os níveis de TGP se encontram elevados no alcoolismo, hepatites virais, hepatites não-alcoólicas, cirrose, colestase, hemocromatose. Além das condições hepáticas, os níveis plasmáticos de TGP podem estar elevados em condições como anemias hemolíticas, hipotireoidismo, doença celíaca uso de drogas hepatotóxicas. A injeção intramuscular de medicamentos ou o exercício físico extenuante podem também elevar os valores de TGP.

Fosfatasse Alcalina:
Este exame ajuda a determinar a localização de danos ou de tecidos doentes no corpo. Níveis altos podem indicar anemia, hiperparatireoidismo, fratura em recuperação, hepatite, doença óssea, leucemia, obstrução biliar, cânceres ósseos, doença de paget e raquitismo.

Ferro:
Esse exame é realizado quando há suspeita de deficiência de ferro. Valores acima do normal podem indicar: hemocromatose, hemólise, anemias hemolíticas, hemossiderose, necrose (morte do tecido) hepática (do fígado), hepatite, eritropoiese, ineficiente (como na deficiência de vitamina B12 e deficiência de vitamina B6), intoxicação por ferro, intoxicação por chumbo (envenenamento por chumbo). Valores abaixo do normal podem indicar: perda crônica de sangue gastrintestinal, sangramento menstrual abundante crônico, absorção inadequada de ferro, ingestão inadequada de ferro, anemia por deficiência de ferro,  má-absorção (absorção inadequada de nutrientes no trato intestinal), nefrose, gestação (tardia). Outras situações em que o exame pode ser realizado: anemia provocada por doença crônica e síndrome de Goodpasture.

PTH:
Este exame pode ser realizado quando se suspeitar que uma anormalidade no PTH seja a causa dos níveis anormais de cálcio e fósforo. Os valores maiores que o normal pode estar associado a: insuficiência renal crônica, hiperparatireoidismo, câncer pulmonar, síndrome da má absorção (absorção inadequada de nutrientes no trato intestinal), osteomalacia (adultos), raquitismo (crianças) e deficiência de vitamina D.

HBsAG:
Detecta antígenos de superfície do vírus da hepatite B. Se positivo/reagente, indica que que o paciente esta infectado com o vírus da Hepatite B.

Anti-HBs: Detecta anticorpo contra o antígeno de superfície do vírus da hepatite B. Se positivo/reagente, indica que que o paciente esta imune ao vírus da Hepatite B.

Anti HCV: Detecta anticorpo contra o vírus da hepatite C. Se positivo/reagente, indica contato anterior com o vírus HCV.

HIV:
Identifica os portadores de HIV, tanto sintomático quanto assintomáticos.

Explicação dos exames...

Vou deixar abaixo uma pequena explicação dos principais exames de sangue que um Renal Crônico faz, pois outro dia na clinica vi pacientes que já fazem há anos hemodiálise, e não sabiam o que era o TGP, e também, por que eu aprendi uma boa hoje, rs.

Uréia: A dosagem da uréia no sangue é utilizada para avaliar a função renal, ou para confirmar e/ou avaliar a evolução de uma patologia que afete a função dos rins.

Creatinina:
Serve para avaliar a função renal, particularmente a forma de excreção de creatinina pelos rins e, por conseguinte, os produtos do metabolismo das proteínas. É também utilizado para controlar a evolução e o tratamento das patologias renais.

Hematócrito:
Expressa a concentração de glóbulos vermelhos no sangue. Valores baixos podem indicar a presença de anemia; perda sanguínea; hemólise; leucemia; hipertiroidismo; cirrose; hiperhidratação.

Hemoglobina:
A hemoglobina é o pigmento que dá a cor aos glóbulos vermelhos (eritrócitos) e tem a função vital de transportar o oxigênio dos pulmões aos tecidos. Esse exame serve para identificar uma anemia.

Fósforo:
Esse exame é realizado para avaliar o nível sangüíneo de fósforo, particularmente na presença de distúrbios que provocam níveis anormais de fósforo. Níveis acima do normal podem indicar metástase óssea, hipocalcemia, hipoparatireoidismo, aumento da ingestão ou da infusão IV de PO4, doença hepática, insuficiência renal e sarcoidose

Potássio: 
Esse exame é realizado para avaliar o nível sangüíneo de potássio. Os níveis elevados de potássio no organismo são identificados como hipercalemia. Para se chegar a essa condição existem, em geral, outras causas, como função renal (dos rins) reduzida, degradação de proteínas ou infecção grave. Se não há uma causa subjacente para esse aumento nos níveis de potássio, os rins têm a capacidade de lidar com essa grande quantidade de mineral, impedindo o aumento nos níveis do sangue.

Cálcio Iônico:
O cálcio sérico é normalmente medido para monitorar ou fazer uma triagem das doenças dos ossos ou dos distúrbios na regulação do cálcio (ou seja, doenças da glândula paratireóide ou dos rins). O cálcio ionizado é medido quando outros fatores complicam a interpretação do exame normal de cálcio sérico (por exemplo, a presença de quantidades anormais de albuminas ou imunoglobulinas). A medição do nível de cálcio sérico é útil para determinar a causa dos problemas renais ou da tireóide e também para verificar se há a quantidade de vitamina D necessária no organismo da pessoa. Todas as células requerem cálcio para várias funções. O cálcio é especialmente importante na estrutura dos ossos e na atividade neuromuscular.

TGP:
Auxilia no diagnóstico de doenças hepáticas, sendo mais sensível que a TGO. Os níveis de TGP se encontram elevados no alcoolismo, hepatites virais, hepatites não-alcoólicas, cirrose, colestase, hemocromatose. Além das condições hepáticas, os níveis plasmáticos de TGP podem estar elevados em condições como anemias hemolíticas, hipotireoidismo, doença celíaca uso de drogas hepatotóxicas. A injeção intramuscular de medicamentos ou o exercício físico extenuante podem também elevar os valores de TGP.

Fosfatasse Alcalina:
Este exame ajuda a determinar a localização de danos ou de tecidos doentes no corpo. Níveis altos podem indicar anemia, hiperparatireoidismo, fratura em recuperação, hepatite, doença óssea, leucemia, obstrução biliar, cânceres ósseos, doença de paget e raquitismo.

Ferro:
Esse exame é realizado quando há suspeita de deficiência de ferro. Valores acima do normal podem indicar: hemocromatose, hemólise, anemias hemolíticas, hemossiderose, necrose (morte do tecido) hepática (do fígado), hepatite, eritropoiese, ineficiente (como na deficiência de vitamina B12 e deficiência de vitamina B6), intoxicação por ferro, intoxicação por chumbo (envenenamento por chumbo). Valores abaixo do normal podem indicar: perda crônica de sangue gastrintestinal, sangramento menstrual abundante crônico, absorção inadequada de ferro, ingestão inadequada de ferro, anemia por deficiência de ferro,  má-absorção (absorção inadequada de nutrientes no trato intestinal), nefrose, gestação (tardia). Outras situações em que o exame pode ser realizado: anemia provocada por doença crônica e síndrome de Goodpasture.

PTH:
Este exame pode ser realizado quando se suspeitar que uma anormalidade no PTH seja a causa dos níveis anormais de cálcio e fósforo. Os valores maiores que o normal pode estar associado a: insuficiência renal crônica, hiperparatireoidismo, câncer pulmonar, síndrome da má absorção (absorção inadequada de nutrientes no trato intestinal), osteomalacia (adultos), raquitismo (crianças) e deficiência de vitamina D.

HBsAG:
Detecta antígenos de superfície do vírus da hepatite B. Se positivo/reagente, indica que que o paciente esta infectado com o vírus da Hepatite B.

Anti-HBs: Detecta anticorpo contra o antígeno de superfície do vírus da hepatite B. Se positivo/reagente, indica que que o paciente esta imune ao vírus da Hepatite B.

Anti HCV: Detecta anticorpo contra o vírus da hepatite C. Se positivo/reagente, indica contato anterior com o vírus HCV.

HIV:
Identifica os portadores de HIV, tanto sintomático quanto assintomáticos.