sábado, 29 de maio de 2010

6 meses...

Esse era o prazo dado pela maioria dos pacientes na clinica do tempo que eu levaria para me adaptar ao tratamento: seis meses.
Chegar bem nos seis meses de hemodiálise, sem ter passado mal em nenhuma das sessões (apenas quedas de pressão, que eram resolvidas facilmente com uma balinha na boca, rsrs), é uma vitória? Vou considerar que sim.
Em 6 meses vi muita coisa, graças a Deus, coisas boas.
Vi a Dna I. correr para o hospital para transplantar, e graças a Deus, já teve alta e esta ótima.
Vi a C. recebendo a noticia da gravidez, conseguiu levar toda a gravidez numa boa, sem grandes complicações, e hoje ela esta com seu lindo bebê nos braços, ambos saudáveis.
A fistula capengou nas primeiras punções, mas no fim, resolveu funcionar.
O cateter finalmente foi retirado e o tão sonhado banho aconteceu, rsrs.

Não tenho do que reclamar, apesar dos pesares, completo seis meses BEM.

Minha mente atualmente esta boa.
Meu físico atualmente esta bom (tirando os joelhos e calcanhares).

sábado, 22 de maio de 2010

Adeus cateter...

Mais uma vez, as coisas acontecendo na hora que tem que acontecer.

Ontem foi aniversário da minha Tia, e eu como de costume, fui até a casa dela fazer uma surpresinha, passei o dia bem, a tarde ótima, então voltei para casa, e quando já quase indo dormir, eu sinto uma dor bem forte onde fica o cateter. Uma dor, tão forte, que eu pensei que estava tendo um ataque cardíaco.
Graças a Deus, essa dor não foi demorada, então ao invés de correr pro hospital, eu simplesmente fui dormir, pois em poucas horas iria para a clinica.
No que acordei para me arrumar para hemodiálise, percebi que o cateter tinha aumentando de tamanho, eu explico, ele ficava preso no meu ombro, mas quando olhei, ele estava quase chegando à metade do braço.
Eu assustei a principio, mas como já estava indo para a clinica, eles que iriam decidir o que fazer, mas estava na certeza de que esse cateter iria dizer adeus, o que não sabia, era se eu teria que colocar outro, já que só tinha tentando puncionar a fistula duas vezes, uma que não deu certo e aconteceu aquela infiltração horrível, e outra que funcionou meia boca, pois faltando 30min para terminar, a fistula tinha dado problema (conseguia tirar o sangue, mas não conseguia devolver).
Fui para clinica com um medo duplo, medo de tirar o cateter e doer, e medo de alem de ter que tirar o cateter, eu ter que colocar outro.
Cheguei a clinica, sentei na cadeira, e mostrei o que tinha acontecido para o enfermeiro, que só falou "no final da diálise a gente saca esse cateter", e já foi buscar as agulhas para tentar pela fistula.
Eu traumatizada com as duas tentativas de punção anteriores, fui prevenida, passei Emla no braço inteiro, rsrsrs, então nem senti a picada praticamente. Fiz a diálise toda numa boa, a fistula quis dar uma mancadinha, pois o braço começou a doer, mas não tinha infiltrado, então com paciência agüentei ate o final e deu tudo certo.
Quando terminei, pensei que eu iria para o consultório para "sacar" o tal cateter, mas o enfermeiro veio, pediu para eu respirar fundo e segurar o ar, no que eu terminei de segurar o ar, ele já estava com o cateter na mão, rsrs, eu não senti nada, mas não sei dizer se foi por que ele já havia saído um pouco, ou se a retirada de cateter realmente não dói. Engraçado, que eu pensei que iriam anestesiar, que o medico iria assistir, mas nada, foi a coisa mais simples do mundo. Ele fez um curativo básico, e só orientou que quando eu tomasse banho não deixasse molhar o local, somente no dia seguinte poderia lavar o local normalmente.
Sobrevivi a mais uma "1ª vez", rsrs, só espero que no caso do cateter, seja a 1ª e ultima.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Verdades e mentiras...

Uma coisa eu já percebi na clinica onde eu faço hemodiálise...

Se você falta um dia, eles te matam lá, rs. Não tem uma vez que falta alguém, que já começa o ti ti ti de que esse alguém morreu.
Já mataram o farmacêutico, um transplantado renal, que ficou um mês sem aparecer lá, e na verdade ele só estava com uma gripe forte, então ficou em casa para não piorar, já que ele é imunodeprimindo.
Eu não gosto de chegar cedo na clinica, pois pior que ficar sentada quatro horas fazendo hemodiálise, é escutar os acompanhantes falando de tragédias e morte, reclamando dos pacientes que eles acompanham e principalmente a disputa da desgraça própria. Pode até soar engraçado, mas o pessoal lá compete para ver quem é mais desgraçado na vida. É bizarra a cena. Então eu procuro chegar uns minutos atrasada só para evitar a fadiga. Quer desgraça maior do que depender de uma maquina para sobreviver? Poxa, que falta de tato desse pessoal. Pior que alguns pacientes entram na onda, e na hora do café, o assunto é só tragédia. Por esse motivo agradeço o Kah pelo PSP, pois sempre que o tópico da conversa é morte, acidente ou doença, eu coloco meu fone no ouvido e fico assistindo filme/seriado.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Noticias da Dona I. finalmente...

Hoje falei coma Dona I., ela havia acabado de chegar do hospital, pois precisou fazer um ultrasom. A voz dela esta bem mais forte do que costumava ser, foi muito bom ouvir ela, e ver que ela esta firme e forte.

Minha mãe também conversou com a C., ela e o bebe estão bem. O bebe ainda esta internado, mas esta bem, em breve vou conhecer o bebezão :)

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Resultado dos Exames...

Hemoglobina: 10,7
Hematocrito: 31,3


Ureia: 107,9
Creatinina: 10,1

Calcio Ionico: 1,21
Fosforo: 6,6
Potassio: 4,5
TGP: 102


PÓS HEMODIALISE:

Ureia: 21,9

sábado, 8 de maio de 2010

Dona I. e o transplante...

Há exatos 53 dias, a Dna I., que então fazia hemodiálise no mesmo box que eu, foi chamada para transplantar.

Foi emocionante e tenso ao mesmo tempo, acompanhar ela recebendo a noticia de que após a hemodiálise teria que correr para o hospital para transplantar.
Acho que a principio eu fiquei mais nervosa que ela, pois eu havia chegado antes na clinica e fiquei sabendo antes de contarem para ela. A noticia preocupou, eu vi isso nos olhos dela, tanto que ela que sempre "desabava" na cadeira e dormia toda a hemodiálise, ficou acordada, puxando conversa com todo mundo, rsrs, acho que ela queria se distrair e não pensar muito no que viria pela frente.

O transplante da Dna I. foi um sucesso, só que como quem procura sempre acha, de tantos exames pré e pós-operatório que se faz para transplantar, acabaram descobrindo um probleminha no coração dela, então ela ficou internada por mais dias para tratar direitinho.

Contudo, hoje ela voltou para casa, segundo a A., ela esta bem e vai continuar se tratando em casa para evitar pegar infecção hospitalar.

Assim que der, pretendo falar com ela.

Eu posso me considerar uma pessoa de sorte, por que em quase seis meses de tratamento só vi as pessoas recebendo boas noticias na cadeira da Hemodiálise (lembrando da C. ao receber o resultado de que estava grávida). Espero continuar sempre vendo as pessoas recebendo boas noticias.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Nasceu...

Finalmente, depois de meses acompanhando, o bebe da C. nasceu!
Os dois passam bem! Acredito que se não chegou aos nove meses, foi bem próximo.
Ainda não tenho detalhes, mas é uma excelente noticia principalmente para quem esta grávida ou quer engravidar durante a hemodiálise.
Estou muito feliz pela C. e não vejo a hora de conhecer o bebezinho dela.
Para Deus, nada é impossível! Uma mulher que começou o pré-natal depois de cinco meses, de fazer a hemodiálise diária recomendada bem depois do recomendado, conseguiu ter seu bebe saudável.
Parabéns C.! Deus abençoe e ilumine você, seu bebe e sua família.