quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Hemodialise, depois do baque...

A segunda hemodiálise, foi mais calma em relação a primeira. A maquina foi transportada até meu quarto, e eu fiquei deitada, conversando com o técnico Marcelo, uma pessoa abençoada, que me contou como era a vida em uma clinica de hemodiálise, ele relatou casos (somente de sucesso, pois ele sabia o quanto estava vulnerável naquele momento) de pessoas que haviam transplantado, de pessoas que faziam hemodiálise há vários anos, posso afirmar sem duvida nenhuma, que aprendi e aprendo até hoje sobre a doença renal, mais com os técnicos que me ligam a maquina, do que com os médicos.
Minha mãe não pode ficar na sala comigo, o que achei bom, pois eu imagino como deve ser triste você ver quem você ama em uma situação dessas.
Conversando com o Marcelo, aprendi muitas coisas, principalmente como a maquina funciona, o que ela tira de verdade (é muita coisa!), mas também fiquei sabendo de coisas que até o momento nem imaginava. A que mais marcou é que quando se transplanta, o enxerto (o órgão transplantando) tem um tempo de duração, que vai variar de pessoa para pessoa, mas que a média atual é de 10 a 15 anos.
Ou seja, quem pensa que o transplante é cura, esta enganado, é somente um outro tipo de tratamento, com a vantagem de dar ao paciente renal mais liberdade, e com a desvantagem que a pessoa fica imunodeprimida, correndo o risco de pegar doenças com maior facilidade e com dificuldade de curar as mesmas.

Resumindo: Ter uma doença renal crônica, significa que você vai ter que se cuidar SEMPRE, independente do tratamento que você optar.

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